É novo » 16.1.2014

Ex-presidente da Assembleia da República e do Governo Regional dos Açores integra comissão de tricentenário de igreja
João Bosco Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia da República e do Governo Regional dos Açores, é um dos membros da comissão criada para assinalar os 300 anos da igreja de S. José, em Ponta Delgada, na ilha açoriana de S. Miguel. O grupo de trabalho, constituído por mais quatro paroquianos, entre eles a organista residente, Isabel Albergaria, vai preparar espetáculos musicais, exposições, e conferências, revelou o pároco, padre Duarte Melo, citado pelo site da diocese de Angra. O sacerdote pretende evocar «tudo o que revele a história, a memória, as vivências e, sobretudo, a importância» da igreja, quer como lugar de fruição estética quer como de culto ao serviço do Evangelho». O templo tem recebido o projeto “Indigências”, projeto de arte contemporânea criado pela Pastoral Cultural da paróquia a partir da constatação de uma realidade de extrema pobreza instalada no Campo de São Francisco, junto à igreja.

Professores da Faculdade de Teologia debatem aproximações e distanciamentos entre crença em Deus e pertença à Igreja em Portugal
José Eduardo Borges de Pinho, professor catedrático da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, e Alfredo Teixeira, docente na mesma instituição, vão debater as aproximações e distanciamentos existentes entre a crença cristã em Deus e a pertença à Igreja católica. «Como podem as comunidades projetar-se como espaços de acolhimento para esta diversidade? O que é necessário fazer para que os atores eclesiais tomem consciência destas diferenças?», questiona Alfredo Teixeira. Para o sociólogo, «não parece claro que os processos de decisão pastoral tenham em conta esta diferenciação», o que não permite «valorizar o que as pessoas já são» numa «comunidade católica de diásporas», nem «descobrir as linguagens e os gestos necessários ao reconhecimento de níveis diferentes de integração comunitária da vida cristã».

“Celebração do Tempo 2014”: Calendário interreligioso para uma «viagem espiritual» | VÍDEOS |
«Somos feitos de tempo, amassados dessa argila, feitos de idades, de estações, horas e dias»: é com estas palavras que o padre José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, apresenta o calendário interreligioso “Celebração do Tempo 2014” (ed. Paulinas). A cada mês são indicadas as principais datas do hinduísmo (que assinala os anos 2070-2071), tradições chinesas (4711-4712), judaísmo (5774-5775), budismo (2140-2141), cristianismo, islão (1435-1436) e fé bahá’i (170-171), a par de efemérides portuguesas e internacionais. A 15 e 16 de janeiro, por exemplo, o calendário hebraico marca o “Tu B’Shevat”, antiga tradição que reservada a data para a oferta do dízimo de todos os produtos. «Atualmente, pretende-se homenagear a terra de Israel. As crianças das escolas dedicam este dia à plantação de árvores, especialmente de fruto». E no calendário “Kalachakra” (tibetano), do Budismo, 15 de janeiro é dia do “Amitabha”: «No dia de Lua Cheia, celebra-se o Buda preexistente, da misericórdia infinita».

«Que tenhamos a coragem dos nossos afetos», apela ensaísta José Gil
A abertura ao mundo, a recusa do isolamento e a decisão de assumir a afetividade foram algumas das principais ideias que o ensaísta José Gil defendeu na mais recente emissão do “Ensaio geral”, programa de cultura da Renascença. O professor catedrático jubilado citou Espinoza, filósofo do século XVII descendente de portugueses, para quem «o homem é para o outro homem o melhor dos bens», que se «manifesta pela alegria de ter esse laço com o outro». O programa realizado pela jornalista Maria João Costa, gravado esta sexta-feira na Livraria Ferin, em Lisboa, contou com a participação de Pedro Vieira, 38 anos, autor do livro “Última paragem: Massamá”, com o qual ganhou o prémio do Pen Clube Português na categoria Primeira Obra. À semelhança de José Gil, também Pedro Vieira falou do fechamento ao exterior por parte do ser humano, tendo centrado a sua análise na realidade virtual: «A supremacia das redes sociais e a internet têm conseguido aprofundar ainda mais o virar-se para dentro com a falsa ilusão de que estamos voltados para fora».

Papa Francisco apela a «novo protagonismo» dos batizados e pede-lhes para aprenderem com a saga dos cristãos no Japão
O papa Francisco apelou esta quarta-feira, no Vaticano, a um «novo protagonismo» dos batizados, tendo-lhes pedido que aprendam com o exemplo da comunidade cristã do Japão, que passou 250 anos sem padres mas sobreviveu graças ao primeiro dos sacramentos. Os cristãos do país do sol nascente sofreram «uma dura perseguição nos inícios do século XVII»: «Milhares de fiéis foram mortos» e «não ficou no Japão nenhum padre: todos foram expulsos», sublinhou Francisco. «Quando, após cerca de dois séculos e meio, os missionários regressaram ao Japão, milhares de cristãos saíram à luz do dia e a Igreja pôde reflorir. Tinham sobrevivido com a graça do seu Batismo!» Referindo-se à sua primeira exortação apostólica, “A alegria do Evangelho”, Francisco acentuou que «a nova evangelização deve implicar um novo protagonismo de todos, de todo o povo de Deus; um novo protagonismo dos batizados, de cada um dos batizados».

Envelhecer: Reconciliação com o passado e confiança na misericórdia
Conheci homens de idade que estiveram na guerra e só na velhice é que tomaram consciência do mal que causaram, o que os levou a uma auto-acusação e a uma autocondenação. Neste caso, a mensagem do perdão é muito importante. Quando Deus nos perdoa – e podemos ter a certeza de que isso acontece -, então também nos podemos perdoar a nós próprios. Temos de parar de andar às voltas com os nossos fracassos. Devemos oferecer a nossa vida, com tudo o que nela teve lugar, ao amor misericordioso do Senhor e acreditar que Ele a vai aceitar. A esperança de conseguirmos a misericórdia de Deus também nos leva a lidar com os outros com misericórdia e perdoar em nós tudo aquilo que até então censurávamos.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-lhe: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Apresentação do livro “Da Imprensa Regional da Igreja Católica – O que é, quem a faz e quem a lê”
Autor: Alexandre Manuel
Apresentação: D. Manuel Clemente, Mário Mesquita, José Rebelo
Editora: MinervaCoimbra
ISCTE-IUL (Av. das Forças Armadas), auditório do edifício 1
18h30

Lisboa
Ciclo de debates: “Uma Igreja despojada”
Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa (R. Saraiva de Carvalho)
21h30
Entrada livre
Para saber mais: Pastoral da Cultura

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