É novo » 14.1.2014

“High Hopes”, de Bruce Springsteen: Jornal do Vaticano antecipa novo disco do “Boss” | VÍDEOS |
«”Ele curará os cegos, erguerá os mortos, tirará de ti a doença”; “Vinde homens de Gedeão/ Vinde homens de Saúl/ Vinde filhos de Abraão/ Que esperam fora dos muros do paraíso”; “A sua graça não falha”; “Juntos caminharemos para a terra de Canaã”. Também no último disco, significativamente intitulado “High Hopes”, que sai a 14 de janeiro em todo o mundo, Bruce Springsteen não renuncia a citar a Bíblia. Fá-lo na canção “Heaven’s Wall”, onde, num levantar de braços ao céu, as referências à Sagrada Escritura são evidentes nos versos antes mencionados e naqueles que evocam Jonas no ventre da baleia e a samaritana no poço de Sicar.» Bruce Springsteen «continua a fazer o melhor, com o seu compromisso ético e as suas mensagens coerentes que não excluem uma visão de fé», lê-se na edição desta segunda-feira do jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, num artigo que antecipa o lançamento do próximo disco do “Boss”.

É tempo de recolher as pedras do caminho para que Deus chegue a quem o espera
O tempo para criar proximidade é «o tempo para juntar pedras». Todo o nosso mundo está crivado de pedras pesadas, aguçadas e perigosas, porque nos solicitam – uma e outra vez – pedindo-nos que as utilizemos para apedrejar outros. Antigas querelas, desentendimentos que nunca foram resolvidos, frustrações, desilusões mútuas, ofensas não perdoadas, tudo isso pode tornar-nos duros como pedra. Tudo pode ser transformado em penedos de preconceitos e de animosidade, bloqueando caminhos entre pessoas, nações, culturas e religiões. Ponhamos finalmente termo ao tempo assassino de «atirar pedras», removamos essas pedras da paisagem do nosso «mundo cada vez mais pequeno»! Aquele que traz a salvação não pode chegar aos muitos Zaqueus de hoje que o esperam, enquanto esses pedregulhos continuarem a barrar-lhe o caminho. Trata-se de uma tarefa muito urgente.

Papa Francisco revoluciona a geografia: Terceiro Mundo passou a ser o Primeiro
Com a lista dos novos cardeais divulgada este domingo (os primeiros do seu pontificado) e com o discurso ao Corpo Diplomático desta segunda-feira (também este pela primeira vez), o papa Francisco confirmou a sua maneira de entender a geografia. Aquele que, com efeito, é comummente designado “Terceiro Mundo” é o primeiro nas suas atenções. E aquilo que para os outros é “periferia”, encontra-se na realidade no centro do seu interesse pastoral, político (no sentido nobre da palavra) e humano. Num certo sentido podemos dizer que o papa – ele que, como João Paulo II e Bento XVI, é profundamente mariano – recitou o seu pessoalíssimo Magnificat, especialmente no verso que diz «[Deus] exaltou os humildes». Só assim se compreende a escolha de bispos de dioceses do Terceiro Mundo que nos seus países (como o Haiti e as Filipinas, por exemplo) nem sequer são aquelas consideradas mais importantes.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele.

Papa Francisco pede «pobreza» aos novos cardeais e lembra-lhes que nomeação não é «promoção», mas «serviço»
O papa Francisco escreveu uma carta aos 19 bispos e arcebispos que vão ser criados cardeais a 22 de fevereiro, sublinhando que «o cardinalato não significa uma promoção, nem uma honra, nem uma decoração». «Simplesmente é um serviço que exige ampliar o olhar e alargar o coração», frisa o papa na missiva que a Rádio Vaticano dá a conhecer um dia depois de Francisco ter revelado o nome dos novos membros do Colégio Cardinalício. «Peço-te, por favor, que recebas esta designação com um coração simples e humilde», escreve o papa, acrescentando: «Ainda que o devas fazer com júbilo e alegria, fá-lo de modo que este sentimento seja distante de qualquer expressão de mundanidade, de qualquer festejo estranho ao espírito evangélico de austeridade, sobriedade e pobreza».

A Igreja em Portugal e no mundo: síntese de 13.1.2014

— Agenda para hoje — 

Grijó, Vila Nova de Gaia
Ciclo “O Religioso no Cinema: História(s) e Memória(s)”
“Visão da vida de Hildegard von Bingen”
Centro Paroquial (Rua de Santo António, 27)
21h30
Para saber mais: Pastoral da Cultura

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