É novo » 13.1.2014

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Caminhando junto ao mar da Galileia, viu Simão e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. Disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens». Eles deixaram logo as redes e seguiram-no.

Arquitetura: Igrejas precisam de mais teologia e sentido de comunidade, e menos individualismo e abstração
«Os manuais de História da arquitetura, disciplina que eu ensino, são compostos quase exclusivamente de obras de arquitetura religiosa: dos templos gregos às catedrais góticas, das igrejas do Renascimento às neogóticas, a História da arquitetura parece ser uma história de monumentos dedicados ao culto. Mas quanto espaço é dedicado, pelos mesmos manuais, para compreender o culto e o significado teológico desses edifícios? Quanto as formas dos templos e das igrejas são “filhas” de projetistas, e quanto são “filhas” de seus respectivos clientes, com seus requisitos litúrgicos e simbólicos?» As novas igrejas precisam de manifestar mais teologia e sentido de comunidade, ao mesmo tempo que contrariam a tendência para o individualismo e a abstração, considera Andrea Longhi, professor de História da Arquitetura no Politécnico de Turim. Em entrevista publicada na edição de julho/agosto da revista portuguesa “arqa” (n. 108), o docente defende que o arquiteto «é chamado para “interpretar” com a sua própria linguagem criativa o “sagrado” – ou o “santo” – já presente em comunidades e ritos».

“Adoração dos Magos”, de Domingos Sequeira: Ver além da visão | IMAGENS |
Numa sala pequena, a do Mezanino do Palácio Alvor, estrategicamente situada em frente ao Gabinete de Estampas do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, apresenta-se uma pequena exposição de 15 desenhos (estudos), mais um cartão grande (98 x 136 cm) situado mesmo ao fundo da galeria, o estudo de composição, ou o modelo, para o trabalho final, uma “Adoração dos Magos” que Domingos Sequeira (Belém, 1768 – Roma, 1837) pintou em Castel Gandolfo, em 1828. A penumbra, indispensável em qualquer exposição de desenhos, reforça o efeito do giz, que, peça a peça, se transforma em luz até atingir uma espécie de exaltação no grande estudo final, todo ele uma batalha da forma e do informe, onde a luz vence transformando a história dos reis magos na plena manifestação do divino que é a Epifania.

Presidente do Conselho Europeu evoca o «católico» Robert Schuman, «pai da Europa» que pensava mais no futuro do que nos votos
«Este homem, que não fazia “gestos teatrais”, tinha como reconhecida qualidade «a clareza, a precisão e as maneiras reflexivas de apresentar as argumentações» (citação do excelente trabalho de François Roth, “Robert Schuman, du Lorrain des fontières au père de l’Europe”, 2008). Poderia ter dito «je suis ma conscience», “sigo” e “sou” a minha consciência. Estava ao serviço do bem comum e não exercitava o poder para fins pessoais. Homem de Estado, pensava, como Churchill, nas gerações seguintes mais do que nas seguintes eleições. Cristão, espiritualmente e socialmente católico, também ele gostava de recarregar-se com frequentes retiros no mosteiro. Em suma, Robert Schuman exercitava, coisa mais rara do que geralmente se pensa, um poder autêntico. Porque, como escrevia Hannah Arendt, «o poder só é exercitado onde ato e palavra não tomam estradas separadas, onde os fins não são vazios de sentido e os atos credores de violência».» Um texto do presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

O branco e o minimalismo da igreja de S. Moritz | IMAGENS |
O branco e o minimalismo dominam a renovação do interior da igreja de São Maurício (St. Moritz), na diocese católica alemã de Augsburgo, orientada pelo gabinete do arquiteto inglês John Pawson. A igreja passou por muitas mudanças desde a sua fundação, há quase mil anos atrás. Incêndios devastadores, alterações na liturgia, a evolução estética e os bombardeamentos que sofreu durante a Segunda Guerra Mundial deixaram marcas na estrutura. O objetivo da mais recente intervenção, que decorreu entre 2010 e 2013, foi renovar a arquitetura existente a partir das atuais perspetivas estéticas, funcionais e litúrgicas, tendo sempre presente no coração do projeto o ambiente de oração.

Nomes e rostos dos primeiros cardeais criados pelo papa Francisco | IMAGENS |
O papa Francisco anunciou este domingo o nome dos 19 arcebispos e bispos que vai juntar ao Colégio de Cardeais no próximo dia 22 de fevereiro, data em que a Igreja católica assinala a festa da Cátedra de S. Pedro. Os futuros cardeais, de 12 países, «representam a profunda relação eclesial entre a Igreja de Roma e as outras Igrejas espalhadas pelo mundo», afirmou Francisco na intervenção que proferiu durante a oração do Angelus, no Vaticano. A 23 de fevereiro, o papa preside a uma concelebração com os novos cardeais, enquanto que nos dias 20 e 21 do mesmo mês ocorrerá um consistório «com todos os cardeais para refletir sobre o tema da família», anunciou o papa.

«A fé é a mais bela herança» que os pais podem legar aos filhos, diz papa Francisco
O papa Francisco batizou este domingo 32 crianças no Vaticano, e lembrou aos pais que «têm o dever de transmitir a fé» aos seus filhos, prosseguindo uma «cadeia ininterrupta» que começou com a primeira comunidade cristã. «Vós tendes o dever de transmitir a fé a estas crianças. E a mais bela herança que vós lhes deixareis é a fé. Apenas isto. Hoje, levai para casa este pensamento. Devemos ser aqueles que transmitem a fé», frisou Francisco.

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