É novo » 9.1.2014

Encruzilhadas da cultura contemporânea
Na cultura contemporânea há muitas encruzilhadas que a evangelização não pode evitar. Antes de tudo, há a encruzilhada da linguagem. Há, depois, o horizonte da secularização, que não consegue, contudo, eliminar a pergunta religiosa e a força da ética natural. Há um terceiro âmbito de evangelização, que durante séculos foi decisivo: o da arte, que exige hoje ser voltar a ser tecido segundo a nova gramática e estilística das expressões artísticas contemporâneas. Há depois a encruzilhada das culturas juvenis, com as suas experiências socializantes, muitas vezes arriscadas, mas também dotadas de fecundidade. Há, por fim, o mundo da ciência e da técnica, desde já transversal a cada etnia e cultura, ao qual desejaria dedicar uma consideração específica. A fé não deve temer adentrar-se nesse mundo, tendo o mesmo olhar de Cristo, que contemplava vegetais e animais e recorria por vezes às previsões meteorológicas (Mateus 16,2-3; Lucas 11,54-55) para anunciar o Reino, no seguimento do Antigo Testamento, que no criado intuía uma voz transcendente, como sugere o Salmo 19.

Eleições europeias: «Abstenção não é uma opção»
«A abstenção não é uma opção», sublinha o secretário-geral da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece) a propósito das eleições para o Parlamento Europeu, que vão decorrer de 22 a 25 de maio. No mais recente editorial da publicação mensal “Europeinfos”, o padre Patrick Daly escreve que «os bispos católicos na Europa consideram que a sua prioridade é encorajar os cidadãos a votar». A tarefa não se afigura fácil: em 1979, quando a Comunidade Económica Europeia tinha nove membros, a participação no escrutínio chegou aos 62%, enquanto que nas últimas eleições, em 2009, com 27 países na União Europeia, votaram 43% das pessoas inscritas nos cadernos eleitoriais. Esta tendência, assinala o editorial, «favorece os partidos mais extremistas (no caso, os candidatos “eurocéticos” ou antieuropeus), permitindo-lhe ganhar lugares» no parlamento».

Eusébio, «grandeza sem arrogância»: Jornal do Vaticano elogia “Pantera Negra”
«Grandeza sem arrogância» é o título de um artigo de meia página que o jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, dedica esta quarta-feira ao futebolista português Eusébio, que morreu no último domingo depois de ter sido um «vencedor no desporto e na vida». «Três dias de luto nacional foram decretados em Portugal pela morte (no passado 5 de janeiro) de Eusébio da Silva Ferreira – só Eusébio para os apaixonados do futebol – considerado um dos maiores atletas de todos os tempos nesta disciplina», escreve Pierluigi Natalia a abrir o texto. «Em 1966, o ano do mundial em Inglaterra que o consagrou como melhor jogador do campeonato, entre a sua terra de origem e a sua pátria de eleição havia já a guerra civil», mas «nunca Eusébio aceitou instrumentalizar-se de uma ou outra parte». Nesse Mundial, ainda que o terceiro lugar final da seleção, «graças sobretudo aos seus golos, tenha sido o melhor resultado de sempre para Portugal», e apesar de ter sido o principal impulsionador do seu clube em vitórias nacionais e internacionais, «Eusébio nunca mostrou arrogância».

Horóscopos são «mistificação» que é «profundamente antirreligiosa», diz psiquiatra
Os horóscopos «são a maior mistificação e não têm significado algum», além de serem «profundamente antirreligiosos e anticristãos», considera o psiquiatra e psicoterapeuta italiano Tonino Cantelmi. «Cada um é um pequeno buscador de previsões, e os horóscopos vêm ao encontro deste desejo de prever o que acontece», tendência que tem «as suas raízes na grande insegurança da humanidade». Especialmente presentes antes do início de cada ano, lançando as previsões para os doze meses seguintes, os horóscopos têm o «poder de sugestionar as pessoas, como também uma grande ambiguidade que permite lê-los de maneira diferente caso a caso». Depois de mencionar os «verdadeiros charlatães», que «aproveitam a credulidade das pessoas propondo horóscopos personalizados», Cantelmi referiu-se à relação entre as adivinhações e a crença religiosa.

Papa diz que Batismo não é «ato formal» para dar um nome e sublinha que «não é o mesmo uma criança batizada ou uma criança não batizada»
O papa Francisco iniciou esta quarta-feira, na primeira audiência geral de 2014, que decorreu na Praça de S. Pedro, no Vaticano, um ciclo de audiências sobre os sacramentos, começando pelo primeiro, o Batismo. «Pode nascer em nós uma pergunta: mas é verdadeiramente necessário o Batismo para viver como cristão e seguir Jesus? Não é, no fundo, um simples rito, um ato formal da Igreja para dar o nome ao menino e à menina?», disse o papa. Para Francisco, o Batismo «não é uma formalidade», mas um «ato que toca em profundidade» a existência humana, vincando que «não é o mesmo uma criança batizada ou uma criança não baptizada», o mesmo acontecendo com os adultos.

A Igreja em Portugal e no mundo: síntese de 8.1.2014
De Portugal à Terra Santa, da Venezuela ao Bangladesh, títulos e ligações para mais de 20 artigos sobre a atividade da Igreja católica, publicados esta quarta-feira na comunicação social.

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Foi então a Nazaré, onde se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-se para fazer a leitura. Entregaram-lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Ele Me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor».

— Agenda para hoje —

Lisboa
Colóquio e inauguração de mostra bibliográfica: “No bicentenário de Frei Manuel do Cenáculo”
Biblioteca Nacional de Portugal
17h45
Mostra patente até 15/2
Para saber mais: Biblioteca Nacional de Portugal

Lisboa
Ciclo de debates: “Uma Igreja despojada”
Auditório da Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa (R. Saraiva de Carvalho)
21h30
Entrada livre
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Anúncios