É novo » 7.1.2014

Papa Francisco volta a dirigir-se, «respeitosamente», a quem se sente «longe de Deus e da Igreja»
O papa Francisco voltou nesta segunda-feira a dirigir-se às pessoas afastadas do cristianismo, lembrando que Deus e a Igreja estão sempre de braços abertos para as receber. «Gostaria – sinceramente – gostaria de dizer àqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja – dizê-lo respeitosamente – dizer àqueles que estão receosos e são indiferentes: o Senhor também te chama, chama-te a seres parte do seu povo, e fá-lo com grande respeito e amor», afirmou. «O Senhor chama-te. O Senhor procura-te. O Senhor espera-te. O Senhor não faz proselitismo, dá amor, e este amor procura-te, espera-te, tu que neste momento não crês ou estás longe», disse Francisco. «O bem atrai-nos sempre, a verdade atrai-nos, a vida, a felicidade, a beleza atrai-nos», assinalou.

Que podem fazer as Igrejas perante a crise?
Desenvolver um olhar atento e crítico a partir da fé é, a meu ver, uma missão indeclinável. Não se trata apenas de meras referências pontuais nas homílias de domingo, mas de promover espaços de reflexão e diálogo em que, em espírito e em verdade, se leiam os acontecimentos e se busquem caminhos esperançosos para os enfrentar. Os fiéis devem ser encorajados a exercerem a sua missão profética, quaisquer que sejam os postos que desempenhem na economia e na sociedade. Em particular, os que exercem cargos de maior responsabilidade e os que detêm maior poder e capacidade de influência devem ser confrontados com a palavra do evangelho: «vós sois o sal da terra, a luz do mundo». Cabe perguntar: a luz do Evangelho brilha nas palavras e nos atos dos cristãos que são gestores de empresas, banqueiros, sindicalistas, homens e mulheres da comunicação social, professores, médicos ou magistrados?

O Evangelho das imagens | IMAGENS |
Naquele tempo, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou então a ensiná-los demoradamente. Como a hora ia já muito adiantada, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «O local é deserto e a hora já vai adiantada. Manda-os embora, para irem aos casais e aldeias mais próximas comprar de comer». Jesus respondeu-lhes: «Dai-lhes vós mesmos de comer».

Papa Francisco diz que Cristo derruba mundo do «domínio», do «sucesso» e do «ter», e sublinha que católicos devem ter a «santa astúcia» dos Magos
O papa Francisco elogiou esta segunda-feira, no Vaticano, a «santa astúcia» revelada pela narrativa bíblica dos Magos, que decidiram não voltar a ver o rei Herodes depois de terem adorado Jesus recém-nascido, regressando a casa por outro caminho. «Trata-se daquela astúcia espiritual que nos permite reconhecer os perigos e evitá-los», disse o papa, citado pela Rádio Vaticano, na missa a que presidiu na basílica de S. Pedro, por ocasião da celebração da solenidade da Epifania. «Jesus não veio para o derrubar [Herodes], infeliz fantoche, mas o Príncipe deste mundo! Todavia, o rei e os seus conselheiros sentem estalar os pilares do seu poder, temem que sejam invertidas as regras do seu jogo, desmascaradas as aparências», vincou Francisco. «Todo um mundo edificado sobre o domínio, sobre o sucesso e sobre o ter, sobre a corrupção, é posto em crise por um Menino», acrescentou.

Frei Manuel do Cenáculo: Livros, cartas e diálogos reformaram cultura portuguesa
«Frei Manuel do Cenáculo viveu em pleno século das Luzes, convivendo com as novas ideias que circulavam na Europa, transformando-se em pouco tempo num dos principais doutos portugueses da sua época. Teve uma longa vida, nasceu em Lisboa em 1724 e faleceu em Évora, em 1814. Durante os seus anos de vida, ocorreram, a nível europeu, muitas transformações no que respeita à organização de poder, do conhecimento e do ensino. Revelava-se uma nova inteligibilidade, que pretendia submeter às exigências do entendimento e da razão as coisas que são da natureza humana: a ordem religiosa, política e jurídica. O prelado integra-se numa elite eclesiástica que consegue, por via das funções que desempenhou, nomeadamente durante o consulado pombalino, dedicar-se de forma assertiva a atuar em campos cruciais para atingir a reforma cultural da sociedade. Os livros assumem, nessa perspetiva, um lugar central, uma vez que por seu intermédio e da sua disponibilização, se conseguiria alcançar a transformação desejada.» Evocação no bicentenário da morte.

Francisco: Retratos da visita a um presépio da periferia | IMAGENS |
Nenhum formalismo, calor humano espontâneo num encontro praticamente sem protocolo, contacto direto com os fiéis que o esperavam desde a manhã. Foi assim a visita que o papa realizou esta segunda-feira ao presépio vivo preparado pela paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, na extrema periferia norte de Roma. Além do encontro com os mais de 200 figurantes, Francisco dialogou com palavras, gestos e sorrisos, e, à imagem do “Bom Pastor” do Evangelho, tomou um cordeiro nos seus ombros. À chegada, o papa recebeu um ramo de rosas brancas e uma meia, usada no Natal para colocar presentes, cheia de chocolates e caramelos. Francisco saudou cada um dos intérpretes das personagens do presépio, alguns dos quais pediram para o abraçar e beijar, o que não lhes foi recusado.

A Igreja em Portugal e no mundo: síntese de 6.1.2014

Anúncios