É novo » 24.12.2013

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Natal para Deus, Natal para quem precisa
«É a esperança que vivemos e celebramos no Mistério do Natal de Jesus. O que pressupõe que não pode haver Natal, nem espírito de Natal, como Festa do Encontro, sem o encontro pessoal com a Pessoa de Jesus, lá onde Ele continua a salvar e a libertar: na Palavra e nos Sacramentos, na comunidade e no rosto de cada irmão. Sobriedade, justiça e piedade são “presentes” que só o Deus-Menino nos pode dar.» «O trabalho, é sem dúvida, um direito fundamental. E do trabalho espera-se que ele seja realizador de riqueza, traduzida ou não em dinheiro; mas espera-se sobretudo que ele seja caminho de realização pessoal para quem trabalha. Se (…) continuarmos a ceder à tentação de deixar que o dinheiro tenha a primazia, entramos por caminhos que levam à exclusão e à desigualdade.» A necessidade de recentrar o Natal na oração e no silêncio, a par do apelo à justiça social e à generosidade com o número crescente de pessoas que passam dificuldades, constituem algumas das principais tónicas das mensagens de Natal dos bispos de Portugal.

Estamos abertos ao nascimento de Cristo ou fechámos-lhe a porta com uma placa a dizer «Por favor, não incomode»?
A poucas horas do Natal, o papa Francisco interpelou esta segunda-feira os participantes na missa a que presidiu, no Vaticano, sobre a sua atitude espiritual em relação ao nascimento de Jesus. «Pergunto-me: estamos à espera ou estamos fechados? Estamos vigilantes ou estamos seguros num hotel, ao longo do caminho, e não queremos avançar mais? Somos peregrinos ou somos errantes?», questionou, citado pela Rádio Vaticano. Depois de lembrar a importância da atitude da vigilância devida à vinda iminente de Jesus, o papa perguntou se neste Advento tem havido «lugar para Deus», ou se apenas «há lugar para a festa, para as compras, para fazer barulho». A «alma» dos fiéis «está aberta», como estava a da Mãe de Jesus, ou «está fechada» e os católicos colocaram «à porta um cartão, muito educado, que diz, “Por favor, não incomode”, interrogou.

Calendário de Advento: Para uma audição teológica: Uma brecha de paz para estes dias | ÁUDIO |
Continuamos com as antífonas vespertinas, recolhendo, hoje, um exemplar das “Sieben Magnificat-Antiphonen” de Arvo Pärt. O compositor escolheu a língua alemã. Numa tradução possível: “Ó Adonai, guia da casa de Israel, que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes vossa lei sobre o Sinai: vinde salvar-nos com o braço poderoso”. Em cada uma das sete antífonas, Arvo Pärt constrói um clima diferente. Nesta, o registo contemplativo aprofunda-se (literalmente). Apenas as vozes masculinas cantam, nos registos médio e grave, com grande economia harmónica – essencialmente, ouvimos movimentos de quartas e quintas perfeitas. A ascese musical de Pärt declina-se, assim, numa forma que recusa qualquer direcionalidade. Uma brecha de paz para este dias.

O presépio barroco português | IMAGENS |
Afirmação pletórica dos conceitos artísticos de uma época (século XVII-XVIII), os presépios barrocos eram orientados a emocionar as que com eles passavam a “conviver” numa contemplação festiva. Eles deviam alimentar o êxtase, proporcionar o arrebatamento do sentido da vista mediante a plasticidade das figuras, a assimetria dos espaços, a profusão das cenas, o cromatismo dos diversos elementos. Os mestres da arte barroca não buscavam a beleza em si, para se recrearem com ela, mas sobretudo tinham como objetivo impressionar a imaginação e o coração das pessoas que na plateia conventual ou familiar se movimentavam. Estas, como espectadoras ativas e interpeladas existencialmente, deveriam sentir a mensagem. De acordo com esta ideia, o presépio tornava-se um momento vital, um sermão estentórico, um apelo moral, mediante a representação de cenas da história e da vida, e para além delas.

“Obra Completa do Padre António Vieira” tem novos volumes e é uma das edições mais relevantes de 2013
Continuam a ser publicados os volumes que, num total de 30, compõem a “Obra Completa do Padre António Vieira”, com direção de José Eduardo Franco e Pedro Calafate (ed. Círculo de Leitores). Do Tomo I, “Epistografia, foi recentemente lançado o volume 2, “Cartas da Missão e Cartas da Prisão”, enquanto que do Tomo II, “Parenética”, saíram os volumes 3 e 7, “Sermões da Quaresma” e “Sermões do Rosário e Maria Rosa Mística I”. Com o final do ano, a imprensa elege os livros que mais se destacaram, e os volumes do orador jesuíta têm sido repetidamente mencionados, como é o caso da revista “Sábado”: «A grandeza de Vieira deixa os concorrentes para trás».

“Te Deum” ao vivo ou pela televisão: Terminar 2013 com ação de graças que une espiritualidade e cultura | ÁUDIO |
A tradição repete-se. Pela terceira vez consecutiva, a igreja de São Roque, em Lisboa, volta a adornar-se para receber, no último dia do ano, a prática histórica de Ação de Graças pelo ano findo que D. João V elevou a uma faustosa exibição do poder régio e que a Gulbenkian Música reabilitou para os tempos modernos. Assistir a um “Te Deum” em São Roque tornou-se rapidamente um cerimonial melómano lisboeta, que tem esgotado a lotação da igreja, mas também um símbolo de reconhecimento do titânico trabalho por fazer de recuperação do património musical português que, silencioso nas estantes de bibliotecas e arquivos, aguarda por uma segunda vida. Neste 2013, a obra que o Coro Gulbenkian e a orquestra Divino Sospiro, sob a direcção de Jorge Matta, vão recriar é o mais referencial e imponente dos “Te Deum” portugueses compostos neste contexto: o que António Teixeira escreveu e fez estrear em 1734.

Torre dos Clérigos vai ficar com o esplendor do dia da inauguração
O presidente da Irmandade dos Clérigos, organismo responsável pela torre e igreja homónimos que constituem um ex-líbris do Porto, considera que as obras de requalificação, cujos contratos foram assinados esta segunda-feira, vão restaurar o fulgor original do edificado. «As pessoas quando chegarem cá vão ficar de boca aberta e de sorriso rasgado porque vão rever o esplendor deste edifício, ou seja, vamos ver aquilo que no dia 12 de dezembro de 1779, os portuenses viram no dia da inauguração, ou seja, a talha, os mármores, a iluminação, os órgãos de tubos…», afirmou o padre Américo Aguiar. «Tudo vai ser intervencionado para retomar a beleza do seu criador, Nicolau Nasoni, e estou convencido de que 2,6 milhões de euros depois o edifício vai ser uma agradável surpresa para os portuenses, para os portugueses e para os turistas que nos visitam», acrescentou.

Papa Francisco visitou Bento XVI para lhe transmitir votos natalícios | IMAGENS |
O papa Francisco visitou esta segunda-feira à tarde o seu antecessor, o papa emérito Bento XVI, para lhe transmitir os votos natalícios, revela a Rádio Vaticano. Depois de ter acolhido Francisco na sua residência, no interior do Vaticano, Bento XVI, que renunciou a 28 de fevereiro, rezou por alguns momentos na capela com o seu sucessor, eleito a 13 de março. A seguir à oração, Francisco e Bento XVI reuniram-se em particular durante cerca de meia-hora numa sala da residência.

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