É novo » 18.12.2013

Livros para ler e oferecer este Natal
Conhecimento, imaginação, espiritualidade: nas páginas de um bom livro encontramos sempre muitos presentes, não só no Natal mas em todos os dias do ano. Apresentamos algumas das novidades editoriais relacionadas com o cristianismo recentemente publicadas, a que se juntam as obras lançadas nos últimos meses.

Peregrinação de Advento: dia 18
Ninguém, creio, gosta de pensar na sua viagem da vida como estando totalmente pré-determinada, avançando simplesmente ao longo de carris fixos até chegar ao destino há muito escolhido. É por isso que as encruzilhadas são importantes. São um espaço para parar, para pensar nas opções e para recomeçar a viagem no caminho que livremente escolheu. Mas se as encruzilhadas oferecem a escolha, elas também proporcionam a possibilidade de optar pela escolha errada. Numa encruzilhada, preciso de estar particularmente confiante na direção que quero tomar, no mapa que estou a usar para me guiar, ou no conselho que me é oferecido. Uma fonte de encorajamento é a capacidade que temos de aprender com os nossos erros. Por isso é importante meditar, na oração, diante das encruzilhadas da sua vida em que vários caminhos se estendem à sua frente

Deixa que Deus escreva a tua história, convida papa Francisco no dia da missa do seu aniversário
O papa Francisco convidou os colaboradores da Casa de Santa Marta, no Vaticano, onde reside, a participarem na missa desta terça-feira, dia em que assinala 77 anos, tendo-lhes pedido que deixem Deus escrever a história das suas vidas. «Deus é consubstancial a nós. Faz história connosco. Mais: quando Deus quer dizer quem é, diz “Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”. Mas qual é o apelido de Deus? Somos nós, cada um de nós. Ele toma de nós o nome para fazê-lo o seu apelido», vincou. «Aproximando-se o Natal, pensemos: se Ele fez a sua história connosco, se Ele tomou de nós o seu apelido, se Ele deixou que nós escrevêssemos a sua história, deixemos, ao menos, que Ele nos escreva a nossa história. E essa é a santidade: deixar que o Senhor nos escreva a nossa história», sublinhou Francisco».

Calendário de Advento: Para uma audição teológica: Um canto para elevar o ser humano do pó do chão | ÁUDIO |
Curiosa esta ideia de um “intervalo” no espírito penitencial do tempo litúrgico. Na história da liturgia latina, este terceiro domingo do advento é conhecido como o domingo “Gaudete”. Assim lemos no intróito: “Gaudete in Domine semper” (“Alegrai-vos sempre no Senhor”). Trago aqui o “cantus planus” arquivado no monumental “Liber usualis”, numa interpretação bem ao estilo da tradição de Solesmes. Não é uma alegria histriónica. É antes a transcrição musical de um sentido de elevação que nos levanta do pó do chão… mesmo se chamam a este canto “chão”.

De que estamos à espera neste Advento?
Somos chamados a viver a expetativa, a viver a espera. Mas uma espera que seja espera. Por vezes penso que nós esperamos muito pouco. Por exemplo, o que é que esperamos deste Natal de 2013? Esperamos que as filhoses saiam bem – estou a caricaturar –, esperamos que a ceia corra bem, que o bacalhau esteja mais tenro do que o do ano passado, que haja paz no meio de nós, na pequena família. Tudo isto está certo; não tenho nada contra o bacalhau e a filhós. Mas é pouco. Um cristão tem de querer muito. Temos de estar à espera de coisas grandes, de coisas maiores do que nós. Se eu estou à espera de uma coisa que posso comprar, é uma esperança muito pequenina. Eu tenho de esperar uma coisa que seja maior do que nós todos juntos e que responda, de facto, às expetativas do coração.

Abraçar o envelhecimento com o exemplo de João Paulo II
Aprender a envelhecer e aceitar o consequentemente sofrimento que implica constitui uma lição que nos foi dada pelo Beato João Paulo II. Karol Wojtyla foi considerado novo para papa quando foi eleito, aos 58 anos. Nessa altura, ele ainda era muito ativo, passeava, esquiava e viajava por todo o mundo. Era vigoroso e saudável, soprando uma vida nova no Vaticano e na Igreja. Durante os 26 anos do seu pontificado, porém, vimos como a doença de Parkinson reclamou o seu preço, e o homem cheio de vigor tornou-se fraco e incapacitado à frente dos nossos olhos. Por fim, quando o mundo sustinha a sua respiração coletiva, mostrou-nos como morrer, e ao fazê-lo, mostrou-nos o que a Igreja quer dizer com a expressão «boa morte». Seja qual for a nossa idade, podemos aprender lições vitais sobre como concluir os capítulos finais das nossas vidas ao observar como João Paulo II se aproximou da velhice e da sua passagem final.

— Agenda para hoje —

Armação de Pêra, Silves
Música: Concerto de Natal
Coral Ideias do Levante
Igreja matriz
21h00

Oliveira do Douro
Música: Concerto “Do Natal aos Reis”
Coro Juvenil e Orquestra da Fundação Conservatório Regional de Gaia
Centro Paroquial
21h30

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