É novo » 12.12.2013

Relação da Igreja com a Cultura «mudou muito nos últimos dez anos em Portugal»
Nas estruturas eclesiais há «uma preocupação com a dimensão da cultura», inclusive «na forma de rezar»: «Há hoje retiros espirituais feitos a partir de desenhos, ou a partir de pinturas, outros que têm a ver com a dimensão musical e as palavras». «Separa-se menos a palavra sagrada de novas palavras sagradas, que são as profanas dos poetas, dos escritores, dos grandes narradores do nosso tempo. Há um novo espírito que emerge, mais da hospitalidade da experiência humana que a arte reflete e a partir da qual se trabalha». O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura salienta que os católicos são convidados a «olhar para a arte não como um corpo estranho, mas como um parceiro necessário para a própria construção da experiência religiosa». «A Igreja precisa dessa comunhão. E não se trata de evangelizar ou cristianizar, mas perceber que a arte tem de ser a arte, e muitas vezes o lugar do questionamento radical dos modelos, da linguagem.»

Porque é que a revista “Time” escolheu o papa Francisco para personalidade do ano?
Como é que se pratica a humildade a partir do trono mais exaltado da Terra? Raras vezes um novo protagonista do palco mundial conseguiu chamar tanta atenção tão depressa – a novos e velhos, fiéis e cínicos – como o Papa Francisco. No espaço de nove meses, desde que assumiu funções, ocupou exatamente o centro das conversas fulcrais dos nossos tempos: sobre a riqueza e a pobreza, a equidade e a justiça, a transparência, a modernidade, a globalização, o papel das mulheres, a natureza do casamento, as tentações do poder. O coração é um músculo forte e Francisco está a propor um plano de exercício rigoroso. E, em muito pouco tempo, uma vasta plateia ecuménica global mostrou-se desejosa de o seguir. Por arrancar o papado do palácio e o levar para as ruas, por forçar a maior Igreja do mundo a confrontar as suas necessidades mais profundas e por dosear julgamento e misericórdia, o Papa Francisco é a Personalidade do Ano eleita pela Time em 2013.

Leitura: “Entre possibilidades e limites: Uma teologia moral em demanda”
A Editorial Cáritas apresenta esta sexta-feira, em Lisboa, os livros “Entre possibilidades e limites – Uma teologia moral em demanda” e “Moralidade pessoal na História”, de Sergio Bastaniel. «O contexto de possibilidades e limites exige à teologia moral a sua fundamental tarefa de inquirição, em fidelidade aberta e paciente, sobre temas e problemas que hoje se levantam; e reivindica igualmente a sua fundamental finalidade de formação das consciências», refere a nota de apresentação de “Entre possibilidades e limites”. Com coordenação de Sergio Bastaniel, o volume inclui textos de Donatella Abignente, Giulio Parnofiello, Vidas Balčius, Paolo Benanti, Miguel Yáñez e do português José Manuel Pereira de Almeida, ex-secretário da Comissão Episcopal da Pastoral Social, coordenador nacional da Pastoral da Saúde e assistente religioso da Cáritas. Leia a introdução.

Sabedoria e Fraternidade
«O que a Sabedoria propõe é de facto a Fraternidade. Sendo ela revelação da unidade na totalidade, mostra os caminhos por meio dos quais se realiza a unidade da família humana: a partilha e comunhão dos bens da vida e da terra; a solidariedade que faz a cada um sentir-se, e ser, de facto, responsável por todos; a ousadia de interceder, na oração, por todos os que necessitam de ajuda, e de pedir perdão por aqueles que não sabem o que fazem; a convicção íntima de que cada homem representa a humanidade inteira; a partilha dos bens com os necessitados. A Sabedoria mostra também que cada gesto de solidariedade, cada ato de amor, cada renúncia em favor de alguém, é realmente mais um passo que nos aproxima da Fraternidade.» A Santa Sé revela esta quinta-feira a primeira mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de janeiro de 2014, e que se intitula “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. Recordamos excertos da intervenção que o historiador José Mattoso proferiu em 2011 sobre a “Fraternidade”, tema de uma das Jornadas Nacionais da Pastoral da Cultura.

Exortação “A alegria do Evangelho” «é uma espécie de “Livro do Desassossego”» para a Igreja e «crítica profunda» ao capitalismo
A exortação “Evangelii gaudium” (A alegria do Evangelho) apresenta uma «proposta profética» para a sociedade contemporânea, enquanto que o «interior da Igreja é uma espécie de “Livro do Desassossego”», considera o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. «O que parece ser a fatalidade dos mercados que nos governam, das lógicas económicas que condicionam todos os povos, toda a existência social, é na realidade uma ditadura contra a qual precisamos de nos rebelar», sublinha». Por seu lado, Teresa Toldy escreve um artigo centrado na «crítica profunda que o papa faz às sociedades capitalistas de consumo, e ao próprio capitalismo». Para a teóloga, «será, no mínimo, redutor e “silenciador” da novidade do documento dizer que Francisco se limita a repetir o que a Igreja, na sua Doutrina Social, diz desde Leão XIII», ou que é «maravilhoso» o facto de existir «uma sequência de papas que vêm sempre dizendo o mesmo».

Perguntei ao Advento…
Perguntei ao Advento que palavras diria a um coração abandonado e ferido… e ele falou-me de esperança. De uma esperança que resiste a todos os malfeitores e devolve à vida o encantamento e a liberdade. Perguntei ao Advento por um remédio para os olhares cinzentos, por um elixir para os ritmos apressados e as vítimas do “sem-tempo”… e ele falou-me de uma espera. Uma espera para não mutilar a vida e serenar as ousadias sem fecundidade e todas as pressas e incapacidades de silêncio. Perguntei ao Advento por uma luz que incendiasse os corações mais frios, que tecesse nas fibras do ser profundo uma aurora luminosa… e ele mostrou-me o mistério da Luz.

É preciso aprender a arte do silêncio, a fecundidade da escassez, o vigor que há na sede
Quando as escolas «são feitas para a aprendizagem da palavra, do discurso, do conceito, do saber fazer», na convicção de que «só o conhecimento positivista das coisas» lhes pode dar «o seu sentido», faltam «mestres do silêncio, escolas que permitam aprender a não fazer, a pausa, a interrupção, os caminhos silenciosos, a contenção». Em entrevista ao “Jornal de Letras”, o padre José Tolentino Mendonça sublinha que a arte tem o papel de «iniciar uma espécie de contra-viagem, em que a aprendizagem se faz ao contrário», porque a primeira coisa que o poema transmite é «talvez» a «necessidade do silêncio, de mergulhar numa experiência, de uma linguagem que está para lá da palavra».

Calendário de Advento: Para uma audição teológica: o ramo novo que brota da raiz de Jessé | VÍDEO |
Voltamos ao tema bíblico do ramo novo que brota da raiz de Jessé. A experiência do novo figura-se na metáfora agrária de um enxerto de renovação. Uma página inevitável. O coral “Es ist ein Ros entsprungen” de Michael Praetorius é um emblema do tempo simbólico que vivemos, aqui no conforto e interioridade de um ensemble vocal masculino.

Arquidiocese de Braga apresenta roteiro de presépios
A arquidiocese de Braga apresenta no seu site a indicação de alguns dos «presépios temáticos expostos ao público» em várias comunidades. A cidade de Braga concentra a maior quantidade: Priscos (Presépio vivo); Cabreiros; Mire de Tibães; Montariol (S. Victor); Patronato da Sé; Palmeira; Dume (presépio movimentado, junto ao adro da igreja; Sequeira (presépio movimentado no salão paroquial); S. Lázaro (Capela de Santa. Justa); Lomar (Capela do Senhor dos Milagres); Tesouro-Museu da Sé. Em Barcelos, além da «Rota dos Presépios» no centro histórico da cidade, há exposições no Centro Paroquial de Galegos (Santa Maria) e Vilar de Figo, enquanto que em Guimarães/Vizela as representações da natividade de Jesus podem ser encontradas em Ronfe, Briteiros (Santa Leocádia), Cerzedo e Pevidém (presépio ao vivo).

Peregrinação de Advento: dia 12
Quando Cristo pergunta «qual é a sua opinião?», é melhor ficarmos atentos porque a maneira como Ele pensa não é a nossa. «Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove no monte, para ir à procura da tresmalhada?» (Mateus 18, 12). Deixaria 99 ovelhas nos montes para ir à procura de uma que está perdida? A sua resposta, e a minha, é «nem pensar!».

Manoel de Oliveira, 105 anos (11.12.1908 – 11.12.2013): Parabéns!
Considerando, porém, a religião e a arte, ambas se me afiguram, ainda que de um modo distinto é certo, intimamente voltadas para o homem e o universo, para a condição humana e a natureza Divina. E nisto não residirá a memória e a saudade do Paraíso perdido, de que nos fala a Bíblia, tesouro inesgotável da nossa cultura europeia? Acossados pelas especulações da razão, sempre se levantam terríveis dúvidas e descrenças, a que se procura opor a fé do Evangelho que remove montanhas. E os seres humanos caminham na esperança, apesar de todos os negativismos.

— Agenda para hoje —

Porto
Apresentação do livro “A Igreja e a Torre dos Clérigos”
Autores: Beatriz Hierro Lopes, Francisco Queiroz
Apresentação: D. Pio Alves, Administrador Apostólico do Porto, Rui Rio, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, presidente da autarquia, António Tavares, provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto
Igreja dos Clérigos
18h30

Lisboa
Apresentação do livro “As humanidades e as ciências – Dois modos de ver o mundo”
Coordenadores: M. Laura Bettencourt Pires, M. Alexandre Bettencourt Pires
Apresentação: António Feijó, vice-reitor da Universidade de Lisboa
Editora: Universidade Católica Editora
Universidade Católica (Edifício da Biblioteca, piso 2, Sala de Exposições)
18h30

Lisboa
Apresentação do livro “As palavras da Palavra”
Autores: P. Gonçalo Portocarrero de Almada, Zita Seabra
Apresentação: João Carlos Espada
Editora: Alêtheia
Teatro Nacional de S. Carlos (Largo do Picadeiro, 7)
18h30

Almada
Cinema: Festival “Revelar-te”
21h00
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Lisboa
Conferência: Evangelii gaudium – Apresentação da exortação apostólica do papa Francisco
D. Manuel Clemente
Igreja do Sagrado Coração de Jesus (R. Camilo Castelo Branco, 4)
21h30

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