É novo » 11.12.2013

Que sabe a cultura acerca da Fraternidade? | VÍDEO |
«Avaliar nos dias que correm quanto a cultura sabe sobre a fraternidade implica estar atento às metáforas que os contemporâneos criam e estimar a forma como agem, por antítese, sobre aqueles que a elas têm acesso.» «Dentro de nós, tal como os textos mostram, existe um ser que se constrói para o amor. Eu mergulho as mãos nos textos e encontro esse recado por toda a parte.» A Santa Sé revela na quinta-feira a primeira mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de janeiro de 2014, e que se intitula “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. Recordamos excertos da intervenção que a escritora Lídia Jorge proferiu em 2011 sobre a “Fraternidade”, tema de uma das Jornadas Nacionais da Pastoral da Cultura.

Crónica visual do Advento (2): Philippe de Champaigne e João Batista | IMAGENS |
João Batista ocupa o plano dianteiro da cena, no termo de um caminho apenas sugerido, à frente de Jesus, para quem ele aponta a silhueta irradiante, esboçada como que para evocar a profecia. O seu gesto eloquente, o braço e o indicador estendidos, é intensificado por um olhar suplicante e pelo anúncio que emana da boca entreaberta – porquanto João dirige-se a mim e fala-me -, e cujas palavras estão transcritas sobre o filactério: «Ecce Agnus (Dei Qui Tolli]t Pecatum Mvn[di]». Esta interpelação direta do espetador pelos primeiros sentidos da comunicação – o sinal, o olhar, a palavra e a escrita – dá ao quadro uma verdadeira função evangelizadora que ultrapassa a sua materialidade, com o sujeito representado a transcender a representação. Este quadro, concluído em 1657, não pode ser lido sem a “Madalena penitente”, pintado no mesmo ano, já que ambos deviam ficar colocados um ao lado do outro. As suas iconografias e simbolismos respondem-se e completam-se.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem «custou milhões dos nossos irmãos», e «tal preço não pode ter sido pago em vão»
«[A] Declaração [Universal dos Direitos do Homem] custou milhões dos nossos Irmãos e Irmãs, que a pagaram com o próprio sofrimento e sacrifício, provocados pelo embrutecimento que tinha tornado surdas e obtusas as consciências humanas dos seus opressores e dos artífices de um verdadeiro genocídio. Um tal preço não pode ter sido pago em vão.» Foi com estas palavras que João Paulo II, naquela que foi a sua primeira intervenção na assembleia geral das Nações Unidas, no ano de 1979, em Nova Iorque, se referia à Declaração assinada por aquela organização há 65 anos, a 10 de dezembro de 1948. A intervenção do papa polaco, que lembrou o campo de concentração de Auschwitz, no seu país natal, tem mais de três décadas, mas mantém a atualidade. Apresentamos alguns excertos do discurso.

Leitura: “As crianças da Europa falam ao Papa Francisco” | IMAGENS |
O padre português Duarte da Cunha, secretário-geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), apresenta esta quarta-feira, em Lisboa, o livro “As crianças da Europa falam ao Papa Francisco”, publicado pela Paulus Editora. O volume, bilingue, contém 38 desenhos e mensagens para o Papa Francisco, enviados por crianças que vivem em periferias de cidades europeias pertencentes a cada um dos estados membros do CCEE. De Portugal foi selecionada a carta da Leonor: «Querido papa Francisco, eu chamo-me Leonor e estou a escrever para ti porque admiro muito o teu trabalho! Fiquei muito feliz por saber que tínhamos um novo papa. Pareces ser muito generoso, responsável, com fé e muito bondoso. Espero que continues a ser como és».

O Advento na pintura | VÍDEO |
«Os ortodoxos têm o costume de pintar o “Juízo Final” sobre a porta de saída da igreja. As pessoas ouvem a palavra, contemplam os ícones de Cristo, da Virgem Maria e dos santos, e ao regressarem para a sua vida levam impressa na sua mente a imagem do Juízo Final.» O cónego João Marcos, pintor e diretor espiritual do Seminário dos Olivais, em Lisboa, explica neste vídeo algumas das expressões da arte e da espiritualidade do Advento na pintura cristã do Ocidente e do Oriente.

“Fraternidade”: A perspetiva do patriarca de Lisboa sobre o tema da primeira mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz
«Não é espontânea, a fraternidade, nem pela lei nem pelo espírito. A legislação incidirá na liberdade cívica e na igualdade política e social, ao menos no capítulo das oportunidades. Mas ninguém nos pode “obrigar” a sentir o outro como irmão, ou a nós mesmos como irmãos dos outros, de todos e de cada um dos outros…» A Santa Sé revela na quinta-feira a primeira mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de janeiro de 2014, e que se intitula “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”. Recordamos as palavras que D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, proferiu em 2011 sobre a “Fraternidade”, tema de uma das Jornadas Nacionais da Pastoral da Cultura, quando era então bispo do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Peregrinação de Advento: dia 11
O que prefere? Cumes ou terreno plano? Muito pode ser dito dos céus abertos e estradas retas de uma paisagem plana. Mas poucos de nós, penso eu, seriam felizes se desistissem de tentar terrenos mais desafiadores, com as suas oportunidades de subir a alturas onde a vista se espraia e a paisagem se desdobra diante de nós. Na viagem para Deus também há dias e períodos em que nos sentimos no topo do mundo. A confusão e os aborrecimentos são deixados para trás, e sentimos que podemos ver claramente o caminho à nossa frente e a meta que procuramos. O escritor C.S.Lewis chamava a essas experiências “alegria”, e Inácio de Loyola, de maneira mais prosaica, “consolação”. Mas seja como for que os chamemos, esses momentos podem ser um poderoso incentivo para prosseguir quando essas visões claras se desvanecem.

Ilda David’ e padre Tolentino Mendonça falam de “Pentecostes”
A pintura “Pentecostes” é o tema de um encontro organizado pela Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) entre Ilda David’, autora da obra, e o padre José Tolentino Mendonça, responsável pela Capela do Rato, em Lisboa, onde a mesma está exposta. «A conversa desvenda a relação laboral entre os dois, um trabalho que se tece entre a palavra de José Tolentino Mendonça e a imagem de Ilda David», refere uma nota da SNBA. A sessão centra-se na «narração desse labor, a um tempo antigo e original, a propósito da história da singular pintura dedicada ao tema do Pentecostes que Ilda David concebeu especificamente para a Capela do Rato».

— Agenda para hoje —

Lisboa
Apresentação do livro “As crianças da Europa falam ao Papa Francisco”
38 desenhos e mensagens para o papa Francisco, enviados por crianças que vivem em periferias de cidades europeias
Apresentação: P. Duarte da Cunha, secretário-geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa
Editora: Paulus
Fundação Maria Ulrich
18h30

Almada
Cinema: Festival “Revelar-te”
21h00
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Lagos
Música: Cânticos romenos de Natal
Grupo Coral Theoforos
Igreja de S. Sebastião
21h00
Para saber mais: Instituto Cultural Romeno

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