É novo » 10.12.2013

Calendário de Advento: Para uma audição teológica | VÍDEO |
Lembro bem quando há algum tempo o mercado trouxe até nós os agora conhecidos «calendários de Advento». Chegaram às «lojas dos 300» nas versões mais descartáveis, e em versão mais chique a outros espaços comerciais. Proponho aos amigos o meu calendário de Advento (não tem guloseimas, tem música dentro). Podemos descobrir neste ciclo do calendário cristão essa experiência de uma abertura do tempo à surpresa, ao novo que irrompe na mesmice dos nossos dias (a “saudade do futuro” do Pe. António Vieira ou do Fernando Pessoa podem ser uma tradução portuguesa dessa experiência). A seleção inclui compositores como James MacMillan, Diego Ortiz, Herbert Howells, Benjamin Britten, John Tavener e Andrew Smith.

Igreja acolhe «serão multicultural» com dança e música
A igreja paroquial de S. José, em Ponta Delgada, na ilha açoriana de S. Miguel, recebe este domingo, 15 de dezembro, um «serão multicultural» com música e dança. «Aos Pequenos Cantores de S. José associa-se o Estúdio de Dança de Ana Cymbron, quer na vertente de ballet clássico, quer na vertente de ballet contemporâneo, com excertos de obras sacras de W. A. Mozart», explica a nota de apresentação. O programa, intitulado “Momentos de Arte”, inclui dois corais de Bach adequados ao tempo do Advento, que serão interpretados pelos Pequenos Cantores de S. José, acompanhados ao órgão por Isabel Albergaria, e com recitação do texto em português por Amélia Lopes.

Uma palavra nova no vocabulário da economia: gratuidade
«A gratuidade que queremos considerar é uma componente ética, religiosa, mas que é necessária ao próprio desenvolvimento autêntico da economia. É como uma pedra no sapato em relação a uma conceção de economia, sobretudo esta recente do corte financeiro, mercantil, e assim por diante, que considera simplesmente o interesse, o lucro, como o elemento que é quase o volante da própria economia», apontou o presidente do Pontifício Conselho da Cultura. «Uma casa administra-se não apenas através da gestão brutal dos bens materiais ou do dinheiro, mas é também calibrada através de um conjunto de múltiplos componentes, que são algumas vezes componentes de doação», salientou.

Comité científico da Fundação Ciência e Fé reuniu pela primeira vez
A Fundação Ciência e Fé – STOQ, coordenada pelo Pontifício Conselho da Cultura, reuniu pela primeira vez o seu comité científico na última sexta-feira, no Vaticano. O encontro deu continuidade a quase dez anos de iniciativas de promoção do diálogo entre ciência, teologia e indagação ontológica. A criação da Fundação foi decidida no seguimento de pedidos feitos por várias universidades pontifícias sedeadas em Roma com vista à prossecução formal do Projeto STOQ (“Science, Theology and the Ontological Quest”), lançado pelo cardeal Paul Poupard, primeiro presidente do Pontifício Conselho da Cultura.

A humanidade ainda espera um Salvador?
A humanidade do nosso tempo espera ainda um Salvador? Tem-se a impressão de que muitos consideram Deus fora dos seus interesses. Aparentemente não precisam d’Ele; vivem como se Ele não existisse e, ainda pior, como se fosse um “obstáculo” a superar para se realizarem a si mesmos. Também entre os crentes temos a certeza há quem se deixa atrair por quimeras aliciantes e distrair por doutrinas desviantes que propõem atalhos ilusórios para obter a felicidade. Nascendo entre nós, que o Menino Jesus não nos encontre distraídos ou comprometidos simplesmente a embelezar com iluminações as nossas casas. Ao contrário, preparemos na nossa alma e nas nossas famílias uma habitação digna onde Ele se sinta acolhido com fé e amor.

O presépio-lapinha madeirense | IMAGENS |
O lavrador madeirense, sem muito tempo e posses para armar presépios clássicos, arma a Lapinha (designação que faz referência à gruta do nascimento). Coloca, junto da parede da casa fronteira à porta de entrada, uma mesa coberta com a colcha da rede, vermelha e enramada, e estende sobre esta uma toalha branca, cheia de rendas. Na parede, faz um arco com os ramos de alegra-campo, ornado com flores e cadeias de papel de cor. Sobre a toalha coloca uma escadinha, e no mais alto desta a escultura do Menino Jesus. Um arco de flores de papel emoldura esta imagem. Hoje chamados «Arquinhos do Menino Jesus». Sobre a escadinha e a mesa são colocados os pastores. Também as «cabrinhas», o «ensaião», e as «searinhas», os «brindeiros» (pães pequenos para as crianças), as garrafinhas de vinho e a fruta – laranjas, maçãs, anonas, castanhas, nozes, etc. Diante do Menino coloca um pires, para as esmolas, e uma lamparina de azeite a arder.

Peregrinação de Advento: dia 10
Se pensar na sua vida como uma viagem em que espera encontrar Cristo, não apenas ao chegar ao destino, mas dia a dia, ao longo do caminho, os magos poderão ser companheiros e modelos proveitosos. Considere a atenção cuidadosa que eles deram aos sinais que os conduziram adiante; a sua determinação para continuar, apesar das fadigas com que se defrontaram; e a alegria que sentiram quando, por fim, encontraram Jesus. Talvez queira hoje meditar, na oração, como essas características são, ou podem ser, uma parte da sua peregrinação neste Advento.

Representações do Natal na arte cristã | IMAGENS |
A cena da natividade, o nascimento de Jesus há 2000 anos, é das representações mais emblemáticas na arte cristã. A profundidade do acontecimento marcou e continua a marcar gerações, apesar de tantas invasões de outras figuras quer por afastamento da realidade central do Natal, quer por interesses comerciais. A graciosidade com que as imagens do Menino são apresentadas corresponde, em muitos casos, aos desejos dos encomendadores. Desde cedo a arte cristã usou a imagem do Menino para transmitir a mensagem evangélica, mas, acima de tudo, com carácter celebrativo. A imagem associa-se à celebração da fé, à vivência dos sacramentos e à projecção, na vida dos cristãos, desses acontecimentos da revelação. A figura de Cristo, representada inicialmente através de múltiplos símbolos e variados modelos iconográficos, ganha um relevo imprescindível.

João Madureira e José Tolentino Mendonça à conversa em festival internacional de músicas antigas
O compositor João Madureira e José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, são dois dos convidados da segunda edição do “Fora do Lugar”, festival internacional de músicas antigas organizado pela Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Sob a direção artística de Filipe Faria, da produtora Arte das Musas, o festival abre a porta de lagares ancestrais onde ainda se pode cheirar o azeite, capelas antigas de pedra e arte, casas familiares históricas, hangares de fábricas agrícolas desativadas, palacetes oitocentistas, casas do povo, palheiros e outros centros de cultura.

«As paralisias da consciência são perigosas», adverte papa, que volta a pedir liberdade religiosa para os cristãos
O papa Francisco concelebrou esta segunda-feira, no Vaticano, a missa com o patriarca de Alexandria dos Coptas Católicos, Ibrahim Isaac Sidrak, tendo sublinhado que «as paralisias da consciência são contagiosas». A concelebração decorreu por ocasião da manifestação pública da «comunhão eclesiástica» com o sucessor do apóstolo Pedro. «Com a cumplicidade da pobreza da história e do nosso pecado, [as paralisias da consciência] podem expandir-se e entrar nas estruturas sociais e nas comunidades, até bloquearam povos inteiros», sublinhou Francisco. Na homilia, o papa convidou à oração «com confiança» pela pacificação na Terra Santa no Médio Oriente: «Terminem (…) para sempre a inimizade e as divisões. Retomemos rapidamente o propósito da paz frequentemente paralisado por interesses contrapostos e obscuros».

— Agenda para hoje —

Setúbal
Música: Cânticos romenos de Natal
Grupo Coral Theoforos
Igreja de S. Sebastião
21h00
Para saber mais: Instituto Cultural Romeno

Ponta Delgada, Açores
Música: Canto solidário
Coral de São José, Orquestra Ligeira de Ponta Delgada,
Músicas de Natal
Receitas revertem a favor da Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel
Coliseu Micaelense
21h30

Aveiro
Música: Concerto comemorativo dos 75 anos da execução da restauração da diocese de Aveiro
Orquestra Filarmónica das Beiras, Catedrav, Coro de Santa Joana; António Mário Costa, órgão; António Vassalo Lourenço, direção
Obras de Charpentier (“Te Deum”), Albinoni (“Adágio em sol menor”), Bach (“Cantata n.º 169), Mozart (“Vesperae solennes de Dominica, K. 321”, “Laudate Dominum”)

21h30

O lavrador madeirense, sem muito tempo e posses para armar presépios clássicos, arma a Lapinha (designação que faz referência à gruta do nascimento). Coloca, junto da parede da casa fronteira à porta de entrada, uma mesa coberta com a colcha da rede, vermelha e enramada, e estende sobre esta uma toalha branca, cheia de rendas. Na parede, faz um arco com os ramos de alegra-campo, ornado com flores e cadeias de papel de cor. Sobre a toalha coloca uma escadinha, e no mais alto desta a escultura do Menino Jesus. Um arco de flores de papel emoldura esta imagem. Hoje chamados «Arquinhos do Menino Jesus». Sobre a escadinha e a mesa são colocados os pastores. Também as «cabrinhas», o «ensaião», e as «searinhas», os «brindeiros» (pães pequenos para as crianças), as garrafinhas de vinho e a fruta – laranjas, maçãs, anonas, castanhas, nozes, etc. Diante do Menino coloca um pires, para as esmolas, e uma lamparina de azeite a arder.

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