É novo » 7.12.2013

Papa diz que teólogos são «pioneiros do diálogo da Igreja com a cultura» e pede-lhes para ouvirem os «pequeninos»
Para o papa, os teólogos são «pioneiros do diálogo da Igreja com a cultura», numa relação que deve ser estabelecida «nas fronteiras». «Este diálogo da Igreja com a cultura é ao mesmo tempo crítico e benévolo», tentando «favorecer o acolhimento da Palavra de Deus» por parte de todos os seres humanos, independentemente da sua nacionalidade, raça, povo e língua. De acordo com Francisco, «Deus não é uma ameaça para o homem», pelo que a fé «não é nem pode nunca ser geradora de violência e de intolerância», porque o seu «carácter altamente racional confere-lhe uma dimensão universal, capaz de unir os homens de boa vontade». Na intervenção, o papa referiu-se também à «espécie de instinto espiritual» que permite aos membros da Igreja «discernir o que é conforme à fé apostólica e ao espírito do Evangelho», embora esta perceção não se possa «confundir com a realidade sociológica de uma opinião maioritária».

Cineasta Joaquim Sapinho vai ao festival de cinema católico “Revelar-te”
O cineasta Joaquim Sapinho, realizador do filme “Deste lado da ressurreição” (2011), é um dos convidados para a 4.ª edição do “Revelar-te”, ciclo de cinema católico que decorre de 11 a 14 de dezembro, em Almada. «O Cinema, como grande Arte capaz de revelar uma Presença na vida do mundo, oferece-nos, nesta edição, a oportunidade de um percurso por entre quatro filmes desiguais entre si, mas testemunhando todos eles a vitória do encontro e da dádiva sobre a solidão», sublinha a nota de apresentação. A iniciativa, organizada pela Pastoral Universitária da diocese de Setúbal, consiste na exibição de quatro filmes – um por dia -, seguida de comentário e conversa com um convidado.

Peregrinação de Advento: dia 7
Todos nós já conhecemos alguma coisa sobre rejeição nas nossas vidas. Mesmo que nunca tenhamos sido reduzidos à condição de pedintes, sabemos o que é a dor de uma relação que acabou, de uma oferta de ajuda recusada, ou de uma boa intenção mal julgada. O convite, hoje, é refletir em oração sobre o impacto que as rejeições tiveram em si. Será que elas o deixaram amargo e ressentido, necessitado da misericórdia de Deus? Ou a rejeição torna-o mais agradecido pela generosidade recebida noutras ocasiões, e mais aberto às necessidades dos outros?

Crónica visual do Advento (I): Chagall e o profeta Isaías
O anjo cor de fogo abraça-o. A sua grande mão direita acaricia a barba do profeta, e as suas grandes asas estão estendidas pelo vento. A sua veste é ampla e feminina, com abundantes pregas desenroladas. Parece dominar a composição, sem dúvida porque o artista nunca figurou diretamente Deus, em respeito à tradição judaica. É precisamente sob esta forma de anjo que ele representa indiretamente a presença divina. Isaías, respeitoso, inclina-se e flete o joelho. O seu rosto meditativo, luminoso, dominado pelo verde – cor da esperança? – parece mergulhado numa profunda meditação. Entre as convenções da linguagem corporal, a barba longa significa a velhice e a sabedoria. Ela é frequentemente usada pelos ilustradores medievais. Chagall utiliza-a aqui como o sinal essencial que distingue o profeta-sábio. Outra convenção, a do pergaminho desenrolado, está igualmente presente. As palavras divinas que lhe são inspiradas pelo anjo estão já escritas, cobertas pela sua grande mão aberta.

A espera da vinda de Deus em S. Paulo
Paulo retoma a essência da identidade cristã situando-a em volta de quatro indicações: converter-se a Deus, afastar-se dos ídolos, servir o Deus verdadeiro, esperar a nova vinda de Jesus. Todas as quatro afirmações requerem alguns esclarecimentos. Converter-se significa mudar a orientação do caminho, i.e., do modo de viver de cada um. Não se trata de mudar um pormenor, mas de mudar a direção do caminho, o centro da vida de cada um: sair de si para se abrir a Deus e aos outros. Os ídolos a abandonar não são necessariamente ídolos de falsas religiões, são, isso sim, coisas que podem deixar Deus numa posição de sombra, tornando-se os ídolos em realidades mais importantes que Ele: a própria pessoa de cada um, a carreira, o trabalho, e por aí fora. Servir, na linguagem de Paulo, tem um sentido sempre muito forte: tornar-se escravo, ou seja, reconhecer Deus como único Senhor daquele que n’Ele crê. Esperar o Filho significa estar vigilantes, mesmo não sabendo nós o tempo e a hora.

Papa Francisco manifesta «tristeza» pela morte de Mandela, e bispos dizem que lutar pelos seus ideais é honrar o seu legado
O papa Francisco enviou esta sexta-feira um telegrama de condolências ao presidente da África do Sul, Jacob Zuma, em que diz estar triste com a morte de Nelson Mandela, ocorrida na quinta-feira. «Foi com tristeza que soube da morte do antigo presidente Nelson Mandela», e envio condolências na oração a toda a família de Mandela, aos membros do Governo e a todo o povo da África do Sul». Depois de invocar a «infinita misericórdia de Deus», a quem recomenda «a alma» de Mandela, o papa presta tributo ao «firme compromisso» que manifestou «na promoção da dignidade humana de todos os cidadãos da nação, e ao forjar uma nova África do Sul construída nas sólidas fundações da não-violência, reconciliação e verdade». «A melhor forma para honrar a vida de Nelson Mandela é lutar pelos ideais que ele acarinhou: a liberdade, a igualdade e a democracia, e defender estes ideais daqueles que tentam corrompe-los», sublinha por seu lado o presidente da Conferência Episcopal sul-africana.

“O som ao redor”: entre guerra e paz | IMAGENS |
Crónica de uma atualidade brasileira que denuncia o enorme desequilíbrio social num país em crescimento económico, feito de desigualdades e injustiça, habituámo-nos a acompanhá-la no registo cinematográfico enérgico, vibrante e ruidoso de “Cidade de Deus” (Fernando Meirelles), “Cidade dos Homens” (Paulo Morelli) ou, mais recentemente, em “Tropa de Elite” (José Padilha). Aqui, no entanto, há um ritmo e uma gramática totalmente diferentes, apostados numa inteligente fluidez narrativa que o realizador, constituído como mero mas atento observador, desenrola aos nossos olhos e pensamento. Progressivamente, sob um hábil uso do som e do silêncio, bem como da câmara, espaço público e privado entrarão em conflito, um invadindo o outro, e a narrativa adensa-se, gritando, sem qualquer ruído, a complexidade das relações, desigualdades sociais, o aprisionamento, a solidão e o desejo, para alguns, de os vencer.

— Agenda para hoje —

Tavira
Presépio vivo
Baixa da cidade
10h00 – 13h00

Porto
Inauguração de exposição sobre os 150 anos do Seminário Maior do Porto
Exposição documental, da autoria do Gabinete de Arquitetura de Pedro Leão
D. Pio Alves
Igreja de S. Lourenço
15h00
Entrada livre

Estremoz
Inauguração de exposição de presépios
8 exemplares de Pedro Cravo
Posto de Turismo
17h00
Patente até 12/1

Lisboa
Música: Concerto das Avé-Marias
Basílica dos Mártires
16h00

Évora
Música: Concerto de Natal
Paulo Bernardino, Filipe Marques, Rafael Reis
Igreja de S. Francisco
16h30
Entrada livre

Ilha Graciosa, Açores
Música: Concerto de Natal
Grupo Coral de Nossa Senhora da Luz, Coro da Matriz de Santa Cruz da Graciosa, Coro de Nossa Senhora de Guadalupe, Rancho de Natal de Guadalupe
Centro Cultural
20h30

Porto
Música: Concerto
1.ª parte: Fernando Cupertino: Missa Brevis “in honorem Beatissimae Virginis Maria”; 2.ª parte: Jorge Prendas (Cantata de Natal). Obras em primeira audição mundial
Coro Polifónico da Lapa; Sara Braga Simões, soprano; Maria Luísa Freitas, mezzo-soprano
Mário João Alves, tenor; Valter Mateus, baixo; Orquestra Sine Nomine; Filipe Veríssimo, direção
Igreja da Lapa
21h30

Porto
Música: Concerto da Imaculada Conceição
Coro da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição
Fabiana Magalhães, soprano; Rui Soares, órgão; José Luís Carrapa, direção
Obras de Michel Corrette, Antonin Dvorak, Edward Elgar, Andrew Carter
Igreja de Nossa Senhora da Conceição
21h30
Entrada livre

Lisboa
Música: Ciclo de concertos de Natal nas igrejas
Cânticos romenos de Natal
Grupo Coral Theoforos
Basílica da Estrela
21h30
Entrada livre
Para saber mais: Pastoral da Cultura Instituto Cultural Romeno

Montijo
Música: Ciclo “Uma igreja, um concerto”
Obras (Ave, Maria) de Schubert, Bach/Gounot, Caccini
Coro e Orquestra de Câmara do Conservatório Regional de Artes do Montijo
Igreja do Divino Espírito Santo (matriz)
21h30

Alte, Loulé
Abertura do “Roteiro de Presépios”
Patente até 6/1
Para saber mais: Câmara Municipal de Loulé

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