É novo » 2.12.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Peregrinação de Advento: dia 2
Já alguma vez se sentou em cima de uma mala a abarrotar, para a tentar fechar? Ou já alguma vez voltou de férias e só então percebeu que não usou metade do que levou consigo? Pense na sua viagem entre hoje e o Natal, ou, de maneira mais abrangente, no momento da sua vida em que se encontra neste momento. Do que é que verdadeiramente precisa de transportar consigo? Haverá coisas, pessoas, situações que será melhor deixar para trás? Haverá alguma coisa a ser dita para viajar um pouco mais leve?

Sociedade mais justa só é possível com conversão ao «bem comum»
«Mal seria, muito mal seria, que desejássemos uma sociedade mais justa e mais capaz, mas sem nos convertemos realmente ao bem comum de todos, que só assim será de cada um», vincou este domingo o patriarca de Lisboa. «Pois não é verdade que falta a muitos o que outros têm demais, passando-se isto entre pessoas e povos inteiros? E que, tendo demais, nem aos detentores aproveita, pois não obtêm assim nem a paz nem a vida», questionou. D. Manuel Clemente citou versos de Sophia de Mello Breyner para evocar a atitude cristã da espera e da esperança, que conflui no Advento: «Peço-Te que sejas o presente. / Peço-Te que inundes tudo. / E que o Teu reino antes do tempo venha / E se derrame sobre a Terra / Em Primavera feroz precipitado».

Por que deixam tantos as igrejas?
A Igreja sofre de uma constante hemorragia de católicos que a abandonam em bicos de pés e nem sequer batem com a porta em sinal de protesto para que os outros saibam da deserção. Por que deixam tantos as igrejas e o seu estatuto de protestantes ou de católicos praticantes? Com tantas consequências à vista no tecido roto das igrejas, é oportuno descobrir as causas profundas das fugas. Os norte-americanos Tom e Joani Schultz são autores de um livro “Why nobody learns much of anything in church anymore” (Por que ninguém aprende alguma coisa na Igreja). Analisaram homilias e sermões em ambientes protestantes, para dizerem criticamente que «quase ninguém aprende nada nas igrejas». Voltaram à temática religiosa protestante e, por extensão, a análise serve para o campo católico, com o seu novo livro “Why nobody wants to go to church anymore” (Por que já ninguém quer ir à Igreja). Apontam quatro causas sobre o abandono quer de protestantes quer de católicos da sua prática cristã.

«O homem a quem devemos a vida tornou-se Papa»
Logo que o padre Jorge foi informado, fez desencadear uma operação de salvamento em duas direções: arrancar Sergio aos militares e pôr Ana em segurança. Como de costume, o jesuíta começou a investigar por conta própria. Perguntando no lugar e olhando à sua volta. Foi falar com alguns oficiais para defender a causa dos seus amigos. Depois das peripécias habituais, conseguiu tirar Sergio. «Os dezoito dias do meu sequestro – conta Gobulin – foram realmente duros, não somente por causa das torturas físicas, mas sobretudo das psicológicas. Depois da minha libertação soube, através dos meus familiares, dos esforços que o padre Jorge fez à minha procura e para me libertar, e dos do então vice-cônsul da Itália na Argentina, Enrico Calamai. Sergio repete aquilo de que não quer esquecer-se: «Tive a felicidade de sair vivo de lá. Mas foi mérito da teimosia de pessoas importantes, que me procuraram nas diversas casernas do horror. É neste contexto que emerge a figura de Bergoglio.»

“A ressurreição de Jesus e a nossa ressurreição” é tema de Jornadas de Teologia
Bíblia, espiritualidade, cultura e música são alguns dos temas a refletir pelos convidados, entre os quais D. António Couto, bispo de Lamego, Arnaldo Pinho, da Faculdade de Teologia da Universidade Católica, Pierangelo Sequeri, da Faculdade de Teologia de Milão, e Andres Queiruga, da Universidade de Santiago de Compostela. «A ressurreição de Jesus foi a evasão para um género de vida totalmente novo, para uma vida já não sujeita à lei do morrer e do transformar-se, mas situada para além disso – uma vida que inaugurou uma nova dimensão de ser homem», acentua Bento XVI, citado no texto de apresentação da iniciativa. Conheça o programa.

“Mente – à Sexta-feira”: Instituto de Bioética propõe curso livre e gratuito sobre cérebro e desempenho humano
A formação “Mente – à Sexta-Feira” oferece uma viagem «desde a estrutura do cérebro até à autoconsciência, passando da decisão humana ao pensamento abstrato, ou seja, da estrutura às funções». “O Cérebro humano – como é?” e “como funciona?, “Como decide quem decide?”, “Como pensa quem pensa?”, “Damásio, self e autoconsciência” e “Autoconsciência e Transcendência” constituem alguns dos temas. As exposições e debates da iniciativa do 3.º ciclo de seminários de Neuroética são conduzidas por Daniel Serrão, membro emérito da Pontifícia Academia para a Vida, e António Jácomo, do Instituto de Bioética.

Que diremos nós ao Anjo do Advento?

— Agenda para hoje —

Lisboa
Conferência: “O lugar do Evangelho na sociedade contemporânea”
Marcelo Rebelo de Sousa
Universidade Católica (Anfiteatro 1)
17h00

Lisboa
Apresentação do livro “A lista de Bergoglio”
Autor: Nello Scavo
Apresentação: Nello Scavo, Aura Miguel
Editora: Paulinas
FNAC Chiado
18h30

Lisboa
Música: Concerto de Natal (apoio aos refugiados da Síria)
Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana
Teatro Tivoli
21h00
Receitas revertem na íntegra para os refugiados da Síria
Para saber mais: Fátima Missionária

Lisboa
Conferência: “Uma luz para a vida – A encíclica ‘Lumen fidei’”
D. José Policarpo
Igreja do Sagrado Coração de Jesus
21h30

Vila de Rei
Exposição: 7.º concurso de presépios tradicionais e presépios de montra (inauguração)
Biblioteca Municipal José Cardoso Pires

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