É novo » 1.1.2014

Papa Francisco pede mais cidadania para ajudar pobres e desempregados, e questiona: «Como vivemos o tempo?»
O papa pediu esta terça-feira mais cidadania para combater a pobreza e o desemprego, naquela que foi a última celebração litúrgica a que presidiu em 2013, tendo aproveitado a oportunidade para questionar o uso que os católicos dão ao tempo. «Muitas pessoas não encontram trabalho ou realizam trabalhos mal pagos e às vezes indignos. Quem está investido de autoridade tem maior responsabilidade, mas cada um é corresponsável, no bem e no mal», frisou Francisco, citado pelo site da Rádio Vaticano, ao referir-se à cidade de Roma, de que é bispo. O mundo seria melhor «se não houvesse pessoas que olham de longe, que olham a vida só do camarote, sem se envolverem em tantos problemas humanos, problemas de homens e mulheres» que, «queiramos ou não, são nossos irmãos», apontou.

São Paulo poeta: Em memória de D. Joaquim Gonçalves, bispo emérito de Vila Real (17.5.1936 – 31.12.2013)
Falar de Paulo como poeta parece mais um título provocador e, de facto, não está nos esquemas habituais dos teólogos e exegetas falar de Paulo como poeta, mas antes como um judeu convertido, um pregador itinerante de Jesus morto e ressuscitado, um catequista de adultos, um organizador de comunidades cristãs, um apologista da mensagem cristã, um pensador, um homem da reflexão a tender para o sisudo. É verdade, mas também é verdade que, nas suas catequeses escritas ou cartas pastorais, Paulo inclui alguns textos poéticos de fina sensibilidade que a Igreja utiliza na «Liturgia das Horas» com o nome de «hinos» ou «cânticos». Alguns exegetas discutem se eles serão todos da iniciativa de Paulo ou recolhidos nas assembleias cristãs. Seja como for, a sua inclusão nas cartas revela a sensibilidade de Paulo e a força evangelizadora desses textos.

É novo » 31.12.2013

Dizer «obrigado» no último dia do ano
«Se a tua única oração na vida for “obrigado”, isso bastará (Mestre Eckhart)». A gratidão não é apenas uma atitude de louvor, é também o elemento básico de uma verdadeira crença em Deus. Quando inclinamos as nossas cabeças em sinal de gratidão, reconhecemos que as obras de Deus são boas. Reconhecemos que não podemos salvar-nos por nós próprios. Proclamamos que a nossa existência e todas as coisas boas que ela tem, não vêm do nosso expediente, fazem parte da obra de Deus. A gratidão é o aleluia à existência, o louvor que ressoa através do Universo, como um tributo à presença de Deus, constante entre nós, incluindo neste momento.

O Evangelho das imagens: 31.12.2013
«No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam.» O pensamento dominante que hoje acompanha a esmagadora maioria das pessoas é o fim do ano; um dia, e sobretudo uma noite, a festejar com ritos vários, mas com a constante de querer rejeitar todo o mal que passou e propiciar o futuro. É surpreendente constatar como a liturgia que a Igreja propõe para este dia ignora completamente esta realidade. Quase em tom de desafio, faz-nos uma vez mais refletir no prólogo do Evangelho segundo S. João, propondo-nos as mesmas palavras com que também se inicia o Génesis, o primeiro livro da Bíblia: «No princípio…».

Papa Francisco tem «sinceridade e autenticidade que nenhum líder mundial pode igualar», diz “Financial Times”
O editorial desta segunda-feira do “Financial Times”, um dos mais importantes diários do mundo na área da finança e economia, sublinha que o papa Francisco tem uma «sinceridade e autenticidade que nenhum líder mundial pode igualar». O artigo menciona três aspetos que tornaram o papa Bergoglio «uma figura de grande atracão este ano para católicos e não católicos», a começar pela «modéstia pessoal»: «Num tempo em que muitos estão profundamente preocupados pela vaidade das celebridades e pela riqueza dos plutocratas, o papa depressa se tornou o líder global símbolo de compaixão e humildade». «Mas o que é impressionante no papa Francisco é como rapidamente se tornou uma autêntica figura de proa para quem está preocupado com o que ele denomina “o ídolo chamado dinheiro” e a “indiferença globalizada neste mundo globalizado”».

Leitura: “Atlas do corpo e da imaginação” | IMAGENS |
Um delicioso presente em tempos de esclerose do imaginário cultural e social. Um atlas de viagem e rico de imaginação para ser meditado pacientemente. Na verdade, pela disposição das palavras, pela sobriedade intensa das ideias, pela visão evocativa/performativa das imagens, este livro devora-nos o tempo, sem respiro para a suspensão ou para o ato ocioso da ataraxia intelectual. Cada página deste livro é uma páscoa escrita e visiva, entrelaçada, sem paralelismos nem justaposições. Faz sentido quanto José Saramago escreveu sobre Gonçalo M. Tavares: “depois dele há um antes e um depois”. Frase curta mas extensa em significado! Uma geometria livre do pensamento e da imaginação tecida de coerência aforística inigualável, que só um escritor, filósofo, poeta e místico nos poderia dar como dádiva para este início de novo ano e de novos começos.

Exposição: “O exótico nunca está em casa? A China na faiança e no azulejo portugueses”
Em 1513, há 500 anos, Jorge Álvares tornava-se o primeiro português a pisar a China. Desembarcou no sul e com ele outros mercadores. O comércio que então se estabeleceu trouxe até à Europa a porcelana Chinesa, a seda e os chás. Portugal tornou-se assim na porta de entrada de um mundo exótico. É uma parte desse meio milénio de trocas de influências entre Ocidente e Oriente que é agora revelada na nova exposição “‘O Exótico nunca está em casa?’ A China na faiança e no azulejo portugueses (séculos XVII-XVIII)”, do Museu Nacional do Azulejo.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Música: Te Deum
Coro Gulbenkian, Divino Sospiro
Igreja de S. Roque
17h00
Para saber mais: Pastoral da Cultura

É novo » 30.12.2013

O Evangelho das imagens: 30.12.2013
«Quando os pais de Jesus levaram o Menino a Jerusalém, a fim de o apresentarem ao Senhor, estava no templo uma profetiza, Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada e tinha vivido casada sete anos após o tempo de donzela e viúva até aos oitenta e quatro. Não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia, com jejuns e orações.» A Virgem Maria, Zacarias, Simeão e Ana são os primeiros anunciadores da salvação que Ele veio trazer à Terra. Ao seus nomes devemos juntar os nossos, porque também nós, com efeito, vimos e ouvimos o que disse e fez por nós o autor da vida. É um compromisso que deriva do nosso Batismo. É um dever de gratidão. É a nossa resposta à gratuidade dos dons recebidos. É, por fim, o ato mais excelente de caridade fraterna.

Sobre «a cultura da culpa no religioso»: «Cada um tem de conseguir o bem que lhe é possível»
«Um dos enormes equívocos do religioso é a idealização da perfeição que leva as pessoas a viverem numa câmara de cultura da culpa por não conseguirem ser como aquele santo ou aquela santa. Cada um tem de conseguir o bem que lhe é possível», considera o padre José Tolentino Mendonça. Em entrevista publicada este sábado no “Diário de Notícias”, o diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura falou do interesse que mantém pelos percursos de escritores e artistas próximos do catolicismo, mas que muitas vezes o manifestam fora dos cânones. O «romancista católico» Jack Kerouac, por exemplo, «era um homem perdido» que «viveu o seu catolicismo de forma excêntrica e irregular», apontou o poeta e biblista, que se referiu ao «modo ortodoxo, mas também muito heterodoxo», do escritor norte-americano, à semelhança «de Flannery O’Connor ou de Graham Greene».

Papa Francisco: Perspetivas para 2014
Terminada a série de celebrações de fim e do início do ano, a 22 de fevereiro chega o consistório para a criação dos novos cardeais. O anúncio dos nomes dos escolhidos deverá ser anunciado no início de janeiro, dando tempo para preparar a grande celebração. Para 27 de abril está marcada a canonização dos papas João XXIII e João Paulo II. Esta será, possivelmente, uma ocasião para perceber melhor como Francisco interpreta a herança do Concílio Vaticano II, que o primeiro convocou e o segundo procurou realizar. A viagem de Francisco à Terra Santa, em maio, 50 anos após a peregrinação de Paulo VI, é um acontecimento central de 2014. Em outubro decorrerá o Sínodo dos Bispos, sobre a família. Nos primeiros meses do ano será divulgado o “instrumento de trabalho” da assembleia, que além de perspetivar os temas em discussão, resumirá as respostas ao «questionário» enviado às dioceses.

Todos os cursos da Universidade Católica devem estar no topo das classificações, diz reitora
A reitora da Universidade Católica Portuguesa considera que a prioridade da instituição passa por colocá-la, «no seu todo», no topo das classificações internacionais, e não apenas com as escolas de negócios e de direito, como acontece atualmente. Em entrevista publicada este domingo no “Diário de Notícias”, Maria da Glória Garcia sublinha que a entrada no top 25 de cursos de Gestão do jornal inglês “Financial Times”, a par do reconhecimento alcançado pela Global School of Law, é um processo «que se iniciou há algum tempo e que começa a dar frutos». «Quando se está entre as melhores universidades da Europa e do mundo, isso não acontece apenas num ano. Trabalha-se para isso durante muitos anos e depois colhe-se os frutos», acentua.

A oração à Sagrada Família do papa Francisco
Santa Família de Nazaré,/ que nunca mais nas famílias se faça experiência/ de violência, egoísmo e divisão:/ quem ficou ferido ou escandalizado/ depressa conheça consolação e cura.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Música: Recital coral
The Singing Statesmen (Coral masculino, EUA)
Palácio Foz (Sala dos Espelhos)
19h00
Para saber mais: Palácio Foz

É novo » 29.12.2013

Famílias visitadas pela graça
Também a família de Nazaré teve as suas cruzes e as suas penas, a começar pela perda de Jesus em Jerusalém, aos doze anos; e, depois, a morte do pai José, a partida de Jesus de Nazaré, afastando-se de Maria, para cumprir uma missão árdua e difícil, até aos dias terríveis da paixão, que fizeram de Nossa Senhora a mãe de todas as dores. Muitas famílias se reconhecerão nesta imagem e se sentirão reconfortadas pelo exemplo da Sagrada Família nas muitas dores da existência quotidiana, com as doenças, as dificuldades económicas e as necessidades laborais que obrigam a viver longe de casa, até à morte das próprias pessoas queridas. Se cada família soubesse reconhecer a graça formidável do sacramento do Matrimónio, nela presente, também encontraria a força para superar desentendimentos e divisões e para curar diariamente as feridas a que a vida quotidiana não nos poupa.

A família é o centro natural da vida humana
Excertos de uma intervenção do cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje papa Francisco: «A família é o lugar da palavra porque está centrada no amor. As palavras ditas e escutadas na família não passam, mas giram sempre em torno do coração, iluminando-o, orientando-o, animando-o. O conselho paterno, a oração aprendida lendo os lábios maternos, a confiança fraterna, as histórias dos avós… são palavras que constituem o pequeno universo centrado em cada coração. (…) Muitas vezes os pais angustiam-se quando sentem que os filhos não comungam os seus valores. O que pode estar certo em determinado nível: a sociedade atual oferece às pessoas muitas coisas que antes oferecia família (e a escola), e que agora se adquirem por outros meios. Mas a centralidade da família, o refúgio da porta que se abre à intimidade, a alegria simples da mesa familiar, o lugar onde uma pessoa se cura das suas doenças e descansa, onde pode mostrar-se e ser aceite como é, esses valores continuam vigentes e são vitais para todo o coração humano.»

Famílias portuguesas são a personalidade do ano
Eu vejo a família como a personalidade do ano neste triste lugar condenado a empobrecer como expiação do pecado de querer viver melhor, de ter uma vida mais feliz, próspera e sincronizada com a modernidade do mundo. Mas não é só pieguice e sentimento: são números também e, por isso, a razão. Nas últimas décadas, cada geração tentou encontrar um caminho novo e diferente, muitas vezes por oposição aos caminhos percorridos pelas gerações mais velhas. Hoje, e aqui, assiste-se a uma cooperação intergeracional que todos convoca para resolver os problemas. As famílias têm sido o grande exemplo do que deve ser feito: cooperar, ajudar, colaborar e, sobretudo, inventar novos (não velhos) caminhos. Se não fosse o saber das famílias, a sua coesão e o seu engenho para sobreviver sem nunca desistir de tentar a felicidade, o país há muito que estava a ferro e fogo.

Espiritualidade e cooperação unem-se no presépio ao vivo de Priscos
«O maior presépio vivo da Europa, na freguesia de Priscos, em Braga, dá uma lição de vida ao país», porque transmite uma mensagem de união e sentimento de voluntariado numa altura de crise. Assim o crê o mentor do presépio, o padre João Torres, que conseguiu mobilizar cerca de 800 figurantes, de várias faixas etárias e profissões, em torno deste evento que pode ser visitado, aos fins de semana, até 12 de janeiro. Este presépio vivo, carregado de simbolismo, é a prova, defende o pároco, de que Portugal «não precisa de políticos inteligentes. Precisa, sim, de regras inteligentes que favoreçam mais a cooperação do que o conflito, aproveitando o que cada um pode dar».

Concerto evoca «céu aberto» de igreja lisboeta | VÍDEO |
Michael Biberstein, artista plástico que se dizia «agnóstico militante», morreu em maio deste ano, deixando por executar uma obra que lhe preenchia os dias – a grande pintura que concebeu para o teto de Santa Isabel, em Lisboa. É precisamente nesta igreja do bairro de Campo de Ourique que neste sábado, às 17h00, se juntam 11 músicos portugueses e estrangeiros e um técnico de som para um concerto de ano novo com um “reportório” inusitado – uma odisseia musical imaginada pelo pintor, toda improvisada a partir de um esquema que deixou desenhado, a pensar numa formação a que deu o nome de Dream & Drone Orchestra. O padre José Manuel chama-lhe um céu cósmico, gerador de uma «imensa sensação de paz e de interioridade», só possível a alguém «profundamente espiritual». «O Michael costumava dizer que este teto era uma obra de vida e, quando lhe falávamos em honorários, dizia que até era capaz de pagar para poder pintá-lo».

— Agenda para hoje —

Priscos, Braga
Presépio vivo
Espaço com cerca de 30 mil m2, 600 participantes e mais de 60 cenários referentes às culturas egípcia, judaica e romana
14h30 – 18h00
Para saber mais: Presépio ao vivo de Priscos

Gondomar
Música: Concerto da Sagrada Família
Grupo Coral Kyrios, Coro Polifónico Vida Nova
Igreja matriz
15h30

Lisboa
Música: Concerto de Natal
Composições do reportório organístico dos séculos XVIII a XXI
Basílica dos Mártires
16h00

Lisboa
Visita guiada: “Adoração dos Pastores” no retábulo-mor da Igreja de São Roque
Igreja de S. Roque
16h30
Entrada gratuita, sujeita a inscrição prévia (máximo de 30 pessoas) pelos telefones 213 235 824 / 233 / 065 / 444

Lisboa
Música: Concerto de Natal
Obras de A. Cartegeno, F. Couperin, A. Ferreira dos Santos, C. Gounoud, C. Holst, A.M. Ligório, M. Luís, Az. Oliveira, J. Rutter, D. Willcocks, cânticos tradiconais dos EUA e Polónia, Louis-Claude Daquin, J.S. Bach, C. Balbastre, A. Lucchesi
Coro da Catedral de Lisboa; Andreia Rosa, clarinete; António Duarte, órgão; Luís Filipe Fernandes, direção musical

17h00

Porto
Música: Ciclo de Concertos “Natal na Invicta”
Francisco Silva, órgão; Ivo Silva, trompete
Igreja Senhora da Conceição
17h00

Torgueda, Vila Real
Música: Concerto de Natal
Maranatha
Igreja paroquial
17h00
Para saber mais: Notícias de Vila Real

Nogueira da Regedoura, Santa Maria da Feira
Música: Concerto de Natal
Quarteto Vocal Gaudium Vocis, Orquestra de Câmara Ulphilanis
Igreja matriz
18h30

É novo » 28.12.2013

Deus não protege da noite, mas na noite: Meditação sobre o Evangelho do Domingo da Sagrada Família
A sorte do mundo decide-se no interior de uma família: um pai, uma mãe, um filho, o nó da vida, o eixo do futuro. O que é decisivo – hoje como então – acontece dentro das relações, coração a coração, na coragem quotidiana de uma, de muitas, de infinitas criaturas enamoradas e generosas que sabem tomar consigo a vida de outros. José é o modelo de todo o crente, no qual a fé e os afetos se reforçam mutuamente. Herodes envia soldados, Deus manda um sonho. Um grão de sonho que caiu dentro das duras engrenagens da história, ao ponto de chegar a modificar o seu curso.

— Agenda para hoje —

Porto
Música: Ciclo de Concertos “Natal na Invicta”
Música do séc. XVII
Nuno Oliveira, órgão
Mosteiro de S. Bento da Vitória
16h30

Casével, Castro Verde
Música: Cante ao Menino
Grupos corais Vozes das Terras Brancas, Terras de Catarina, Amigos do Cante, Cantares Alentejanos da Granja – Granjarte
Igreja
17h00

Reguengos de Monsaraz
Música: Cante ao Menino
Vozes do Imaginário
Junto ao Presépio
17h30

Priscos, Braga
Presépio vivo
Espaço com cerca de 30 mil m2, 600 participantes e mais de 60 cenários referentes às culturas egípcia, judaica e romana
20h00 – 23h00
Para saber mais: Presépio ao vivo de Priscos

Porto
Música: Concerto
Salve Sancta (canto gregoriano), All That Hath Life & Breath Praise Ye the Lord! (René Clausen), Regina Coeli (Pedro de Escobar), Sanctus (Thomas Tallis), Ave Maria (Franz Biebl), Canticle (David Conte), Miles Plant and Alex Munger (piano),
The Ballad of Little Musgrave and Lady Barnard (Benjamin Britten), Saints Bound For Heaven, Wedding Qawwali (A. R. Rahman/Ethan Sperry), Set Me as a Seal (René Clausen), Veni, Veni Emmanuel, Noel The Glory Manger (espiritual afro-americano),
The Music of Living (Dan Forrest), I Have Had Singing (Ron Jeffers), The Lord Bless and Keep You (Earl Morris)
The Singing Statesman (ensemble vocal masculino da Universidade de Wisconsin-Eau Claire, EUA)

21h00
Entrada livre

Peso da Régua
Música: Concerto de Natal
Maranatha
Teatrinho de Peso da Régua
21h00
Para saber mais: Notícias de Vila Real

Lisboa
Música: Concerto
Dream & Drone Orchestra: A sound odissey, as imagined by Michael Biberstein
Alexandra Grimal, Daniele Martini, Giovanni di Domenico, Gonçalo Almeida, Guilherme Canhão, Ian Carlo Mendoza, João Lobo, Manuel Mesquita, Mariana Ricardo, Norberto Lobo, Pak Yan Lau, Pedro Magalhães
Concerto de recolha de fundos para a pintura do teto da igreja paroquial de Santa Isabel
Igreja de Santa Isabel
17h00
Para saber mais: ceusantaisabel.blogspot.com

Aveiro
Música: A Natividade do Senhor – Nove Meditações para Órgão (Olivier Messiaen)
António Esteireiro

21h30

É novo » 27.12.2013

Deus ao nosso colo
Certamente esta presença divina pequenina entre nós faz-nos descobrir a verdadeira face de Deus, a sua infinita misericórdia e bondade. Faz-nos acreditar que é possível sonhar com um mundo sem guerras, com uma humanidade nova, fraterna e solidária. Na sua fragilidade, candura e inocência fortalece-se o nosso propósito de lutar pela paz, pela não violência, pela firmeza da verdade. Iluminados pela sua graça reconciliamo-nos com a vida, com as nossas origens, superando e curando as nossas feridas, mágoas e deceções. Existe realmente a terapia do Natal, que nos permite desenvencilharmo-nos do que nos pesa na consciência, o que levamos de lembranças negativas, para renascer e recuperar a alegria e o gozo de viver.

«Os pobres primeiro»: Fé cristã não se resume a manifestações religiosas periódicas
«Os pobres primeiro», frisou na missa da noite de Natal o administrador apostólico da diocese do Porto, D. Pio Alves, para quem a fé cristã «não se resume a umas periódicas manifestações religiosas» e a uma «vivência saudosista» de acontecimentos «que ficaram para trás na história». Os cristãos, «imersos na sociedade», não podem «deixar de pensar em todos aqueles que Deus veio procurar. E são todos», a começar pelos «marginalizados», que como «recordam as representações e os textos de Natal» são «os que mais se parecem com o Menino Deus: marginalizado, pobre, ignorado». «Não nos refugiemos no anonimato associal de uma cómoda cegueira. Renovemos o Natal na nossa vida. Recriemos o Natal na Sociedade», apelou o também presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Papa Francisco lembra que há mais mártires cristãos hoje do que nos primeiros tempos da Igreja
A memória de Santo Estêvão, primeiro mártir cristão, vítima de apedrejamento, que os católicos evocam a 26 de dezembro, marcou a intervenção do papa na oração mariana do Angelus, proferida esta quinta-feira no Vaticano. «Estamos próximos destes irmãos e irmãs que, como Santo Estêvão, são acusados injustamente e são objeto de violência de vária ordem. Estou certo de que, infelizmente, são mais numerosos hoje que nos primeiros tempos da Igreja», afirmou o papa, citado pela Rádio Vaticano. O ataque aos cristãos ocorre «especialmente» em países «onde a liberdade religiosa ainda não está garantida ou não foi plenamente realizada», apontou Francisco, que pediu alguns instantes de silêncio para rezar cristãos vítimas de perseguição.

Arcebispo de Braga elege Bombeiros Voluntários como figuras do ano em Portugal
Os «Bombeiros Voluntários» são a «grande figura» de 2013 para o arcebispo de Braga, que na mensagem de ano novo pede aos católicos para apoiarem a «inclusão de todos» na sociedade portuguesa, «combatendo aquelas causas estruturais da pobreza que geram a divisão». «No verão passado o país ficou sensibilizado com a notícia da morte de oito bombeiros portugueses. É de louvar a coragem destes homens e mulheres que, a título voluntário, produzem gestos heróicos e silenciosos na defesa das pessoas e do seu património», sublinha D. Jorge Ortiga em texto publicado esta quinta-feira no site da arquidiocese. O responsável pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana declara-se impressionado pelo lema das corporações de bombeiros, «Vida por vida»: «Creio que este lema é a tradução perfeita do amor interior que eles têm a uma causa tão nobre como esta, e que nem sempre é valorizada e respeitada por todos nós».

Bispo da Guarda recorda que são as pessoas que devem preocupar os padres, e não automóveis caros ou «máquinas sofisticadas»
O bispo da Guarda lembrou na missa da noite de Natal os apelos que o papa Francisco tem dirigido aos sacerdotes, tendo pedido aos padres da diocese que se desprendam dos bens materiais e sejam coerentes com o Evangelho. «Concretamente aos sacerdotes, o Papa pede-nos autenticidade cada vez maior no exercício do ministério que nos está confiado. Pede-nos sinais claros de que queremos fazer, de verdade, opção pelos mais pobres», vincou D. Manuel Felício na homilia, transcrita no site da diocese. «[Francisco] pede-nos gestos proféticos na relação com os bens materiais, e vai ao ponto de nos dizer que bens de consumo como automóveis de top de gama ou máquinas sofisticadas como “smartphones” não podem preocupar os ministros do Evangelho», acrescentou.

“Ser santo hoje: figuras inspiradoras” é tema de Semana de Estudos Teológicos
D. António Barroso, Frei Bernardo Vasconcelos, Padre Abílio Correia e a Beata Alexandrina de Balasar são as figuras em foco da 22.ª Semana de Estudos Teológicos organizada pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Braga). A iniciativa, dedicada ao tema “Ser Santo Hoje: Figuras Inspiradoras”, realiza-se de 17 a 22 de fevereiro, reunindo «conferencistas nacionais e internacionais, com o objetivo de debater a figura do santo e destacar alguns nomes considerados uma referência e uma inspiração».

É novo » 26.12.2013

Papa Francisco pede a crentes e não crentes que que unam pela «oração» e pelo «desejo» a favor da paz | VÍDEO |
O papa Francisco pediu esta quarta-feira, dia de Natal, aos crentes e não crentes que se unam pela paz, tanto pela «oração», para quem acredita em Deus, como pelo «desejo», para quem não crê. «Também aos não crentes convido a desejar a paz. Com o seu desejo, com o desejo que amplia o coração, todos unidos, ou com a oração ou com o desejo, mas todos, pela paz», apelou Francisco ao evocar alguns dos conflitos armados existentes no mundo. O convite fez parte da mensagem de Natal e da bênção “Urbi et Orbi” (“à cidade [de Roma] e ao mundo”) que o papa transmitiu a partir da Praça de S. Pedro, no Vaticano, embora não estivesse incluído nas palavras redigidas no discurso. O vídeo que apresentamos inclui toda a mensagem e a bênção, legendadas em português, que o papa Francisco transmitiu neste dia de Natal, o primeiro como bispo de Roma.

Um Natal simples
Católicos, cristãos, agnósticos – e atrever-me-ia a dizer ateus – todos somos filhos da cultura judaico-cristã, sobretudo do legado que Cristo veio ao mundo dar testemunho: o amor entre os seres humanos. Todos os seres humanos – e hoje a ciência confirma-o – são uma grande família. Como em todas as famílias, há preferidos, melhores e piores, mas não há ninguém que não mereça a nossa compaixão, o nosso apoio quando dele necessita, a nossa fraternidade, a nossa mão. Não me podendo, em consciência, considerar católico, fazendo parte, como já referi diversas vezes, da Maçonaria Universal, sou profundamente crente nesta mensagem que nos obriga, a cada momento, a pormo-nos no lugar do outro e olharmos para nós mesmos interrogando-nos sobre o bem que fizemos aos outros, o mal que lhes pudemos evitar, o que deles compreendemos, o que de nós próprios compreendemos. E assim, aqui têm os votos de um Feliz Natal. Para todos sem a mínima exceção.

«Sois imenso, e fizestes-vos pequenino; sois rico, e fizestes-vos pobre; sois omnipotente, e fizestes-vos frágil» | IMAGENS |
O papa Francisco pediu esta quarta-feira, dia de Natal, aos crentes e não crentes que se unam pela paz, tanto pela «oração», para quem acredita em Deus, como pelo «desejo», para quem não crê. «Também aos não crentes convido a desejar a paz. Com o seu desejo, com o desejo que amplia o coração, todos unidos, ou com a oração ou com o desejo, mas todos, pela paz», apelou Francisco ao evocar alguns dos conflitos armados existentes no mundo. O convite fez parte da mensagem de Natal e da bênção “Urbi et Orbi” (“à cidade [de Roma] e ao mundo”) que o papa transmitiu a partir da Praça de S. Pedro, no Vaticano, embora não estivesse incluído nas palavras redigidas no discurso. O vídeo que apresentamos inclui toda a mensagem e a bênção, legendadas em português, que o papa Francisco transmitiu neste dia de Natal, o primeiro como bispo de Roma.