É novo » 29.11.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Arte e fé cristã, por um não crente | VÍDEO |
Não sendo crente, a despeito de ter tido uma educação católica, sou particularmente sensível a uma certa vibração do transcendente que podemos encontrar em certas obras de arte de todos os tempos. (…) Se a fé implica a aceitação de uma verdade sem passar por uma prova ou por qualquer modo de verificação racional, parece que, uma vez dada como assente essa verdade, nada impede que a partir dela funcionem mecanismos racionais e emocionais do espírito humano, podendo desencadear com frequência expressões artísticas que a têm presente e, por vezes, se aproximam do sublime ou conseguem mesmo atingi-lo. E é tal a energia que delas se desenvolve que como que nos atravessam o ser e proporcionam uma experiência existencial qualitativamente diferente da que pode chegar-nos por outras obras de arte sem esse coeficiente.

Quem deseja ser amado?
Será possível aliar beleza poética/criatividade e profundidade ética? Apreender as sensações vitais que paulatinamente se vão alojando na nossa memória, quase sempre sem uma nitidez absoluta, é condição de possibilidade para o despertar corpóreo. Isso significa dar corpo concreto às imagens presentes na memória porque se “Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido” (1Cor 13,12). Há toda uma pedagogia de sensibilidade estética que não podemos descurar, antes situá-la no contexto do nosso quotidiano, e não como momento aprazível ou figuração estetizante decorativa. Se a arte não eleva espiritualmente o humano, distanciando de si mesmo, não é condição de fecundidade, de abertura, mas pura idolatria.

Isabel Jonet: O Bem e os Bancos Alimentares Contra a Fome
Colmatar lacunas alimentares dos nossos concidadãos é promover o Bem? Acredito que sim. Não será fator exclusivo, como é evidente. Muitos outros estão em jogo. Mas penso que, resolvido este problema básico, ultrapassada esta dificuldade elementar, estarão mais facilmente reunidas as condições para que o Bem, aqui já no sentido mais lato, possa resultar e desabrochar de maneira mais natural. Acredito, também, que o importante não são as virtudes pessoais, mas a graça que o Senhor põe em cada um de nós para realizar a Sua obra. O Bem flui naturalmente do Amor. E o Amor não é palavras: é sobretudo a atenção que dispensamos aos outros, sobretudo aos mais frágeis e desprotegidos. Acabo com mais uma citação da Madre Teresa, essa santa que dedicou toda a sua vida ao exercício do Bem, pelo alívio dos sofrimentos dos mais fracos. “tudo o que não se dá, perde-se”. E o mundo em que vivemos não nos permite o desperdício de deixar perder o que quer que seja.

Exortação “A alegria do Evangelho” é uma «comovente e contundente recusa da miséria moral»
O Papa Francisco tem despertado entusiasmo e esperança dentro e fora da Igreja Católica. Num tempo tão cinzento como o nosso, em que o governo do mundo parece ter sido entregue ao triângulo funesto da incompetência intelectual, da ganância económica e da iliteracia ética, é preciso ter cuidado para não nos deixarmos seduzir por promessas que, depois, correm o risco de nos desiludir. Há limites, contudo, até para a suspeita crítica. Quando se comemoram os 50 anos da Encíclica “Pacem in Terris”, do Papa João XXIII, Francisco resolveu publicar uma Exortação contendo 288 parágrafos de reflexão profunda e diversificada sobre os temas mais agónicos do mundo contemporâneo.

“Uma esperança sem fronteiras”: Colóquio assinala encerramento do Ano da Fé
“Uma esperança sem fronteiras” é o nome do colóquio com que a Renascença, a Universidade Católica Portuguesa (UCP), a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre e a Paulinas Editora organizam esta sexta-feira, 29 de novembro, em Lisboa, para assinalar o encerramento do Ano da Fé. O encontro, com entrada livre, conta com as intervenções de D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, Graça Franco, diretora de Informação da Renascença, o jornalista italiano Nello Scavo, autor de “A lista de Bergoglio”, padre José Tolentino Mendonça, Jorge Sampaio, ex-presidente da República, e D. Samir Nassar, arcebispo maronita de Damasco, Catarina Martins, presidente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, e Maria da Glória Garcia, reitora da UCP.

“A papoila e o monge”: Um livro cheio de silêncios
O escritor Pedro Mexia considera que «o silêncio é uma presença muito forte» em “A papoila e o monge” (ed. Assírio & Alvim), livro de “haikus” (poemas de três versos com origem no Japão) de José Tolentino Mendonça. Na sessão de apresentação da mais recente obra do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que decorreu esta quinta-feira, em Lisboa, o crítico literário afirmou que «muitos versos» do volume sublinham que «não se deve confundir o silêncio com o vazio». Para Pedro Mexia, a depuração da poesia oriental adequa-se à «interioridade» dos poemas de um livro que tem a «capacidade de ultrapassar certas palavras e conceitos que perturbam o caminho», como a «constante utilização da palavra “solidão” no sentido positivo, o que foge ao seu uso comum».

Concertos de Natal regressam às igrejas de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa volta a propor, de 7 a 22 de dezembro, concertos de Natal em várias igrejas da capital, num programa que «alia a música sacra ao património cultural da cidade». A iniciativa abre com cânticos romenos do Grupo Coral Theoforos de Timisoara, na basílica da Estrela, e termina com um repertório de Beethoven pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat e a Orquestra de Câmara Portuguesa, na igreja de São Domingos. Na solenidade da Imaculada Conceição, 8 de dezembro, a Escola de Música do Conservatório Nacional executa o concerto “Mater Dei”, enquanto que no dia 14 o Coro de Câmara Lisboa Cantat propõe os Coros do Messias de Händel. Conheça o programa, os intérpretes e as datas.

Padre António Vieira voltou a juntar realizador Manoel de Oliveira e ator brasileiro Lima Duarte | VÍDEO |
O realizador Manoel de Oliveira, quase a completar 105 anos, e o ator Lima Duarte reencontraram-se esta segunda-feira, em Coimbra, durante a leitura do Sermão de Santa Catarina, do Padre António Vieira. O ator brasileiro, que encarnou o orador jesuíta no filme “Palavra e Utopia”, realizado pelo cineasta português, subiu ao púlpito da Real Capela de S. Miguel para repetir, precisamente 350 anos após o dia 25 de novembro de 1663, a pregação do padre António Vieira, desta vez em fragmentos selecionados. O primeiro vídeo que apresentamos é uma reportagem da RTP, com declarações de Lima Duarte e Manoel de Oliveira, enquanto que o segundo é uma gravação amadora da atuação do ator brasileiro.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Colóquio: Desafios da cidadania hoje
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Para saber mais: Desafios da cidadania hoje

Lisboa
Música: Temporada de Música em São Roque
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Lisboa
Conferência de encerramento do Ano da Fé: Uma esperança sem fronteiras
D. Manuel Clemente (patriarca de Lisboa), Nello Scavo (autor do livro “A lista de Bergoglio”), Samir Nassar (arcebispo de Damasco, Síria), Jorge Sampaio (ex-presidente da República), Catarina Martins Bettencourt (presidente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre), Maria da Glória Garcia (reitora da Universidade Católica Portuguesa)
Universidade Católica (auditório 2)
15h30
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Porto
Apresentação do livro “Somos pobres mas somos muitos”
Autores: Fr. Fernando Ventura, Joaquim Franco
Apresentação: Jorge Gabriel, Sobrinho Simões
Editora: Verso de Kapa
FNAC Norte Shopping
19h00

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