É novo » 28.11.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Pastoral da Cultura e Universidade Católica organizam colóquio sobre “Religião no espaço público”
A Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura vão organizar o colóquio “Do Edito de Milão à atualidade: A Religião no espaço público”, com a participação do patriarca de Lisboa. A iniciativa, com entrada livre, assinala o 17.º centenário da publicação do Edito de Milão, com o qual os cristãos do Império Romano adquiriram a tolerância para poder expressar publicamente a sua fé, após dois séculos de perseguições, torturas e execuções a que estiveram intermitentemente sujeitos. Aires do Nascimento, Alexandre Sá, David Sampaio, José Rosa, António Matos Ferreira, João Seabra, José Vera Jardim e Manuel Braga da Cruz são alguns dos intervenientes do encontro, que inclui a apresentação do livro “Não nos esqueçamos de Deus”, do cardeal Angelo Scola. Conheça o programa.

«A vida neste mundo é-nos dada também para preparar a outra vida»
«A morte diz respeito a todos, interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto ou quando atinge os mais pequenos, os indefesos de uma maneira que nos parece “escandalosa”, disse Francisco na audiência geral semanal, no Vaticano, antes de confessar a sua perplexidade pelo sofrimento e a perda da vida das crianças. «Eu preparo-me para a morte estando próximo de Jesus. E como é que se está próximo de Jesus? Com a oração, nos sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados», apontou. Dirigindo-se 50 mil pessoas presentes que na Praça de S. Pedro suportaram uma temperatura próxima dos 0 graus, o papa vincou uma ideia: «Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Estais de acordo? Digamo-lo juntos para não o esquecer: Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Mais uma vez: Quem pratica a misericórdia não teme a morte».

Os perigos do «mundanismo espiritual» para a vida da Igreja
«Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais! Este mundanismo asfixiante cura-se saboreando o ar puro do Espírito Santo, que nos liberta de estarmos centrados em nós mesmos, escondidos numa aparência religiosa vazia de Deus. Não deixemos que nos roubem o Evangelho!» «Dói-me muito comprovar como nalgumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias formas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingança, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?» Na sua primeira exortação apostólica, “A alegria do Evangelho”, o papa Francisco aponta lacunas causadas pelo «mundanismo espiritual» que estão a lesar a Igreja.

«Queremos inserir-nos a fundo na sociedade», diz papa Francisco, que alerta: Fechar-se na comodidade é um «lento suicídio»
A interdependência entre a espiritualidade dos católicos e a influência cultural, política e social da Igreja nas sociedades constitui um dos temas abordados pelo papa Francisco na sua primeira exortação apostólica, “A alegria do Evangelho”. «Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para lhe pedir que volte a cativar-nos. Precisamos de o implorar cada dia, pedir a sua graça para que abra o nosso coração frio e sacuda a nossa vida tíbia e superficial.» Depois de realçar a importância da relação pessoal com Jesus, o papa apela aos católicos para que saiam ao encontro do mundo, em vez de ficarem ensimesmados nos seus planos e estruturas. «Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros. Espera que renunciemos a procurar aqueles abrigos pessoais ou comunitários que permitem manter-nos à distância do nó do drama humano, a fim de aceitarmos verdadeiramente entrar em contacto com a vida concreta dos outros e conhecermos a força da ternura», assinala.

Quatro filmes para a 4.ª edição do Ciclo de Cinema Católico
O Seminário Maior de S. Paulo de Almada organiza de 11 a 14 de dezembro a quarta edição do Ciclo de Cinema Católico, que apresenta quatro filmes, revela o site da Câmara Municipal, parceira da iniciativa. A iniciativa exibe as seguintes películas: “Diário de um pároco de aldeia”, do realizador Robert Bresson, “Confesso”, de Alfred Hitchcock, “Os miseráveis”, do cineasta Bille August, e “Quem deseja ser amado?”, de Anne Giafferi.

Mosteiro de monjas dominicanas acolhe oficina de diários gráficos
O Mosteiro das Monjas Dominicanas do Lumiar, em Lisboa, acolhe a 8 de dezembro uma oficina (workshop) de diários gráficos, intitulada “Territórios sagrados em cadernos profanos”. O orientador do encontro é Mário Linhares, coordenador de um coletivo de autores portugueses que desenham em diários gráficos as cidades onde vivem e locais por onde viajam, partilhando-os no blogue Urban Sketchers Portugal, que à entrada apresenta esta citação: «Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar». «No Lumiar, mesmo no meio da cidade de Lisboa, há um lugar muito especial: o mosteiro de Santa Maria das Monjas Dominicanas. Ainda só lá fui três vezes e a quarta será no próximo dia 8 de dezembro para este workshop tão especial que me desafiaram a fazer num dia único.»

Pedir
O léxico do pedir é prolífero, mas também inconstante. Pedimos com simplicidade e com inúmeros rodeios. Mantemo-nos fluentes ou gaguejamos, mergulhados numa insegurança que nos tolhe. Penso muitas vezes num pedinte que conheci em Roma. Era (e é) impossível não dar com ele quando se visita a cidade. Eu estava sempre a esbarrar com uma das suas passagens: à saída da universidade, da biblioteca, do cinema, no Campo das Flores, em São Pedro, por todo o lado. De dia ou de noite. Um homem que andará hoje pelos sessenta anos de idade, com um porte discreto, delicado até. A primeira vez que a sua interpelação nos é dirigida pensamos que se trata de alguém que precisa de completar a quantia necessária para um bilhete de metro ou para uma fatia de pizza. Depois de o encontrarmos centenas de vezes, ficamos sem saber exatamente o que pensar. Assisti, porém, a uma cena que porventura pode esclarecer parte do enigma.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Apresentação do livro “O Evangelho e a vida”
Autor: D. Manuel Clemente
Apresentação: Marcelo Rebelo de Sousa
Editora: Principia
Livraria Ferin
18h30
Para saber mais sobre o livro: Pastoral da Cultura

Lisboa
Apresentação do livro “A papoila e o monge”
Autor: José Tolentino Mendonça
Apresentação: Guilherme d’Oliveira Martins, Pedro Mexia; Luís Miguel Cintra: leitura de haikus do livro
Editora: Assírio & Alvim
Centro Nacional de Cultura (Largo do Picadeiro, 10 – 1.º – Ao Chiado)
18h30

Lisboa
Apresentação do livro “A lista de Bergoglio”
Autor: Nello Scavo
Apresentação: Nello Scavo, José Tolentino Mendonça
Editora: Paulinas
Capela do Rato
21h30
Para saber mais sobre o livro: Pastoral da Cultura

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