É novo » 23.11.2013

Resistir, confiar, perdoar: Evangelho do Domingo de Cristo Rei
No episódio das tentações, Jesus respondeu com a Escritura: «Está escrito: nem só de pão vive o homem»; «está escrito: ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto»; «não tentarás ao Senhor, teu Deus». A Escritura foi a sua referência para resistir. E pode muito bem pensar-se que, ao longo de toda a sua vida terrestre, de cada vez que enfrentou tentações relacionadas com a sua missão de Messias, foi a referência è Escritura que lhe permitiu manter a sua rota. Na cruz, ao contrário, Jesus não responde, cala-se perante as provocações. E, contudo, a interpelação é relevante: ele é o Messias, e sabe-o. Ora, o Messias é aquele que salvará o mundo; por isso devia salvar-se a ele mesmo! É a nossa lógica humana, é a lógica dos seus interlocutores. E é disso que ele morre: morre por não ter agido conforme à lógica de quem o provocava, às suas ideias sobre o Messias.

A Fé é uma criança nos braços do pai
A Fé provoca sempre a desarrumação dos nossos saberes e razões e mergulha-nos no silêncio. Os crentes não têm a cabeça cheia de ideias sobre Deus. Quanto mais se vive de Deus menos se sabe, ensinam os místicos. Mas a Fé não se fica apenas pela purificadora consciência do que nos distancia de Deus. A Fé é o impossível da presença tornado possível pelo próprio Deus. Ele toma a iniciativa do encontro e a Fé explica-se então como revelação, história comum, amizade partilhada. Por isso, sem a semântica da confiança ninguém consegue descrever a Fé.

É mais importante ir à igreja para adorar Deus do que para celebrar um rito, sublinha papa Francisco
«O templo é o lugar onde a comunidade vai rezar, louvar o Senhor, a dar graças, mas sobretudo a adorar: no templo adora-se o Senhor. E isto é o ponto mais importante», frisou o papa Francisco esta sexta-feira, no Vaticano. Esta prioridade vale também para as celebrações, apontou o papa na missa a que presidiu: «Nesta cerimónia litúrgica o que é o mais importante? Os cantos, os ritos – belos, tudo…? Mais importante é a adoração: toda a comunidade reunida olha o altar onde se celebra o sacrifício e adora». «Mas eu creio – humildemente o digo – que nós, cristãos, também tenhamos perdido um pouco o sentido da adoração, e pensamos: vamos ao templo, juntemo-nos como irmãos – é bom, é belo – mas o centro é onde está Deus. E nós adoramos Deus», sublinhou. A seguir, Francisco perguntou: «Os nossos templos são lugares de adoração, favorecem a adoração? As nossas celebrações favorecem a adoração?»

“Histórias que contamos”: Desvendar o passado para redescobrir o presente | VÍDEO + IMAGENS |
Todas as famílias têm a sua história, e é pelo mais genuíno desejo de preservação de si mesmas, do seu património imaterial, que os mais velhos partilham partes de si com os mais novos, confiando-lhes a missão de desafiar as leis do tempo, sedimentando uma identidade coletiva que os manterá solidamente unidos para sempre, e para sempre inscritos no relato da humanidade. “Histórias que contamos” é um documentário e um legado que inscreve na história do cinema e da humanidade a demanda duma mulher do nosso tempo em busca da sua mãe, feita de lugares, testemunhos e memórias plurais, passados mais ou menos remotos evocados de modo próprio que, entretecido em registos diversos, a conduz, e a nós, por caminhos imprevistos: as revelações sucedem-se e comportam verdades dolorosas sobre a identidade de Sarah Polley, a realizadora.

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