É novo » 22.11.2013

O que há de comum entre uma cidade laica e uma cidade sagrada?
O Átrio dos Gentios, diferentemente do palácio do poder político e do templo religioso, «não tem filtros de ingresso, portões bloqueados» ou «cúpulas», mas «distende-se, livre, debaixo do céu, deixando que as palavras de cruzem, os ventos soprem e, junto ao crente, se encontre também quem é sem nenhum Deus. Todavia, ambos são pessoas que se colocam questões sobre o sentido das suas vidas: cada um procura um guia moral, interroga-se sobre o universo que o rodeia, confia-se à ciência e à técnica, ama a arte, empenha-se politicamente ou cai na indiferença.» No fim do próximo Átrio dos Gentios, numa surpreendente coreografia, todos, crentes e não crentes, alinhar-se-ão numa dúplice «procissão discursiva» entre as esculturas de um museu, não para «entoar um hino comum, mas para representar de modo visível o significado profundo do diá-lógos, ou seja, do cruzamento – dià – entre dois lógoi, “discursos” com uma identidade, dignidade e profundidade, mas capazes de se enriquecer reciprocamente».

Doze minutos de oração com o papa Francisco | VÍDEO |
Diante das «dificuldades e surpresas do projeto de Deus, a esperança da Virgem nunca vacila», o que diz aos cristãos «que a esperança alimenta-se de escuta e de paciência», frisou Francisco durante a meditação que antecedeu a oração em silêncio. O papa Francisco deslocou-se esta quinta-feira a um mosteiro feminino de clausura, em Roma, para a oração de Vésperas, que na liturgia católica é rezada ao cair da tarde, e permanecer em oração contemplativa junto de Cristo, presente no Santíssimo Sacramento. O vídeo que apresentamos é um resumo da passagem do papa pelo mosteiro de Santo Antão: começa com o canto de uma passagem bíblica, prossegue com a contemplação do Santíssimo Sacramento, em silêncio, e termina com um cântico. A proposta que deixamos é rezar 12 minutos com Francisco…

Universidade Católica evoca poeta Guilherme de Faria
A Cátedra Poesia e Transcendência e o Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa (Porto) vão evocar a 4 de janeiro a memória do poeta Guilherme de Faria, no 85.º aniversário da sua morte. Durante o encontro será apresentado o livro “Os versos de luz por escrever. Vida e obra de Guilherme de Faria”, de José Rui Teixeira, que desde 2006 recupera documentos do espólio do poeta, reedita a sua poesia e organiza e participa em iniciativas académicas. Publicou sete livros de poesia: “Poemas” e “Mais Poemas”, “Sombra”, “Saudade Minha”, “Destino” e “Manhã de Nevoeiro”, e, editado postumamente, “Desencanto”. Também póstuma, mas organizada de acordo com as suas indicações, foi a edição da antologia “Saudade Minha (poesias escolhidas)”, reeditada em 2007. Publicou ainda “Oração a Santo António de Lisboa” e organizou uma “Antologia de Poesias Religiosas”.

A ciência deve ser para todos, ricos e pobres, diz diretor do Observatório do Vaticano
«Todos os povos, todas as nações, mesmo as mais pobres, deveriam ter acesso à pesquisa científica», considera o padre argentino José Gabriel Funes, responsável pelo Observatório Astronómico da Santa Sé. «A minha convicção é que existe uma cultura científica positiva a que todos deveriam poder aceder através dos estudos escolares. A ciência ajuda a ter espírito crítico e a raciocinar de modo ordenado. A ciência ajuda a trabalhar em equipa, ensina a programar o trabalho, a empenhar-se com paciência para obter resultados. Todos estes são valores essenciais à convivência e ao crescimento humano, que devem ser difundidos e alcançáveis por todos. É um desafio, mas também uma questão de justiça. Antes mesmo que para o campo da pesquisa científica, a difusão a todos os povos do conhecimento humano é uma questão de justiça.»

O Concílio Vaticano II e a caixa que mudou o mundo
«Quando um católico conhecido, seja clérigo ou leigo, fala na Televisão ou na Rádio, é imediatamente considerado, pela opinião pública, como intérprete dos pontos de vista da Igreja. Portanto, ele deve estar ciente desta situação e procurar por todos os meios ao seu alcance evitar qualquer equívoco possível.» «É evidente que a apresentação dos programas religiosos tem que se configurar com as características próprias do meio usado: a “linguagem” na rádio ou na televisão não pode ser um decalque da “linguagem” dos púlpitos. Seria também lamentável, se o nível dos programas de índole religiosa fosse inferior ao dos restantes programas.» «É útil que pais e educadores estejam ao corrente dos programas televisivos, filmes e publicações que mais entusiasmam os jovens, para os poderem discutir com eles, de modo a ir estimulando o seu juízo crítico.» No Dia Mundial da Televisão, 21 de novembro, recordamos algumas das diretrizes sobre «a caixa que mudou o mundo» aprovadas no Concílio Vaticano II e na sua sequência.

Papa Francisco reza pelas Filipinas a «oração do porquê»
O papa reuniu-se esta quinta-feira, no Vaticano, com membros da comunidade filipina, com quem rezou pelas vítimas do furacão Haiyan, que no dia 8 de novembro causou mais de quatro mil mortos, 18 mil feridos e 1600 desaparecidos, além de arrasar milhares de habitações. «Nestes dias, também eu tenho estado muito próximo do vosso povo. E senti que a provação era forte, demasiado forte. Mas também senti que o povo era forte», frisou depois de ouvir a intervenção do cardeal filipino Luis Antonio Tagle. «Nestes momentos de tanto sofrimento, não cesseis de dizer: “Porquê?”. Como as crianças… E assim atraís os olhos do nosso Pai sobre o vosso povo; atraís a ternura do papá do céu sobre vós. Como faz a criança quando pergunta: “Porquê? Porquê?”».

— Agenda para hoje —

D. Manuel Clemente, Garrett McNamara, Tiago Bettencourt e Miguel Poiares Maduro estão no Meeting de Lisboa 2013
O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, o surfista da «maior onda do mundo», Garrett McNamara, o músico Tiago Bettencourt e o ministro Miguel Poiares Maduro, são alguns dos intervenientes no 2.º Meeting de Lisboa. A iniciativa, organizada pelo movimento católico Comunhão e Libertação, realiza-se de 22 a 24 de novembro na arena do Campo Pequeno, com entrada livre e gratuita, sendo dedicada ao tema “Sejam realistas peçam o impossível”. O evento, que compreende exposições, concertos, conferências e encontros, além de bancas de livros e produtos artesanais, visa «criar espaços de diálogo entre pessoas de culturas, tradições e credos diferentes».

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