É novo » 21.11.2013

Arte e espiritualidade: Escolhas culturais do patriarca de Lisboa
Rublev, Nuno Gonçalves, Pärt, Messien, Bruckner e Bach são algumas das escolhas artísticas do patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, para quem a tradição cristã apela constantemente a atitudes de «cesura», que rompem com a normalidade. «O tempo de hoje não é o tempo de antes. Antes havia a Europa e a sua projeção lá fora. Agora estamos pela primeira vez a mudar à escala planetária. Estamos a criar uma civilização mundial e a respetiva cultura», afirma o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. E sobre o génio artístico português, diz: «Não o Manuelino, mas o Maneirinho. Todos os estilos, quando chegam aqui ficam mais maneirinhos. Há outra proporção que tem a ver com a orografia, colinas e vales, uma escala mais aconchegada. Temos dificuldade em aceitar Mafra como nossa. As naves dos Jerónimos não são esmagadoras. Os nossos místicos não podem falar mas escrevem que se fartam».

“Esperar Jesus com Maria” leva espiritualidade do Advento às crianças e ajuda Cáritas Portuguesa | IMAGENS |
«A palavra “Advento” vem do latim (língua que deu origem ao português) e significa “Vinda”. Este tempo que agora se inicia é, pois, aquele que está centrado na vinda do Salvador, Jesus, o Filho de Deus e de Maria. Durante estas semanas que antecedem o Natal, vamos preparando o nosso coração para a visita daquele que é o Príncipe da Paz e quer morar connosco para sempre! Cada família faz os seus preparativos para acolher o melhor possível um novo bebé. Assim, também tu podes agora preparar-te para a chegada do Bebé que veio para, com o Seu Amor, mudar a nossa forma de viver.» Estes são os primeiros parágrafos de uma obra que pretende «proporcionar à criança alguns momentos de reflexão» sobre o Advento. Este calendário com imagens, textos e propostas de atividades junta-se à operação “10 Milhões de Estrelas – Um gesto pela Paz”, da Cáritas Portuguesa. Veja algumas páginas.

Antoine Sibertin-Blanc fez do órgão uma oração
Foi o organista titular da catedral de Lisboa durante quase meio século. Antoine Sibertin-Blanc, que morreu há um ano, a 17 de novembro, fez do órgão uma oração, afirma o atual pároco da Sé, cónego Luís Manuel Pereira da Silva: «Era um homem muito humilde, discretíssimo. Muito preocupado em realçar os aspetos positivos das pessoas, das situações, das execuções, sempre com uma palavra acalentadora para todos. Nunca reivindicou grande protagonismo ou atos de reconhecimento da sua competência. Havia uma dimensão que eu apreciava muito na sua execução: a espiritualidade. O professor via as peças antes, metia-se dentro delas, fazia-as suas e interiorizava-as, e isso refletia-se nas suas improvisações a iniciar ou a concluir as peças. Era um homem que, de certa forma, rezava no órgão, e com o órgão, a liturgia, os textos e a música. Isto conferia à celebração e ao seu trabalho uma enorme grandeza.»

Universidade Católica produz documentário sobre ação do padre Telmo Ferraz na Casa do Gaiato
O documentário “Telmo Ferraz: Mibangas e Frutos”, sobre a ação do sacerdote da diocese de Bragança-Miranda ao serviço da Casa do Gaiato, vai ser apresentado a 12 de dezembro, no Porto. “Mibangas (sulcos em que se lançam as sementes) e frutos” «revisita a profunda e inesquecível ação de Telmo Ferraz aquando da construção da barragem de Picote, junto dos trabalhadores mais desfavorecidos e doentes (silicóticos)». O documentário evoca ainda o trabalho pastoral do sacerdote em Angola, «na construção de uma aldeia de leprosos, e na sua condição de Padre da Rua, de modo particular na génese e desenvolvimento Casa do Gaiato de Malanje».

Papa Francisco recebeu escultura de Jesus sem-abrigo
O papa Francisco recebeu esta quarta-feira, no Vaticano, uma escultura de Jesus representado como um sem-abrigo a dormir num banco de jardim. A peça de bronze, cujo original, em tamanho real, foi instalado em Toronto, é assinada pelo escultor canadiano Timothy Schmalz, que há mais de duas décadas trabalha sobre temas cristãos. A escultura inspira-se num encontro que o artista teve com uma pessoa sem-abrigo nas ruas de Toronto, experiência que ofereceu a Schmalz uma nova aproximação artística à dimensão da compaixão pelos mais necessitados, apontada no capítulo 25 do evangelho segundo S. Mateus. Para o escultor, os Evangelhos e o cristianismo proporcionam «infinitas possibilidades criativas»

O papa também é pecador e confessa-se a cada quinze dias, diz Francisco
«Também o papa se confessa todos os quinze dias, porque o papa também é um pecador», afirmou Francisco esta quarta-feira, durante a catequese que pronunciou na audiência geral semanal, dedicada ao sacramento da Reconciliação. Depois de sublinhar que tanto padres como bispos «devem confessar-se», o papa disse, levantando os olhos do papel com o discurso: «O confessor ouve as coisas que lhe digo, aconselha-me e perdoa-me, porque todos temos necessidade deste perdão». «O serviço que o sacerdote presta, da parte de Deus, no sacramento da confissão é um serviço muito delicado, que exige que o seu coração esteja em paz, (…) que não maltrate os fiéis mas que seja amigo fiel e misericordioso, que saiba semear esperança nos corações, e sobretudo esteja consciente de que o irmão e a irmã procuram o perdão e fá-lo como as muitas pessoas que se aproximavam de Jesus para que as curasse.» Por isso, vincou, o sacerdote que não tenha «esta disposição de espírito», é melhor que «não administre o sacramento», porque os fiéis «têm o direito de encontrar nos sacerdotes os servidores do perdão de Deus».

— Agenda para hoje —

Universidade Católica associa-se ao Dia Mundial da Filosofia e evoca centenários de Kierkegaard, Camus e Ricoeur
A Universidade Católica Portuguesa associa-se ao próximo Dia Mundial da Filosofia, 21 de novembro, com a evocação do centenário do nascimento dos pensadores Soren Kierkegaard, Albert Camus e Paul Ricoeur. As conferências são as seguintes: “Kierkegaard e as figuras do Mestre”, “Camus e o dilema de Jonas: solitário ou solidário?”, “Ricoeur: o homem e a obra” e “Paul Ricoeur, intérprete dos direitos humanos”. O Dia Mundial da Filosofia foi criado em 2002 pela ONU para encorajar os povos a partilhar a sua herança filosófica e a abrir-se a novas ideias, bem como a inspirar o debate público entre pensadores e a sociedade civil no que respeita aos desafios que atravessam a sociedade.

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