É novo » 12.11.2013

Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura: Seria importante que a Igreja pudesse ter um diálogo com as culturas contemporâneas
«Salvaguardar o património móvel e imóvel, tangível e intangível, contribuir para o desenvolvimento das artes contemporâneas, estabelecer conexões entre cultura e educação e procurar tornar a cultura um veículo de cidadania, coesão, qualidade de vida para todos, independentemente de classe social, condição económica, etnia ou localização no território» constituem as prioridades governativas do secretário de Estado da Cultura. Em entrevista ao “Observatório da Cultura”, Jorge Barreto Xavier declara que «a Igreja é um dos atores sociais de maior importância em toda a história portuguesa». «Considero que seria importante a Igreja, para lá de salvaguardar o património que detém, na medida das suas possibilidades, pudesse ter um diálogo aberto e profícuo com a (s) cultura (s) contemporânea (s)», sublinha.

A verdade da fé é inegociável, mas o diálogo sem medo é necessário e inteligente
Dialogar, diz o Papa Francisco, é encontrar-nos para instaurar no mundo a cultura do encontro. Aqui está um desafio enorme no tratamento adequado das verdades intocáveis da fé cristã católica. Uma intocabilidade que não pode render dogmatismos e intolerâncias, a incapacidade para o diálogo, sobretudo, com aqueles que pensam diferentemente. Não se trata de ser porta-voz de um pensamento e de argumentações conceituais na contramão das verdades da fé. Contudo, é preciso evitar o risco de um tratamento conceitual tão rígido destas verdades que impossibilite os intercâmbios de argumentação com quem pensa diferente. A necessidade da superação da incomunicabilidade que se instalou entre a Igreja e a cultura de inspiração cristã, de um lado, e do outro a cultura moderna, frisa o Papa Francisco, estabelece como tarefa missionária o diálogo aberto.

Leitura: “Filhos… de quem? O futuro que nos espera”
«Recolhendo o fruto de catequeses e experiências pastorais com noivos e famílias, o autor traça um itinerário de formação modelado precisamente sobre o Pai Nosso. Repassando estas páginas, vemos entrelaçar-se doutrina e experiência, Palavra de Deus e pesquisa humana, doutrina perene da Igreja (nomeadamente o magistério dos últimos Papas depois do Concílio Vaticano II, e de forma muito especial João Paulo II e Bento XVI) e resultados da ciência que investiga os segredos do íntimo humano. Cada petição do Pai Nosso constitui um maior aprofundamento da descoberta de si mesmo – o conhecimento do “eu” –, à procura da verdade do bem. Trata-se de um caminho útil para todos, mas especialmente recomendado às famílias, células vitais da sociedade e que formam o articulado corpo místico da Igreja. Um itinerário formativo, sim; mas também uma verdadeira proposta de santidade para todos. Aquele que porventura se declare não-crente ou se considere alheio à prática da fé, sentir-se-á contemplado também no projeto de vida que este livro apresenta. Na verdade, redescobrir as raízes cristãs da nossa sociedade é útil para quantos fazem parte de um mundo que foi moldado ao longo de dois milénios pelo rico património cultural e espiritual do Evangelho.» Leia o prefácio.

Debate sobre “diálogo e democracia” no 50.º aniversário da “Pacem in terris” reúne personalidades da política, teologia, cultura e pensamento
Personalidades da política, teologia, ação social, cultura e do pensamento português vão reunir-se a 23 de novembro, em Lisboa, para debaterem “diálogo e democracia”, na sequência do cinquentenário da encíclica “Pacem in terris”, que se assinala em 2013. Entre os conferencistas incluem-se D. Manuel Clemente, D. Jorge Ortiga, Alfredo Bruto da Costa, Eduardo Lourenço, Viriato Soromenho Marques, Lídia Jorge e José Pacheco Pereira. “Democracia e valores na construção europeia” e “Para a reabilitação da política em Portugal” são dois dos temas em análise. O documento “Paz na terra”, assinado pelo papa João XXIII a 11 de abril de 1963, salientava o dever de os cristãos «participarem ativamente da vida pública e de contribuírem para a obtenção do bem comum de todo o género humano e da própria comunidade política». Conheça o programa.

Universidade Católica associa-se ao Dia Mundial da Filosofia e evoca centenários de Kierkegaard, Camus e Ricoeur
A Universidade Católica Portuguesa associa-se ao próximo Dia Mundial da Filosofia, 21 de novembro, com a evocação do centenário do nascimento dos pensadores Soren Kierkegaard, Albert Camus e Paul Ricoeur. As conferências são as seguintes: “Kierkegaard e as figuras do Mestre”, “Camus e o dilema de Jonas: solitário ou solidário?”, “Ricoeur: o homem e a obra” e “Paul Ricoeur, intérprete dos direitos humanos”. O Dia Mundial da Filosofia foi criado em 2002 pela ONU para encorajar os povos a partilhar a sua herança filosófica e a abrir-se a novas ideias, bem como a inspirar o debate público entre pensadores e a sociedade civil no que respeita aos desafios que atravessam a sociedade.

Papa Francisco critica «vida dupla» de quem dá dinheiro à Igreja mas «rouba» o Estado e os pobres
O papa Francisco criticou esta segunda-feira, no Vaticano, a «vida dupla» de quem dá dinheiro à Igreja mas retrai-se na partilha com os pobres e falta à verdade nos impostos a pagar ao Estado. «A vida dupla de um cristão faz tanto mal, tanto mal. “Mas eu sou benfeitor da Igreja! Meto a mão ao bolso e dou à Igreja.” Mas com a outra mão, rouba: ao Estado, aos pobres… rouba. É um injusto. Esta é a vida dupla», vincou Francisco na homilia da missa a que presidiu.

Rádio Vaticano acolhe apresentação da tradução italiana de “Nenhum caminho será longo”, de José Tolentino Mendonça
A Rádio Vaticano acolhe esta terça-feira, 12 de novembro, o lançamento da tradução italiana do livro “Nenhum caminho será longo”, do P. José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O lançamento de “Nessun cammino sarà lungo – Per una teologia dell’Amicizia”, marcada para as 16h30, será feita pelo padre italiano Antonio Spadaro, diretor da revista “Civiltà Cattolica”, publicada pelos Jesuítas transalpinos. A sessão, igualmente anunciada pela Embaixada de Portugal em Roma, conta com a presença autor e é moderada pela jornalista Laura De Luca, da Rádio Vaticano.

“Desligados”: A internet leva-nos aonde queremos… e aonde não queremos | VÍDEO + IMAGENS |
Não se tratando da visão apocalíptica de um mundo condenado à desumanização pela internet e redes sociais, pese embora a ausência de benefícios da proximidade virtual entre os casos escolhidos, “Desligados” coloca-nos perante questões atuais incontornáveis. O filme suscita uma reflexão pertinente e profunda de natureza ética, psicológica, sociológica, sobre os riscos da subjugação do humano ao tecnológico, a entrega ao virtual em desprimor do interpessoal e a tentação do alheamento do que é física e afetivamente mais próximo em favor de uma intimidade fictícia. A dualidade de identidades provocada pela confusão entre o que se é, se expõe e conhece “on” e “offline”, de tal forma que real e fictício se emaranham, perdendo-se “quem se é”; a fuga ilusória de uma solidão para outra; e o descontrolo do domínio privado, que resvala para o público e é sempre controlado e explorado por um “alguém” com intuito não propriamente beneficente, demasiado vasto e incógnito, constituem também problemas colocados por “Desligados”.

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