É novo » 10.11.2013

Pré-publicação: “A lista de Bergoglio”
Eu tinha as horas contadas. Estava desesperado.» O guarda do edifício avisara-o: «Te matarán» (Vão matar-te). Mas, para não acabar assassinado, só lhe restava uma via, percorrer um caminho que, para alguém como ele, estava cheia de armadilhas: pedir ajuda aos padres. Ajudar dissidentes a fugir era não somente uma operação cheia de riscos, mas também a possibilidade concreta de acabar diretamente nas garras dos açougueiros. Por isso e para isso, o padre Jorge construiu uma rede de apoio no Brasil, de maneira a favorecer o sucesso das fugas. Na verdade, nenhum dos membros do «sistema Bergoglio» sabia que fazia parte dele. Cada um fazia um único favor concreto ao provincial argentino: um providenciava uma cama para uma noite, outro um transporte de carro, outro metia uma «cunha» aos funcionários consulares europeus, outro tratava dos bilhetes de avião. O livro “A lista de Bergoglio – Os que foram salvos por Francisco durante a ditadura”, resulta da investigação de Nello Scavo, e conta com prefácio do argentino Adolfo Pérez Esquivel, prémio Nobel da Paz.

Os pobres e os doentes são uma «riqueza para a Igreja», lembra papa Francisco
«Os pobres, também os pobres de saúde, são uma riqueza para a Igreja», afirmou este sábado o papa no Vaticano, numa audiência a milhares de membros da Unitalsi (União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e Santuários Internacionais). «A vossa presença, silenciosa mas mais eloquente do que tantas palavras, a vossa oração, a oferta quotidiana dos vossos sofrimentos em união com os de Jesus crucificado para a salvação do mundo, a aceitação paciente e também jubilosa da vossa condição, são um recurso espiritual, um património para cada comunidade cristã. Não vos envergonheis de ser um tesouro precioso da Igreja», declarou. O papa saudou, uma a uma, as centenas de pessoas doentes ou com deficiência presentes na sessão, abraçando-as, acariciando-as, colocando a mão sobre as suas cabeças e abençoando-a. Para Francisco, «o contexto cultural e social de hoje está bastante inclinado a esconder a fragilidade física, a considerá-la apenas como um problema, que pede resignação e pietismo, ou, por vezes, rejeição das pessoas».

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