É novo » 5.11.2013

Leitura: “Porque devemos chamar-nos cristãos”
Hoje, no plano político, os liberais triunfaram em quase tudo. O Ocidente tem constituições liberais, instituições liberais, economias liberais e sistemas de educação liberais. Encontramo-nos, no entanto, tão longe do «fim da história», que a mesma brecha entre liberalismo e Cristianismo que abalou a nossa civilização em gerações passadas apresenta-se-nos agora sob uma nova forma. Não sob formas violentas como as do nazismo ou do comunismo, mas sob a forma do laicismo liberal. Para o destino da Europa e do Ocidente, esta ideologia, longe de ser menos perigosa, é bem mais insidiosa. Ela apresenta-se, não com o rosto brutal da violência, mas com o sorriso sedutor da cultura. Através das suas palavras, o laicismo liberal prega a liberdade, a tolerância e a democracia; naquilo que faz, porém, ataca precisamente aquela religião cristã que impede que a liberdade degenere em libertinagem, a tolerância em indiferença, a democracia em anarquia.

E agora, onde vamos? | ÁUDIO |
Há sem dúvida neste filme uma economia pascal, de corpos trans-figurados, “de quem ama o infinito” (F. Pessoa). De mulheres que vivem apaixonadas pela beleza dos gestos, que geram vida amando, não obstante a “absoluta opacidade da morte” (Vergílio Ferreira). Mulheres que rezam, trabalham, protegem, acarinham e dignificam a vida comunitária, tantas vezes obscurecido pelo exercício ministerial patriarcal absoluto. É nelas que reside a condição de possibilidade da convivência pacífica ou a luta fratricida entre humanos por causa das diferenças religiosas. A figuração simbólica exerce aqui uma presença de primeira linha. Essa figuração permite estabelecer a reconciliação comunitária ou a vingança expiatória mas sem redenção. Figuras simbólicas cuja função será de pacificar os corações exaltados dos homens.

Curso de espiritualidade cristã regressa à Faculdade de Teologia
A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa) anunciou a realização do 6.º Curso de Espiritualidade Cristã, que será lecionado de fevereiro a dezembro, nas manhãs de sábado. Cada cristão é chamado a «robustecer o “poço da interioridade”, tanto vivencial como intelectualmente», cultivando «a experiência da relação com Deus – frescura espiritual – e, ao mesmo tempo, refletir sobre essa experiência – aprofundamento intelectual». O curso compõe-se de dois semestres, separados pelas férias de verão: no primeiro, após uma introdução à espiritualidade cristã, visitam-se as grandes correntes com que esta enriqueceu a vida da Igreja ao longo da sua história, enquanto que no segundo «abordam-se diversas matérias dessa espiritualidade». Conheça o programa.

Duarte Belo e José Tolentino Mendonça revelam “Os rostos de Jesus” | IMAGENS |
«O que é um rosto? As aproximações ao rosto de Jesus são necessariamente plurais. Não é por acaso que em vez de oficializar um Evangelho, o cristianismo primitivo optasse por pôr quatro narrativas no cânone: não é a monodia que nos permite captar Jesus, mas a polifonia, com as suas variantes, os seus contrastes, os seus silêncios e singularidades. Do mesmo modo, isso é-nos dito pela apaixonante massa de estudos que a contemporaneidade tem produzido sobre o Jesus histórico. O que é o seu rosto? O rosto de um simples judeu? De um judeu marginal? De um profeta escatológico? De um revolucionário social? De um sábio itinerante, igual a tantos outros que o mundo greco-romano conheceu? De um homem santo? De um camponês do Mediterrâneo?» “Os Rostos de Jesus – Uma Revelação” é uma viagem fotográfica de Duarte Belo pelas representações de Jesus crucificado que se podem contemplar no alto dos cruzeiros de pedra existentes sobretudo no Norte de Portugal.

 

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