É novo » 4.11.2013

Pré-publicação: “O coração da Igreja tem de bater – Um biblista confessa-se”
O novo livro “O coração da Igreja tem de bater – Um biblista confessa-se” reúne uma entrevista do padre José Carreira das Neves e um «dicionário bíblico em 10 temas», com textos inéditos do professor jubilado da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. No volume «conjugam-se duas fortes vertentes da personalidade do autor. Na primeira parte, a de enfoque pessoal, identitário, de que o leitor beneficiará através da arte de fazer conversa do jornalista António Marujo, também ele nome maior do jornalismo português e duplamente galardoado com o prémio Templeton, que o entrevistou. Segue-se um pequeno espólio fotográfico», lê-se na nota de apresentação. A segunda secção «apresenta um conjunto precioso de textos inéditos do padre e biblista Carreira das Neves, naquilo que constitui uma espécie de dicionário bíblico do seu pensamento, a partir de dez diferentes temas». Do volume, que vai ser lançado a 11 de novembro, adiantamos alguns excertos.

D. Manuel Clemente e Jorge Sampaio apresentam “Interações do Estado e das Igrejas”
O patriarca de Lisboa e historiador D. Manuel Clemente e o ex-presidente da República Jorge Sampaio apresentam a 19 de novembro, em Lisboa, o livro “Interações do Estado e das Igrejas”, editado pela Imprensa de Ciências Sociais. A obra organizada pelos historiadores António Matos Ferreira, diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, e Luís Salgado de Matos, da mesma instituição, reúne cinco estudos sobre instituições e personalidades (cardeais Cerejeira e António Ribeiro) que concretizam essas interações.

Zaqueu: Bem-aventurados os distantes
Bem-aventurados sois vós os que estais nas franjas, pois ficareis no centro, no coração! – Nisso se poderia perfeitamente resumir o grosso de tudo o que Jesus disse e fez. Jesus ignorou completamente grande parte daquilo que era considerado pelas outras pessoas o centro inamovível – isso revela-se de modo particular na sua atitude frente às provisões rituais da Lei. Além disso, colocou no centro apenas um valor, um valor que era absoluto para Ele: o amor, convidando todos os que se encontravam «nas franjas» a este novo centro. Os que estavam nas franjas encontram-se agora no centro, porque Jesus se sentou à mesa com eles e os fez entrar no seu coração. Mas o seu coração pode estar mais oculto do que se poderia pensar ao ver algumas pinturas piedosas. «Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração», diz Jesus. E não consiste o seu tesouro, precisamente, em todas aquelas pessoas situadas nas franjas – incluindo as que duvidam e as que procuram?

Universidade Católica reapresenta Cátedra Poesia e Transcendência Sophia de Mello Breyner Andresen
O Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa reapresenta a 6 de novembro, nas instalações da Foz, a Cátedra Poesia e Transcendência Sophia de Mello Breyner Andresen. A apresentação da cátedra realiza-se com a conferência “’O vaso que puseste à minha beira’ – Sobre o lugar de Deus na poesia contemporânea”, por José Rui Teixeira, docente da Universidade Católica e membro do Secretariado da Pastoral da Cultura da diocese do Porto.

Aprender a morrer
É tão estranho que entre a avalancha de saberes úteis e inúteis que acumula­mos uma vida inteira não esteja este: aprender a morrer. A contemporaneidade fez da morte o seu tabu, o mais temido e ocultado, e deixa-nos completamente impreparados para enfrentar a naturalidade com que a vida a abraça. A morte surge como uma interrupção, um interdito de linguagem mais inconveniente do que uma asneira, uma dor para viver às escondidas, uma intromissão com a qual em nenhum momento contámos. Sobre a morte não sabemos o que dizer, nem o que pensar. E isso constitui, de facto, uma falta enorme. Montaigne dizia que não morremos por estar doentes, morremos por estar vivos. Talvez seja por aí que devamos recomeçar, religando o que hoje parece tão inconciliável.

Enfrentar a verdade e abrir as portas à cura
Ao contrário de muitos de nós, Zaqueu sabia que tinha de mudar. Por isso, quando ouviu que Jesus ia passar pela cidade, abandonou toda a dignidade de homem conceituado e subiu a um sicómoro para se assegurar que veria este homem santo, que talvez lhe pudesse dizer como encontrar a alegria que faltava à sua vida. O resto é história. Jesus levantou a cabeça, olhou-o nos olhos e disse: “Deixa-me ficar hoje em tua casa”. Jesus ficou e a vida de Zaqueu mudou para sempre quando finalmente encontrou a alegria que há muito procurava.

Cinema: “Nunca desistas” | VÍDEO + IMAGENS |
“Nunca Desistas” é a terceira longa metragem de Daniel Barnz, e a terceira vez, depois “No País das Maravilhas” e “Beastly – O Feitiço do Amor”, que o realizador norte-americano exprime a sua preocupação com a questão da inclusão/exclusão numa sociedade que teima em promover padrões de normalidade próximos de uma perfeição superficial, utópica e desumanizadora. Aqui, numa história de luta por um sistema educativo mais justo que conta com mais um notável desempenho de Viola Davis (“As Serviçais” e “Dúvida”), Barnz foca com razoável interesse um caso que, embora baseado numa realidade circunscrita a um estado norte-americano (uma lei que permite aos encarregados de educação participação ativa e efetiva na gestão da escola), desperta interesse além fronteiras. É o caso de Portugal, onde a resposta à inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem, abrangendo um vastíssimo espectro de obstáculos ao sucesso escolar e pessoal dos alunos, está longe de encontrar resposta na escolaridade obrigatória.

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