É novo » 1.12.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Peregrinação de Advento: dia 1
«Uma viagem de mil km começa com um simples passo». Esta frase, atribuída ao filósofo chinês Lao-tzu, nascido 600 anos antes de Cristo, pode servir de encorajamento para começar este caminho do Advento. As viagens começam muitas vezes com incertezas. Tenho a certeza de que conheço o mapa para o meu destino? Esqueci-me de trazer alguma coisa de que vou precisar? Estou a sair demasiado cedo ou demasiado tarde? Há alguma coisa em sair de casa, fechar a porta e dar esses primeiros passos que tem o poder de dominar muitos dos medos. Agora estou pronto para enfrentar quem e o que me acontecer, dia a dia, sem gastar muito tempo a olhar para trás ou para a frente.

Faculdade de Teologia organiza colóquio internacional “Filosofia e Literatura: Palavra, Escuta e Silêncio”
O Centro de Estudos do Pensamento Português da Faculdade de Teologia da Universidade Católica (Porto) organiza a 5 e 6 de dezembro o colóquio internacional “Filosofia e Literatura: Palavra, Escuta e Silêncio”. «O que seria a palavra sem escuta e sem silêncio? O que seria a escuta sem palavra e sem silêncio? O que seria o silêncio sem palavra e sem escuta? Palavra, escuta e silêncio são conceitos que se exigem. Nenhum pode ser sem os outros», sublinha o texto de apresentação da iniciativa, realizada em parceria com o Gabinete de Filosofia Moderna e Contemporânea do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto. O programa analisa obras de autores como Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís, Dalila Pereira da Costa, Leonardo Coimbra, Teixeira de Pascoaes, António Ramos Rosa, Eugénio de Andrade, Daniel Faria, Novalis, Martin Heidegger, Roland Barthes, Jorge Luis Borges e Arthur Schopenhauer. Conheça o programa.

Papa Francisco confirma cardeal D. José Policarpo na Congregação para a Educação Católica
O papa Francisco confirmou este sábado o cardeal D. José Policarpo, patriarca emérito de Lisboa, como membro da Congregação para a Educação Católica, um dos dicastérios (departamentos) da Santa Sé. Segundo a Sala de Imprensa da Santa Sé, o papa também confirmou na função de prefeito daquele organismo o cardeal polaco Zenon Grocholewski, tendo nomeado 11 novos membros de quatro continentes, entre os quais o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de S. Paulo. Béchara Boutros Raï, patriarca de Antioquia dos Maronitas, John Njue, arcebispo de Nairobi, Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque, John Tong Hon, bispo de Hong Kong, Luis Tagle, arcebispo de Manila, Ricardo Andrello, arcebispo de Santiago do Chile, e Marek Jedraszewski, arcebispo de Lodz, são alguns dos novos membros.

Etty Hillesum morreu há 70 anos
Depois desta noite, houve um momento em que senti seriamente que, de futuro, seria pecado voltar alguma vez a rir. Mas lembrei-me então de que, não obstante, alguns haviam partido a rir, embora não muitos, apenas alguns, desta vez. E talvez haja também quem ria de vez em quando na Polónia, embora não venham a ser muitos deste transporte, creio eu. (…) Disse-vos já por diversas vezes que não existem palavras ou imagens adequadas para descrever noites como esta. Ainda assim, tenho de tentar registar alguma coisa. Aqui, temos sempre a sensação de sermos os ouvidos e os olhos de um pedaço de História judaica, havendo também a necessidade de, por vezes, sermos uma pequena voz. Temos de manter-nos ao corrente de tudo o que acontece nos quatro cantos deste mundo, cada um deve dar o seu contributo para o grande mosaico estar totalmente preenchido no fim da guerra.

Etty Hillesum: “Diário”
Um dos aspectos mais comoventes é perceber o lugar da Literatura na viagem imensa que Etty realiza. Ela começa por chamar-lhe «a minha segunda pátria». E é, a princípio, uma espécie de outra vida que a ocupa, uma terra prometida para a qual se inclina. O Diário está cheio de referências a essas horas de leitura compulsiva, mesmo antes do pequeno-almoço, horas de explicitado prazer: de Santo Agostinho a Hegel, aos seus amados russos (Dostoiévski, Tolstói, Lermontov, Puschkin…), que ela anota com profundidade, em quem está sempre a pensar e que sonha traduzir. Mas depois, quando parte para o Campo de Concentração tem apenas uma pequena mochila. Faz então as escolhas decisivas. Escreve: «Quero memorizar uma coisa para os meus momentos mais difíceis e também a quero ter sempre à mão: que Dostoievski passou quatro anos em desterro na Sibéria tendo a Bíblia por única leitura.» E leva consigo a Bíblia. Além desta, dois livros mais a acompanharão sempre, ambos de Rainer Maria Rilke: O Livro das Horas e Cartas a um Jovem Poeta.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Música: Temporada de Música em São Roque
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Lisboa
Música: Concerto de Advento
Capela Nova
Obras de Zoltán Kodály (Veni, veni Emmanuel), Joseph Rheinberger (Neun Advent-‐Motetten op. 176), Filipe de Magalhães (Missa de B. Virgine Maria), James MacMillan (St Patrick’s Magnificat)
Museu Gulbenkian
12h00
Entrada livre

Estoril, Cascais
Música: Concerto de Natal
Le Roi David – Arthur Honegger (1892-1955): Coro Sinfónico da ESML; Orquestra Sinfónica da ESML; Elvire de Paiva e Pona, soprano; Rita Tavares, alto; Carlos Monteiro, tenor
Lauda Per La Natività Del Signore – Ottorino Respighi (1879-1936): Coro de Câmara da ESML; Ensemble de Madeiras da ESML; Carla Simões, soprano; Margarida Pinheiro, soprano; Carlos Monteiro; tenor
Luísa Cruz, narração; Paulo Lourenço, direção
Igreja da Senhora da Boa Nova
16h00
Entrada livre

Mafra
Música: Concerto de órgão
Basílica
16h00

Lisboa
Música: Concerto
Coral Contraponto Lusitano
Basílica dos Mártires
16h00

Évora
Música: Concerto de órgão
José Luís Uriol

16h30
Entrada livre

Lisboa
Visita guiada: O Calendário Litúrgico em S. Roque – Introdução
Igreja de S. Roque
16h30
Entrada gratuita, sujeita a inscrição prévia (máximo de 30 pessoas) pelos telefones 213 235 824 / 233 / 065 / 444

Porto
Música: Concerto de Frei Hermano da Câmara
Coliseu
18h00

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É novo » 30.11.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Entre o drama da guerra e a profecia da paz: Comentário às leituras do I Domingo do Advento
Estará a Igreja ao lado do seu século? Ao mesmo tempo que nos embala em ilusões ao proclamar profecias de felicidade, pessoas sem-abrigo morrem de frio, a América Central conta os seus mortos, os africanos agridem-se entre si e na Ásia os cristãos são ameaçados de morte. Se lermos com profundidade a mensagem que a Igreja nos dá a viver, rapidamente ficaríamos convencidos de que ela não está a sonhar ao fazer-nos ouvir Isaías. De facto, também há lugares e homens que forjam charruas com as espadas, onde o lobo vive em paz com o cordeiro, onde os olhos se abrem à luz. «Vinde, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos e nós andaremos pelas suas veredas». Subamos para Deus, na esperança de dias novos.

Subversivo há 2013 anos | IMAGENS |
Para o texto de abertura de “Os rostos de Jesus”, Duarte Belo convidou José Tolentino Mendonça, poeta, padre e teólogo, deixando-o livre para o registo que preferisse. Tolentino escreveu sobre os vários rostos de Jesus que emergem das interpretações contemporâneas. É uma súmula surpreendente para uma não-crente como eu: na intersecção de todas as leituras, vejo sobretudo um enigma subversivo. O que me fica deste elenco de hipóteses é a figura de um inconformista, claramente um não-conservador, abrindo-se a todos sem exclusão, alguém que busca a mudança de forma mais ou menos radical, entregando para isso a vida. Como a partir desta figura se construíram e constroem até hoje, no amplo interior do cristianismo, estruturas tão conservadoras, repressivas e excludentes é um mistério exclusivamente humano. Jesus, em qualquer das hipóteses enunciadas por Tolentino, parece-me aquele que não baixa a cabeça. O seu lugar é o contrapoder, aspiração permanente à liberdade. Teologia da Libertação é quase uma redundância: como é que a teologia pode não ser de libertação?

Calendário de Advento | IMAGENS SLIDE SHOW |
Uma imagem e algumas palavras para acompanhar o Advento, dia a dia, e preparar o Natal.

Papa critica «pensamento uniforme» e aponta racionalidade alternativa que una inteligência e transcendência
O papa Francisco manifestou-se esta sexta-feira no Vaticano contra o «pensamento uniforme, o pensamento igual, o pensamento débil [e] um pensamento difuso» que não é orientado pelos critérios de Deus. «O espírito do mundo trata-nos como se não tivéssemos a capacidade de pensar por nós próprios; trata-nos como pessoas não livres», disse na homilia da missa a que presidiu. Só com a ajuda divina é possível «compreender os sinais dos tempos»: «O Espírito Santo dá-nos este presente, um dom: a inteligência para compreender, e não para que outros me digam o que se passa».

“Redemption” e “Terra de ninguém”: O olhar de dois realizadores portugueses para a redenção e a autoconsciência | VÍDEO |
“Redemption”, curta metragem de Miguel Gomes, um dos mais aclamados realizadores portugueses da atualidade, estreia esta semana em complemento de “Terra de Ninguém”, longa metragem de Salomé Lamas. Duas obras nacionais que comportam profundas reflexões sobre a nossa identidade, nacional e europeia, com Miguel Gomes a pegar em pessoas reais e a transformá-las em personagens ficcionadas, com grandes interrogações para o nosso tempo. “Terra de Ninguém” é uma história de vida e de morte, uma perpassando a outra, narrada e construída ao longo de quase 80 minutos, em camadas que sobrepõem (e de onde às vezes caem) afirmações, interrogações, dúvidas, contradições. Será por aqui que, com tudo de diferente uma da outra, duas obras de dois realizadores nacionais que escrevem o nosso tempo se encontram: na possibilidade de redenção humana, na consciência de si e da sua história.

— Agenda para hoje —

Alfragide, Amadora
Espiritualidade: Esperança cristã e sentido da vida humana
Armindo Vaz
Seminário Nossa Senhora de Fátima
10h00
Para saber mais: Fundação Betânia

Lisboa
Música: Concerto de Advento
Capela Nova
Obras de Zoltán Kodály (Veni, veni Emmanuel), Joseph Rheinberger (Neun Advent-‐Motetten op. 176), Filipe de Magalhães (Missa de B. Virgine Maria), James MacMillan (St
Patrick’s Magnificat)
Palácio Nacional da Ajuda
15h00
Entrada livre

Vila Franca de Xira
Colóquio: Solidariedade Social – Um percurso de vida
Iniciativa no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do P. Vasco Moniz
Catalina Pestana, Armando Leandro, Carlos Chaparro, Maria da Luz Rosinha
Museu do Neo-Realismo (auditório)
16h00
Entrada livre

Lisboa
Música: Concerto de piano
Teresa Pereira
Igreja de S. João de Deus (auditório)
17h00
As receitas dos bilhetes revertem para obras sociais da paróquia

Faro
Música: Concerto de órgão
Nuno Alexandrino, Paulo Margaça (trompete)
Igreja do Carmo
21h00

Porto
Música: Adveniat  
Primeira audição mundial da obra “Adveniat” para órgão solo, do compositor Fernando Valente
A obra desenvolve-se em três partes: o apelo à vinda da Sabedoria, que ensina o “caminho da prudência” (Adveniat ad docendum); o apelo à vinda da Luz que ilumina a humanidade nos seus caminhos, apresentado como meditação contemplativa e esperançada (Adveniat Lux); a afirmação de uma certeza, com um hino ao Criador e Redentor (Creator alme siderum).
Filipe Veríssimo, órgão; Hélder Fernandes, trompete
Igreja da Lapa
21h30

Aveiro
Música: Ciclo inaugural do novo órgão de tubos da sé
Maria Ana Fleming, soprano; António Duarte, organista
Obras de Felix Mendelssohn, Bernardo Pasquini, Josef Rheinberger, Joseph Jongen, Johann Sebastian Bach e Franz Joseph Hayd

21h30
Entrada gratuita

Vila Viçosa
Música: Concerto de órgão e canto
Rafael Reis, Maria João Sousa
Santuário de Nossa Senhora da Conceição
22h00

Lisboa
Música: Temporada de Música em São Roque
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Viseu
Música: Concerto de Frei Hermano da Câmara
Pavilhão Multiusos

É novo » 29.11.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Arte e fé cristã, por um não crente | VÍDEO |
Não sendo crente, a despeito de ter tido uma educação católica, sou particularmente sensível a uma certa vibração do transcendente que podemos encontrar em certas obras de arte de todos os tempos. (…) Se a fé implica a aceitação de uma verdade sem passar por uma prova ou por qualquer modo de verificação racional, parece que, uma vez dada como assente essa verdade, nada impede que a partir dela funcionem mecanismos racionais e emocionais do espírito humano, podendo desencadear com frequência expressões artísticas que a têm presente e, por vezes, se aproximam do sublime ou conseguem mesmo atingi-lo. E é tal a energia que delas se desenvolve que como que nos atravessam o ser e proporcionam uma experiência existencial qualitativamente diferente da que pode chegar-nos por outras obras de arte sem esse coeficiente.

Quem deseja ser amado?
Será possível aliar beleza poética/criatividade e profundidade ética? Apreender as sensações vitais que paulatinamente se vão alojando na nossa memória, quase sempre sem uma nitidez absoluta, é condição de possibilidade para o despertar corpóreo. Isso significa dar corpo concreto às imagens presentes na memória porque se “Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido” (1Cor 13,12). Há toda uma pedagogia de sensibilidade estética que não podemos descurar, antes situá-la no contexto do nosso quotidiano, e não como momento aprazível ou figuração estetizante decorativa. Se a arte não eleva espiritualmente o humano, distanciando de si mesmo, não é condição de fecundidade, de abertura, mas pura idolatria.

Isabel Jonet: O Bem e os Bancos Alimentares Contra a Fome
Colmatar lacunas alimentares dos nossos concidadãos é promover o Bem? Acredito que sim. Não será fator exclusivo, como é evidente. Muitos outros estão em jogo. Mas penso que, resolvido este problema básico, ultrapassada esta dificuldade elementar, estarão mais facilmente reunidas as condições para que o Bem, aqui já no sentido mais lato, possa resultar e desabrochar de maneira mais natural. Acredito, também, que o importante não são as virtudes pessoais, mas a graça que o Senhor põe em cada um de nós para realizar a Sua obra. O Bem flui naturalmente do Amor. E o Amor não é palavras: é sobretudo a atenção que dispensamos aos outros, sobretudo aos mais frágeis e desprotegidos. Acabo com mais uma citação da Madre Teresa, essa santa que dedicou toda a sua vida ao exercício do Bem, pelo alívio dos sofrimentos dos mais fracos. “tudo o que não se dá, perde-se”. E o mundo em que vivemos não nos permite o desperdício de deixar perder o que quer que seja.

Exortação “A alegria do Evangelho” é uma «comovente e contundente recusa da miséria moral»
O Papa Francisco tem despertado entusiasmo e esperança dentro e fora da Igreja Católica. Num tempo tão cinzento como o nosso, em que o governo do mundo parece ter sido entregue ao triângulo funesto da incompetência intelectual, da ganância económica e da iliteracia ética, é preciso ter cuidado para não nos deixarmos seduzir por promessas que, depois, correm o risco de nos desiludir. Há limites, contudo, até para a suspeita crítica. Quando se comemoram os 50 anos da Encíclica “Pacem in Terris”, do Papa João XXIII, Francisco resolveu publicar uma Exortação contendo 288 parágrafos de reflexão profunda e diversificada sobre os temas mais agónicos do mundo contemporâneo.

“Uma esperança sem fronteiras”: Colóquio assinala encerramento do Ano da Fé
“Uma esperança sem fronteiras” é o nome do colóquio com que a Renascença, a Universidade Católica Portuguesa (UCP), a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre e a Paulinas Editora organizam esta sexta-feira, 29 de novembro, em Lisboa, para assinalar o encerramento do Ano da Fé. O encontro, com entrada livre, conta com as intervenções de D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa, Graça Franco, diretora de Informação da Renascença, o jornalista italiano Nello Scavo, autor de “A lista de Bergoglio”, padre José Tolentino Mendonça, Jorge Sampaio, ex-presidente da República, e D. Samir Nassar, arcebispo maronita de Damasco, Catarina Martins, presidente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, e Maria da Glória Garcia, reitora da UCP.

“A papoila e o monge”: Um livro cheio de silêncios
O escritor Pedro Mexia considera que «o silêncio é uma presença muito forte» em “A papoila e o monge” (ed. Assírio & Alvim), livro de “haikus” (poemas de três versos com origem no Japão) de José Tolentino Mendonça. Na sessão de apresentação da mais recente obra do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, que decorreu esta quinta-feira, em Lisboa, o crítico literário afirmou que «muitos versos» do volume sublinham que «não se deve confundir o silêncio com o vazio». Para Pedro Mexia, a depuração da poesia oriental adequa-se à «interioridade» dos poemas de um livro que tem a «capacidade de ultrapassar certas palavras e conceitos que perturbam o caminho», como a «constante utilização da palavra “solidão” no sentido positivo, o que foge ao seu uso comum».

Concertos de Natal regressam às igrejas de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa volta a propor, de 7 a 22 de dezembro, concertos de Natal em várias igrejas da capital, num programa que «alia a música sacra ao património cultural da cidade». A iniciativa abre com cânticos romenos do Grupo Coral Theoforos de Timisoara, na basílica da Estrela, e termina com um repertório de Beethoven pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat e a Orquestra de Câmara Portuguesa, na igreja de São Domingos. Na solenidade da Imaculada Conceição, 8 de dezembro, a Escola de Música do Conservatório Nacional executa o concerto “Mater Dei”, enquanto que no dia 14 o Coro de Câmara Lisboa Cantat propõe os Coros do Messias de Händel. Conheça o programa, os intérpretes e as datas.

Padre António Vieira voltou a juntar realizador Manoel de Oliveira e ator brasileiro Lima Duarte | VÍDEO |
O realizador Manoel de Oliveira, quase a completar 105 anos, e o ator Lima Duarte reencontraram-se esta segunda-feira, em Coimbra, durante a leitura do Sermão de Santa Catarina, do Padre António Vieira. O ator brasileiro, que encarnou o orador jesuíta no filme “Palavra e Utopia”, realizado pelo cineasta português, subiu ao púlpito da Real Capela de S. Miguel para repetir, precisamente 350 anos após o dia 25 de novembro de 1663, a pregação do padre António Vieira, desta vez em fragmentos selecionados. O primeiro vídeo que apresentamos é uma reportagem da RTP, com declarações de Lima Duarte e Manoel de Oliveira, enquanto que o segundo é uma gravação amadora da atuação do ator brasileiro.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Colóquio: Desafios da cidadania hoje
Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Para saber mais: Desafios da cidadania hoje

Lisboa
Música: Temporada de Música em São Roque
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Lisboa
Conferência de encerramento do Ano da Fé: Uma esperança sem fronteiras
D. Manuel Clemente (patriarca de Lisboa), Nello Scavo (autor do livro “A lista de Bergoglio”), Samir Nassar (arcebispo de Damasco, Síria), Jorge Sampaio (ex-presidente da República), Catarina Martins Bettencourt (presidente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre), Maria da Glória Garcia (reitora da Universidade Católica Portuguesa)
Universidade Católica (auditório 2)
15h30
Para saber mais: Pastoral da Cultura

Porto
Apresentação do livro “Somos pobres mas somos muitos”
Autores: Fr. Fernando Ventura, Joaquim Franco
Apresentação: Jorge Gabriel, Sobrinho Simões
Editora: Verso de Kapa
FNAC Norte Shopping
19h00

É novo » 28.11.2013

Colóquio "Religião no espaço público"

Pastoral da Cultura e Universidade Católica organizam colóquio sobre “Religião no espaço público”
A Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura vão organizar o colóquio “Do Edito de Milão à atualidade: A Religião no espaço público”, com a participação do patriarca de Lisboa. A iniciativa, com entrada livre, assinala o 17.º centenário da publicação do Edito de Milão, com o qual os cristãos do Império Romano adquiriram a tolerância para poder expressar publicamente a sua fé, após dois séculos de perseguições, torturas e execuções a que estiveram intermitentemente sujeitos. Aires do Nascimento, Alexandre Sá, David Sampaio, José Rosa, António Matos Ferreira, João Seabra, José Vera Jardim e Manuel Braga da Cruz são alguns dos intervenientes do encontro, que inclui a apresentação do livro “Não nos esqueçamos de Deus”, do cardeal Angelo Scola. Conheça o programa.

«A vida neste mundo é-nos dada também para preparar a outra vida»
«A morte diz respeito a todos, interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto ou quando atinge os mais pequenos, os indefesos de uma maneira que nos parece “escandalosa”, disse Francisco na audiência geral semanal, no Vaticano, antes de confessar a sua perplexidade pelo sofrimento e a perda da vida das crianças. «Eu preparo-me para a morte estando próximo de Jesus. E como é que se está próximo de Jesus? Com a oração, nos sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados», apontou. Dirigindo-se 50 mil pessoas presentes que na Praça de S. Pedro suportaram uma temperatura próxima dos 0 graus, o papa vincou uma ideia: «Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Estais de acordo? Digamo-lo juntos para não o esquecer: Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Mais uma vez: Quem pratica a misericórdia não teme a morte».

Os perigos do «mundanismo espiritual» para a vida da Igreja
«Deus nos livre de uma Igreja mundana sob vestes espirituais ou pastorais! Este mundanismo asfixiante cura-se saboreando o ar puro do Espírito Santo, que nos liberta de estarmos centrados em nós mesmos, escondidos numa aparência religiosa vazia de Deus. Não deixemos que nos roubem o Evangelho!» «Dói-me muito comprovar como nalgumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias formas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingança, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?» Na sua primeira exortação apostólica, “A alegria do Evangelho”, o papa Francisco aponta lacunas causadas pelo «mundanismo espiritual» que estão a lesar a Igreja.

«Queremos inserir-nos a fundo na sociedade», diz papa Francisco, que alerta: Fechar-se na comodidade é um «lento suicídio»
A interdependência entre a espiritualidade dos católicos e a influência cultural, política e social da Igreja nas sociedades constitui um dos temas abordados pelo papa Francisco na sua primeira exortação apostólica, “A alegria do Evangelho”. «Se não sentimos o desejo intenso de comunicar Jesus, precisamos de nos deter em oração para lhe pedir que volte a cativar-nos. Precisamos de o implorar cada dia, pedir a sua graça para que abra o nosso coração frio e sacuda a nossa vida tíbia e superficial.» Depois de realçar a importância da relação pessoal com Jesus, o papa apela aos católicos para que saiam ao encontro do mundo, em vez de ficarem ensimesmados nos seus planos e estruturas. «Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros. Espera que renunciemos a procurar aqueles abrigos pessoais ou comunitários que permitem manter-nos à distância do nó do drama humano, a fim de aceitarmos verdadeiramente entrar em contacto com a vida concreta dos outros e conhecermos a força da ternura», assinala.

Quatro filmes para a 4.ª edição do Ciclo de Cinema Católico
O Seminário Maior de S. Paulo de Almada organiza de 11 a 14 de dezembro a quarta edição do Ciclo de Cinema Católico, que apresenta quatro filmes, revela o site da Câmara Municipal, parceira da iniciativa. A iniciativa exibe as seguintes películas: “Diário de um pároco de aldeia”, do realizador Robert Bresson, “Confesso”, de Alfred Hitchcock, “Os miseráveis”, do cineasta Bille August, e “Quem deseja ser amado?”, de Anne Giafferi.

Mosteiro de monjas dominicanas acolhe oficina de diários gráficos
O Mosteiro das Monjas Dominicanas do Lumiar, em Lisboa, acolhe a 8 de dezembro uma oficina (workshop) de diários gráficos, intitulada “Territórios sagrados em cadernos profanos”. O orientador do encontro é Mário Linhares, coordenador de um coletivo de autores portugueses que desenham em diários gráficos as cidades onde vivem e locais por onde viajam, partilhando-os no blogue Urban Sketchers Portugal, que à entrada apresenta esta citação: «Nunca encontrei ninguém completamente incapaz de aprender a desenhar». «No Lumiar, mesmo no meio da cidade de Lisboa, há um lugar muito especial: o mosteiro de Santa Maria das Monjas Dominicanas. Ainda só lá fui três vezes e a quarta será no próximo dia 8 de dezembro para este workshop tão especial que me desafiaram a fazer num dia único.»

Pedir
O léxico do pedir é prolífero, mas também inconstante. Pedimos com simplicidade e com inúmeros rodeios. Mantemo-nos fluentes ou gaguejamos, mergulhados numa insegurança que nos tolhe. Penso muitas vezes num pedinte que conheci em Roma. Era (e é) impossível não dar com ele quando se visita a cidade. Eu estava sempre a esbarrar com uma das suas passagens: à saída da universidade, da biblioteca, do cinema, no Campo das Flores, em São Pedro, por todo o lado. De dia ou de noite. Um homem que andará hoje pelos sessenta anos de idade, com um porte discreto, delicado até. A primeira vez que a sua interpelação nos é dirigida pensamos que se trata de alguém que precisa de completar a quantia necessária para um bilhete de metro ou para uma fatia de pizza. Depois de o encontrarmos centenas de vezes, ficamos sem saber exatamente o que pensar. Assisti, porém, a uma cena que porventura pode esclarecer parte do enigma.

— Agenda para hoje —

Lisboa
Apresentação do livro “O Evangelho e a vida”
Autor: D. Manuel Clemente
Apresentação: Marcelo Rebelo de Sousa
Editora: Principia
Livraria Ferin
18h30
Para saber mais sobre o livro: Pastoral da Cultura

Lisboa
Apresentação do livro “A papoila e o monge”
Autor: José Tolentino Mendonça
Apresentação: Guilherme d’Oliveira Martins, Pedro Mexia; Luís Miguel Cintra: leitura de haikus do livro
Editora: Assírio & Alvim
Centro Nacional de Cultura (Largo do Picadeiro, 10 – 1.º – Ao Chiado)
18h30

Lisboa
Apresentação do livro “A lista de Bergoglio”
Autor: Nello Scavo
Apresentação: Nello Scavo, José Tolentino Mendonça
Editora: Paulinas
Capela do Rato
21h30
Para saber mais sobre o livro: Pastoral da Cultura

É novo » 27.11.2013

“A alegria do Evangelho”: Papa Francisco assina a sua primeira exortação apostólica e diz que quer mais «descentralização» na Igreja
“Evangelii gaudium” (“A alegria do Evangelho”) é o título da primeira exortação apostólica do papa Francisco, que recolhe a «riqueza» dos trabalhos do Sínodo dos Bispos sobre “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, realizado no Vaticano em outubro de 2012. «Consultei também várias pessoas e pretendo, além disso, exprimir as preocupações que me movem neste momento concreto da obra evangelizadora da Igreja», explica o papa. Depois de referir que não pretende abordar todas as «inumeráveis» questões relacionadas com a evangelização, Francisco salienta que «não se deve esperar do magistério papal uma palavra definitiva ou completa sobre todas as questões que dizem respeito à Igreja e ao mundo». «Não convém que o Papa substitua os episcopados locais no discernimento de todas as problemáticas que sobressaem nos seus territórios. Neste sentido, sinto a necessidade de proceder a uma salutar “descentralização”», aponta.

Igreja não pode continuar como está, avisa papa Francisco
O papa Francisco considera que «todas as comunidades» da Igreja católica têm de se esforçar por «atuar os meios necessários para avançar no caminho duma conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão». «Neste momento, não nos serve uma «simples administração», sendo preciso um «estado permanente de missão» em todo mundo, frisa o papa na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”. «Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação», vinca Francisco. O papa volta a declarar que prefere «uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças», e lança um apelo: «Ousemos um pouco mais no tomar a iniciativa».

Primeira exortação apostólica do papa Francisco lembra Átrio dos Gentios e insiste no diálogo com não crentes
O Átrio dos Gentios, plataforma da Igreja católica para o diálogo com os não crentes, é lembrada pelo papa na sua primeira exortação apostólica, “Evangelii gaudium” (O Evangelho da alegria). «Como crentes, sentimo-nos próximo também de todos aqueles que, não se reconhecendo parte de qualquer tradição religiosa, buscam sinceramente a verdade, a bondade e a beleza, que, para nós, têm a sua máxima expressão e a sua fonte em Deus. Sentimo-los como preciosos aliados no compromisso pela defesa da dignidade humana, na construção duma convivência pacífica entre os povos e na guarda da criação», assinala Francisco. O texto acentua que a evangelização implica «um caminho de diálogo» em que a Igreja deve marcar presença, «cumprindo um serviço a favor do pleno desenvolvimento do ser humano e procurando o bem comum». «A fé não tem medo da razão; pelo contrário, procura-a e tem confiança nela, porque a luz da razão e a luz da fé provêm ambas de Deus», e não se podem contradizer entre si», nota o papa.

Papa Francisco quer «beleza» na evangelização e pede às dioceses para incentivarem «uso das artes»
«É bom que toda a catequese preste uma especial atenção à “via da beleza (via pulchritudinis)”, dado que «anunciar Cristo significa mostrar que crer nele e segui-lo não é algo apenas verdadeiro e justo, mas também belo, capaz de cumular a vida dum novo esplendor e duma alegria profunda, mesmo no meio das provações», refere o texto. O documento explica que «não se trata de fomentar um relativismo estético, que pode obscurecer o vínculo indivisível entre verdade, bondade e beleza, mas de recuperar a estima da beleza para poder chegar ao coração do homem e fazer resplandecer nele a verdade e a bondade do Ressuscitado». O papa frisa que se torna «necessário que a formação na “via pulchritudinis” esteja inserida na transmissão da fé», pelo que é desejável que cada diocese «incentive o uso das artes na sua obra evangelizadora, em continuidade com a riqueza do passado, mas também na vastidão das suas múltiplas expressões atuais, a fim de transmitir a fé numa nova “linguagem parabólica”».

«Há uma necessidade imperiosa de evangelizar as culturas», aponta papa Francisco
«Há uma necessidade imperiosa de evangelizar as culturas para inculturar o Evangelho», vinca o papa Francisco na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”. «Se for bem entendida, a diversidade cultural não ameaça a unidade da Igreja», aponta o papa. Referindo-se ao contexto urbano, o papa considera que a Igreja precisa de «identificar a cidade a partir dum olhar contemplativo, isto é, um olhar de fé que descubra Deus que habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças». «A presença de Deus acompanha a busca sincera que indivíduos e grupos efetuam para encontrar apoio e sentido para a sua vida. Ele vive entre os citadinos promovendo a solidariedade, a fraternidade, o desejo de bem, de verdade, de justiça. Esta presença não precisa de ser criada, mas descoberta, desvendada. Deus não se esconde de quantos o buscam com coração sincero, ainda que o façam tateando, de maneira imprecisa e incerta», sublinha. «É necessário chegar aonde são concebidas as novas histórias e paradigmas, alcançar com a Palavra de Jesus os núcleos mais profundos da alma das cidades. Não se deve esquecer que a cidade é um âmbito multicultural», vinca Francisco.

Papa Francisco pede cristãos sem «cara de vinagre»
O papa pede aos cristãos que resistam à tentação da «sensação de derrota» antecipada quanto aos frutos da sua missão evangelizadora, que lhes «sufoca o fervor e a ousadia», além de os transformar em «pessimistas lamurientos e desencantados com cara de vinagre». «Quem começa sem confiança, perdeu de antemão metade da batalha e enterra os seus talentos», frisa Francisco na exortação apostólica “A alegria do Evangelho”, publicada esta terça-feira. Na secção dedicada às «tentações dos evangelizadores», Francisco constata que o cansaço e a desmotivação dos católicos «não está sempre no excesso de atividades, mas sobretudo nas atividades mal vividas, sem as motivações adequadas, sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável».

Evangelização é «essencialmente» anúncio a quem desconhece Cristo ou àqueles «que sempre o recusaram», lembra papa
O papa sublinha na sua primeira exortação apostólica, “Evangelii gaudium” (A alegria do Evangelho), que «a evangelização está essencialmente relacionada com a proclamação do Evangelho àqueles que não conhecem Jesus Cristo ou que sempre o recusaram». «Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte maravilhoso, oferece um banquete apetecível. A Igreja não cresce por proselitismo, mas “por atração”, frisa Francisco. Por isso, os cristãos não podem «ficar tranquilos, em espera passiva» dentro das igrejas, «sendo necessário passar de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária», naquela que é uma missão que «continua a ser a fonte das maiores alegrias para a Igreja».

É novo » 26.11.2013

Fé cristã «não tem nada de imaginário ou abstrato», diz patriarca de Lisboa
O patriarca de Lisboa frisou este domingo, em Peniche, que a fé cristã «não tem nada de imaginário ou abstrato», numa homilia em que acentuou a necessidade de os cristãos responderem às necessidades dos mais carenciados. Na missa que assinalou o encerramento do Ano da Fé no patriarcado lisbonense, D. Manuel Clemente sublinhou que os fiéis só podem ser «definitivos e totais no acolhimento e seguimento de Cristo», que se encontra «nas Escrituras», «nos sacramentos» e «nos irmãos», que pedem «atenção e serviço». Os cristãos, vivendo da misericórdia de Cristo, devem ser também «sinais ativos dela, junto de todas as necessidades do próximo», tornando-se «concidadãos e testemunhas do seu Reino», afirmou.

Papa Francisco: Mártires de ontem e de hoje são incentivos a «escolhas definitivas» dos cristãos | IMAGENS |
O papa Francisco realçou esta segunda-feira o exemplo dos mártires cristãos de todos os tempos para a vida da Igreja, depois de neste domingo ter rezado na Praça de S. Pedro diante do relicário com as relíquias do apóstolo S. Pedro, martirizado em Roma. «Quando ouvimos a vida dos mártires, quando lemos nos jornais as perseguições contra os cristãos, hoje, pensemos nestes irmãos e irmãs em situações limites, que fazem esta escolha. Eles vivem neste tempo. São um exemplo para nós e encorajam-nos a pôr no tesouro da Igreja tudo o que temos para viver», sublinhou na homilia da missa a que presidiu, no Vaticano. «Far-nos-á bem pensar nestes irmãos e irmãs que, em toda a nossa história, ainda hoje, fazem escolhas definitivas», acrescentou o papa, um dia após a primeira exposição pública do relicário com as relíquias do apóstolo em quem Cristo confiou a edificação da Igreja.

Viver plenamente
Viver plenamente significa abandonar a lógica de dobrar o mundo, tudo aquilo que nos rodeia, à nossa vontade; viver plenamente significa procurar integrarmo-nos, nele da melhor maneira. Devemos aprender a partilhar, a participar, a unirmo-nos, e não a dividir ou a dominar ou a controlar o outro. A história de cada um de nós é aproximarmo-nos do invisível, do espiritual. Existe um plano de Deus, preparado para cada um de nós, ainda antes de nascermos; compete a cada um de nós aderir-lhe ou não, procurá-lo ou não. Como reconhecer uma pessoa que vive verdadeiramente? Pelos seus frutos. Sobretudo, é preciso dar bons frutos. Se não formos conscientes, se não tivermos em conta a nossa componente psicoespiritual, acabaremos por viver o mundo como lugar de competição, de agressão, onde o único objetivo é sobreviver, é pensar no nosso interesse pessoal e, consequentemente, viver o outro como coisa ou objeto, sempre em nosso proveito.

Nos 200 anos do nascimento de Kierkegaard: Adquirir a sua alma na paciência
“Adquirir a sua alma”. Não possui um homem a sua alma? E pode ser essa a verdadeira instrução para ser feliz, aquela que, em vez de ensinar um homem a adquirir, por meio da sua alma, o mundo inteiro, antes o ensina a empregar a sua vida para adquirir a sua alma? Nasce nu o homem e nada traz consigo para o mundo e, quer as condições para a sua vida estejam dadas como figuras amigáveis que tudo têm à disposição, quer ele tenha penosamente de as descobrir por si – qualquer homem tem, no entanto, de um modo ou de outro, de adquirir as condições para a sua vida. E, mesmo se esta consideração torna alguém impaciente e, assim, incapaz de tudo, os melhores, pelo contrário, compreendem-na e conformam-se com isso – que a vida deve ser adquirida e que deve ser adquirida na paciência. E para isso, exortam-se a si mesmos e aos outros, porque a paciência é uma força da alma necessária a cada homem para alcançar aquilo que deseja na vida.

Investigação: “História da Igreja de Lamego” premiada pela Academia Portuguesa da História
«Há quem pense que Lamego, por não ter na sua sede uma capital de distrito e ter sofrido ao longo dos séculos os custos da interioridade, é uma diocese pequena e pobre, modesta e apagada. Contudo, a vetustez da sua história, a nobreza dos seus bispos, a profusão do seu espólio documental, a beleza das suas paisagens, a grandiosidade dos seus monumentos, a riqueza do seu património artístico e, sobretudo, a estatura humana e cristã dos seus homens e mulheres fazem dela uma das dioceses mais ilustres do país.» A obra “História da Igreja de Lamego”, do padre Joaquim Correia Duarte, foi distinguida pela Academia Portuguesa da História com o Prémio Prof. Doutor Pedro da Cunha e Serra. O volume com mais de 700 páginas abarca temas como as origens, espaços, instituições e espiritualidade.

A obra sensorial de Serge Poliakoff | IMAGENS |
Orgânica, vibrante, interior. A obra de Poliakoff ressoa, mobiliza os sentidos. Esta “interatividade” instaurada entre a sua pintura e aquele que a vê corresponde à preocupação dos artistas da abstração integral. Digno representante da “Nova Escola de Paris”, dos anos pós-guerra, Poliakoff criou uma arte singular entre contemporaneidade e intemporalidade. A sua infância russa é marcada por ícones longamente contemplados nas igrejas. O ícone, que tem uma função litúrgica, não é apenas uma imagem: faustosa e ascética (…), ela é antes de tudo uma presença. A obra sensorial de Poliakoff adquire indiscutivelmente as qualidades próprias do ícone, concebido para que a alma escute, veja, respire e aprecie.» «Quando um quadro é silencioso, isso significa que é conseguido. Alguns dos meus quadros começam no tumulto. São explosivos. Mas só fico satisfeito quando se tornam silenciosos. Uma forma deve escutar-se, e não ver-se» (Poliakoff, 1956).

— Agenda para hoje —

Átrio dos Gentios em Berlim:  que há de comum entre uma cidade laica e uma cidade sagrada?
O Átrio dos Gentios, diferentemente do palácio do poder político e do templo religioso, «não tem filtros de ingresso, portões bloqueados» ou «cúpulas», mas «distende-se, livre, debaixo do céu, deixando que as palavras se cruzem, os ventos soprem e, junto ao crente, se encontre também quem é sem nenhum Deus. Todavia, ambos são pessoas que se colocam questões sobre o sentido das suas vidas: cada um procura um guia moral, interroga-se sobre o universo que o rodeia, confia-se à ciência e à técnica, ama a arte, empenha-se politicamente ou cai na indiferença.» No fim do próximo Átrio dos Gentios, numa surpreendente coreografia, todos, crentes e não crentes, alinhar-se-ão numa dúplice «procissão discursiva» entre as esculturas de um museu, não para «entoar um hino comum, mas para representar de modo visível o significado profundo do diá-lógos, ou seja, do cruzamento – dià – entre dois lógoi, “discursos” com uma identidade, dignidade e profundidade, mas capazes de se enriquecer reciprocamente».

É novo » 24.11.2013

Cristo Rei: Venha a nós o vosso Reino
O que podemos dizer do Reino de Deus é que ele é inseparável de Jesus, deste agora da salvação de Deus, deste transbordar da sua graça na história. É inseparável deste rasgar da história aos pobres e infelizes, deste bálsamo derramado aos corações quebrantados, desta palavra de alento aos que já não esperavam nada. Deste aproximar das vidas concretas à possibilidade da salvação de Deus. Onde Jesus Cristo chegava, chegava o Reino. Onde Jesus Cristo estava, o Reino de Deus mostrava-se. Quando as pessoas tocavam em Jesus, estavam a tocar no Reino, quando O viam estavam a vê-lo. Quando escutavam as suas parábolas estavam a escutar a gramática insuspeita do Reino. Jesus viveu a sua vida como esta manifestação extraordinária do Reino. O Reino de Deus coincidia com a presença de Jesus, e que efeitos extraordinários, esta chegada de Jesus, provocava em tantas vidas.

A fé cristã em duas palavras: «contemplar», «agir»
«Adoração. Fala-se pouco de adoração!» Esta consideração, pronunciada pelo papa Francisco com um misto de tristeza e preocupação, poderia colher o sentido de um dos sinais conclusivos do Ano da Fé. A confirmá-lo, pode acrescentar outro pensamento do papa dirigido aos seminaristas e às noviças na conclusão da sua peregrinação. A união entre ação e contemplação é um dos pontos cardeais que a fé exprime e precisa sempre de ser reafirmada. A fé vive principalmente de adoração. O encontro com Cristo, de facto, requer que a resposta do crente brote da contemplação do seu rosto. A contemplação, contudo, não nos distancia dos compromissos e das preocupações quotidianas, pelo contrário. Ela permite dar sentido e sustentar o cansaço de cada dia. A alegria que provém daquele encontro não é artificial nem limitada a um momento emotivo, mas condição para ver com profundidade e colher o que vale a pena viver.

«Deus procura-nos com paciência» e está «sedento de nós», diz papa Francisco
Deus procura-nos com paciência e está «sedento de nós», afirmou este sábado o papa Francisco, na basílica de S. Pedro, no Vaticano, durante o rito de admissão ao catecumenato de 500 pessoas de 47 nacionalidades que vão receber o Batismo. «É um buscador paciente, o nosso Pai. Ele precede-nos e espera-nos sempre. Não se distancia de nós, mas tem a paciência de esperar o momento favorável do encontro com cada um de nós. E quando o encontro acontece, nunca é um encontro à pressa, porque Deus deseja permanecer longamente connosco, para nos sustentar, para nos consolar, para nos dar a sua alegria.» «Viestes de muitos países diferentes, de tradições culturais e experiências diferentes. No entanto, esta tarde sentimos ter entre nós muitas coisas em comum. Sobretudo temos uma: o desejo de Deus», disse o papa. «Como é importante manter vivo este desejo, este anseio de encontrar o Senhor e fazer experiência dele, do seu amor, da sua misericórdia. Se faltar a sede do Deus vivo, a fé arrisca-se a tornar um hábito, arrisca-se a extinguir-se», acrescentou.