É novo » 11.10.2013

Ir ao encontro do que se perde
As grandes alterações não se fazem sem custo. A somar a ganhos há sempre perdas, crepúsculos antecipados, parcelas omitidas, ausências e silêncios que depois pesam. Isso parece inevitável. A questão é saber como lidamos com o que se perde. Com que grau de consciência observamos a vida, a nossa e a dos outros. E se nos conformamos ou não com lógicas implacáveis de substituição, ousando, pelo contrário, dinâmicas de reconhecimento e de reintegração, Talvez a utopia mais necessária esteja aí. Talvez a utopia não seja simplesmente uma pergunta feita ao futuro, mas sim uma interrogação sobre o modo como os nossos passados, remotos e próximos, podem ser convocados para um presente que aceite o risco da inteireza como lugar possível da sua reinvenção.

Novo livro infantil de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada ajuda Leigos para o Desenvolvimento
A organização “Leigos para o Desenvolvimento” apresenta em Lisboa, a 17 de outubro, Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o livro infantil “A ilha do arco-íris”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. O preço de venda da obra, 9,90 euros, reverte na totalidade para os projetos de desenvolvimento que a organização ligada aos Jesuítas mantém em Portugal, Angola, Moçambique e São Tomé. Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, «autoras tão conhecidas do público infanto-juvenil», criaram uma fábula em que, pela voz de diferentes animais, sensibilizam os leitores para a necessidade de perceberem e aceitarem as diferenças, «num diálogo intercultural constante que passa pela partilha, pela solidariedade, pela necessidade de encontro com o outro e pela riqueza da diversidade».

Fé, cultura, política, economia, educação, ação social e ecologia em encontro sobre espiritualidade inaciana
A 10.ª Sessão de Estudos de Espiritualidade Inaciana, que decorre de 29 de novembro a 1 de dezembro em Fátima, propõe-se abranger vários campos de ação no domínio da fé e da intervenção na sociedade. “Reacreditar na vida e a fé”, por José Frazão Correia, sj, e “Reacreditar na vida e a cultura”, por Joaquim Azevedo, diretor do Secretariado da Pastoral da Cultura da diocese do Porto, constituem as conferências da manhã do dia 30. “Cultura, arte e valores num mundo de globalização e laicismo” é um dos temas dos oito painéis agendados. Conheça o programa.

Prémio Nobel da Literatura: Alice das Maravilhas
Alice Munro, nascida em 1931, demonstra há décadas um talento imenso para aquela que é uma das artes mais difíceis para quem faz literatura: escrever contos. Contos completos, profundos, simplesmente maravilhosos. E é precisamente por ser «mestra das histórias breves contemporâneas» que os académicos de Estocolmo lhe atribuíram o Nobel da Literatura de 2013. A enorme capacidade de escrita – no seu inconfundível inglês, essencial e poético, em que nem uma palavra é escolhida ao acaso – une-se nas suas histórias ao dom de um olhar acutilante e indagador. O resultado é a extraordinária capacidadede chegar ao cerne das histórias e da vida. Com uma atenção irresistível, com uma grande delicadeza, sinais de uma sólida inteligência.

Cair em si: possibilidade de um encontro
Uma comunidade de homens e mulheres que fazem esta experiência de Deus – a de serem acolhidos na sua imensa fragilidade – é uma comunidade que acolhe, que não julga, que aprende a olhar os outros com a ternura de Deus. A Igreja nasce e renova-se aqui. A missão da Igreja – que somos todos nós – é fundamentalmente a disponibilidade para abrir a mesa – símbolo da Eucaristia – a todos, a começar por aqueles que mais sofrem, que se sentem excluídos, tantas vezes por razões morais. Quando nos temos na conta de perfeitos ou dos melhores enfermamos de um farisaísmo que mais não testemunha do que um deus tirano, o deus dos só pretensamente bons e bem comportados. Esse não é o Deus de Jesus Cristo!

Verdi nasceu há 200 anos | VÍDEOS |
O bicentenário do nascimento do compositor italiano Giuseppe Verdi (1813-1901), que se assinala esta quinta-feira, 10 de outubro, tem constituído para os editores a ocasião de apresentar parte significativa das suas óperas. O “Requiem” é um caso marginal: a Decca reuniu em torno do maestro argentino Daniel Barenboim, diretor musical do “Scala” de Milão, um quarteto de solistas de grande qualidade, Anja Harteros, Elīna Garanča, Jonas Kaufmann e René Pape, numa gravação ao vivo registada a 27 de agosto de 2012, disponível em “blu-ray” e dvd. Composto entre “Aida” e “Otelo”, poderia pensar-se que a missa pelos defuntos dificilmente encontraria a sua razão de ser no seio de um universo quase exclusivamente dedicado ao teatro lírico. Mas, perdido entre a trintena de obras compostas por Verdi, o “Requiem” é uma peça maior, em que toda a dificuldade, por parte dos intérpretes, está em encontrarem o registo adequado.

Nota:
As atualizações no site da Pastoral da Cultura e esta “newsletter” regressam em novembro.

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