É novo » 28.9.2013

Evangelho e 2.º leitura do 26.º domingo (29 de setembro): pistas para meditação
É duplamente terrível a última frase do Evangelho: «Tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos». Primeiro porque ela parece desesperada, como se nada pudesse forçar um coração de pedra a mudar. Mas é ainda mais terrível na boca de Jesus. Podemos perguntar se ele estaria a pensar nele próprio ao proferi-la – «Se alguém ressuscitar dentre os mortos»… E quando Lucas escreveu o seu evangelho, sabia muito bem que a ressurreição de Cristo não converteu toda a gente, longe disso; chegou mesmo a endurecer alguns. Centremo-nos na história do rico e do pobre Lázaro: do rico não sabemos muito, nem sequer o nome. Não se refere que era especialmente malvado; pelo contrário, dado que chega a pensar, mais tarde, em salvar os seus irmãos da infelicidade no além. Simplesmente, ele está no seu mundo, no seu conforto, «na sua torre de marfim», poder-se-ia dizer, como os samaritanos de quem falava Amós na primeira leitura. De tal forma estava encerrado na sua torre de marfim que nem sequer chega a ver, através do seu portão, o mendigo que morre de fome e que bem se contentaria com os seus restos.

Patriarca de Lisboa apela à participação nas eleições e diz que financiamento à economia portuguesa está a falhar
O patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, apelou esta sexta-feira aos eleitores para não se absterem de votar no domingo, tendo-se também pronunciado sobre os problemas causados pela falta de financiamento à economia. «Que participem, isso é que eu espero. Deles e de mim próprio. Como cidadãos, que participem todos, porque a vida política é fundamental em qualquer sociedade. É onde ativamos a nossa responsabilidade, é onde decidimos o nosso futuro a nível local e a nível nacional», vincou o prelado sobre as eleições autárquicas. Em declarações aos jornalistas, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa referiu-se também à situação económica em Portugal. «O que está a falhar é o financiamento à economia, esse é que é o grande problema, nós como povo, como sociedade, contraíamos uma dívida muitíssimo grande, neste momento não digo que estamos nas mãos dos nossos credores, mas quase, e isso condiciona necessariamente a disponibilidade para reconstruir o país», frisou.

Livros novos para o outono (atualização com mais títulos)
“Mente aberta, coração crente” (Jorge Bergoglio, papa Francisco), “O Pensamento Bioético de Daniel Serrão” (Carlos Costa Gomes), “S. Sebastião” (da coleção “Santos e Milagres na Idade Média em Portugal”, editada pelo Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), “Sobre a morte e o morrer” (Walter Osswald) e “Vida de S. Domingos” (Henri-Dominique Lacordaire) são os títulos que se juntam à lista de livros publicados recentemente, numa cortesia da Livraria Fundamentos (Braga).

Sou cristão cultural e do bem-estar, ou vou até à cruz?, questiona papa Francisco
O papa Francisco afirmou esta sexta-feira no Vaticano que a prova para cada pessoa saber se se é cristão está na capacidade de «suportar as humilhações com alegria e paciência». «É esta a tentação do bem-estar espiritual: Temos tudo: temos a igreja, temos Jesus Cristo, os sacramentos, a Virgem Maria, tudo, um belo trabalho para o Reino de Deus; somos bons, todos. (…) Mas não basta o bem-estar espiritual até certo ponto», sublinhou Francisco na homilia da missa a que presidiu. «Como aquele jovem que era rico: queria andar com Jesus, mas até um certo ponto. Falta esta última unção do cristão, para ser cristão verdadeiro: a unção da cruz, a unção da humilhação», apontou.

“A lista de Bergoglio”: Testemunhas relatam ação do papa Francisco durante ditadura argentina
“A lista de Bergoglio” é um livro que relata, ao longo de quase 200 páginas, o testemunho de dezenas de perseguidos políticos pela ditadura argentina salvos pelo papa Francisco quando era padre. «É difícil fazer uma estimativa precisa, sobretudo porque o padre Bergoglio nunca quis falar sobre isto. Recolhemos uma vintena de testemunhos, todos em períodos diferentes entre si, de pessoas que não se conhecem e que conheceram Bergoglio em épocas diferentes», explicou o autor. «Cada uma destas pessoas, por sua vez, diz-se testemunha de, pelo menos, vinte salvamentos. Prudentemente, podemos afirmar que são mais de cem as pessoas que o padre Jorge Mário Bergoglio salvou naquele tempo», acrescentou.

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