É novo » 27.9.2013

Livros novos para o outono
“A oração de Jesus – Caminho para a intimidade dom Deus”, “A vida de Ana Catarina Emmerich”, “Ciberteologia – Pensar o cristianismo na era da internet”, “Concidadãos dos santos e membros da família de Deus”, “Emtregar-se, acolher e comungar”, “Filosofias”, “Gerontologia, gerontagogia – Animação sociocultural em idosos”, “Histórias de Saúde na Bíblia”, “Inventário do Arquivo da Venerável Ordem Terceira da Penitência de S. Francisco da cidade de Coimbra”, “Leve Deus no coração – Reflexões jesuítas para todo o ano”, “Ó Jesus, é por vosso amor”, “Paulo de Tarso – A última viagem”, “Porquê batizar o meu filho?”, “Portugal contemporâneo – Estudos de História”, “Princípios de Doutrina Económica da Igreja”, “Quando a Igreja desceu à terra – Testemunho de memória e futuro nos 50 anos do Concílio Vaticano II”, “Quem é Jesus?”, “Santa Hildegarda de Bingen” e “Um olhar luminoso – Beata Chiara Badano”: apresentação de algumas das edições publicadas desde o verão até estes primeiros dias de outono.

“Ciberteologia”: A internet entre teologia e espiritualidade
Sabemos que o progresso tecnológico pode «induzir à ideia da autossuficiência da própria técnica, quando o homem se pergunta somente o como e não considera os muitos porquês que o levam a agir»: o absolutismo da técnica «tende a produzir uma incapacidade para perceber aquilo que não se explica com a simples matéria». Todavia, se bem entendida, ela consegue exprimir uma forma de desejo ardente de «transcendência» em relação à condição humana assim como é vivida atualmente. E isto deve também ser dito daquele «espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias informáticas», isto é, o chamado «ciberespaço». O teólogo Tom Beaudoin notou, de facto, como esse espaço tão peculiar pela rapidez das suas conexões representa o desejo do homem de uma plenitude que sempre o supera tanto ao nível de presença e relacionamento como de conhecimento: «O ciberespaço ressalta nossa finitude», «espelha o nosso desejo de infinito, de divino.» Procurar tal plenitude significa, pois, operar num campo «em que a espiritualidade e a tecnologia se cruzam».

Onde está o teu tesouro?
«Depois de anos e anos de dura miséria que, no entanto, não tinham beliscado a sua confiança em Deus, Eisik teve em sonhos a ordem de ir a Praga buscar um tesouro que estava enterrado debaixo da ponte do palácio real. Como o sonho se repetiu por três vezes, pôs-se a caminho e andou, andou, andou até que chegou a Praga. Mas a ponte era vigiada dia e noite pelas sentinelas que guardavam o palácio… E Eisik não teve coragem de escavar no local indicado. Todavia, voltava à ponte todas as manhãs e ficava ali às voltas até ao entardecer. Um dia, o capitão da guarda, que tinha notado as suas idas e voltas, aproximou-se e perguntou-lhe simpaticamente se tinha perdido alguma coisa ou se estava à espera de alguém. Eisik contou-lhe então o sonho que o tinha trazido da sua longínqua terra até ali. E o capitão desatou a rir: “E tu, pobre homem, por dar crédito a um sonho vieste a pé até aqui? Ah, ah, ah! Estás arrumado se te fias em sonhos!» A Cáritas Portuguesa lançou este mês o segundo número da segunda série da sua revista, onde lemos a história de um homem que deixa tudo à procura de um tesouro e que acaba por ser surpreendido…

O que escreveram os bispos portugueses sobre as primeiras eleições autárquicas
«Em regime democrático, abster-se de votar significa sempre, no fundo, uma grave atitude de recusa em assumir as responsabilidades próprias, deixando apenas a um certo número de cidadãos o papel, que a todos pertence, de definir os rumos da vida nacional. No caso das presentes eleições, a gravidade de uma tal recusa deverá avaliar-se, simultaneamente, pela difícil situação actual do País, pela força das ideologias em presença e, ainda, pela importância dos órgãos do poder local, através dos quais as comunidades paroquiais e concelhias são chamadas a fazer ouvir a sua voz e a dar expressão aos seus direitos e agravos.» As primeiras eleições autárquicas em Portugal realizaram-se há 37 anos, a 12 de dezembro de 1976. Foram as últimas de um ciclo que começou com a transição para o regime democrático, com a revolução de 25 de abril de 1974. Recordamos alguns excertos de um comunicado do episcopado português sobre as eleições para o “Poder Local”, expressão então usada para designar as autarquias, seguindo-se dois editoriais do jornal “Nova Terra”, semanário ligado à Igreja editado entre 1975 e 1977.

Não se pode conhecer Jesus apenas na biblioteca: é preciso ação e oração, diz papa Francisco
O papa Francisco frisou esta quinta-feira que conhecer Jesus implica um envolvimento existencial que causa sempre contrariedades, e que se baseia no estudo, na oração e na ação. «Se tu queres ter um problema, vai pela estrada do conhecimento de Jesus. Não um, mas terás muitos», disse Francisco na homilia da missa a que presidiu na Casa de Santa Marta, onde reside, no Vaticano, refere a Rádio Vaticano. Para o papa, «não se pode conhecer Jesus em primeira classe»: «Jesus conhece-se no caminhar quotidiano de todos os dias. Não se pode conhecer Jesus na tranquilidade, nem na biblioteca». «Não se pode conhecer Jesus sem o envolvimento com Ele, sem apostar a vida por Ele», vincou Francisco, antes de apontar: «Esta é a estrada. Cada um deve fazer a sua escolha».

Presidente do Pontifício Conselho da Cultura prefacia reedição de “O tesouro escondido”, de José Tolentino Mendonça
«Quando Deus concedeu fé a José Tolentino Mendonça, sacerdote, teólogo e poeta português, concedeu-lhe também a capacidade de cantá-la. Não se estranhe, portanto, que estas páginas sejam um límpido testemunho da fé e da poesia fortemente entrelaçadas. De facto, elas confiam-se às iridescências das imagens, ao frémito das palavras escolhi das e exatas, à frescura do estilo, à força da poesia. Porém, haurem e inspiram-se na nascente da Bíblia, na raiz da fé, como que remontando ao Além e ao divino que é sempre Outro. O próprio título refere-se a uma das 35 parábolas de Jesus, a do tesouro escondido no campo (Mateus 13,44). Contudo, é no subtítulo que descobrimos o fio condutor mais robusto deste livro: “Para uma arte da procura interior”.» O biblista e presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi, assina o prefácio da sétima edição, revista e aumentada, do livro “O tesouro escondido”.

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