É novo » 24.9.2013

António Ramos Rosa: P. Tolentino Mendonça preside a Celebração da Palavra
O padre José Tolentino Mendonça preside esta terça-feira a uma celebração baseada na Palavra de Deus durante o velório do poeta António Ramos Rosa, que faleceu esta segunda-feira, em Lisboa, aos 88 anos. O corpo do poeta, considerado uma das maiores figuras da poesia portuguesa do século XX, vai estar em câmara ardente a partir de terça-feira, na Capela do Rato, espaço que está à responsabilidade do sacerdote poeta, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. Já muito fragilizado, em consequência de uma pneumonia, o poeta, que estava hospitalizado desde quinta-feira no Hospital Egas Moniz, teve ainda forças para escrever esta manhã os nomes da sua mulher, a escritora Agripina Costa Marques, e da sua filha, Maria Filipe. E depois de Maria Filipe lhe ter sussurrado ao ouvido aquele que se tornou um dos versos mais emblemáticos da sua obra – «Estou vivo e escrevo sol» –, o poeta, conta a filha, escreveu-o uma última vez, numa folha de papel, revela o jornal “Público”.

Papa Francisco: «Cultura do conflito, não; cultura do encontro, sim»
O papa considera que a Igreja deve seguir uma rota que privilegie o encontro e a abertura, evitando uma visão apocalíptica da história marcada pelo conflito, isolamento, fuga e resignação, à maneira do «lavar das mãos» de Pilatos. As palavras de Francisco foram pronunciadas no «encontro com o mundo da cultura», em Cagliari, na aula magna da Pontifícia Faculdade de Teologia da Sardenha, ilha italiana que o papa visitou este domingo. Francisco vincou o papel das universidades na renovação da sociedade, realçou as perspetivas dos políticos jovens e afirmou que «toda a crise, mesmo a atual, é uma passagem, o trabalho de um parto que compreende fadiga, dificuldade, sofrimento, mas que traz em si o horizonte da vida, de uma renovação, traz a força da esperança». A intervenção do papa foi guiada pelas palavras «desilusão», «resignação» e «esperança».

Uma fenda no mundo. Do espiritual na arte contemporânea (I) | IMAGENS + VÍDEO |
Há cerca de cem anos, o pintor Wassily Kandinsky – percursor da arte abstrata – refletia sobre a arte do seu tempo e sobre as suas próprias experiências pictóricas, reflexões que dariam origem ao livro Do espiritual na arte, terminado em 1910 e publicado no ano seguinte. Esta obra teórica, uma das mais importantes da história da arte e porta para as novas expressões artísticas do século XX, começa assim: “Toda a obra de arte é filha do seu tempo e, muitas vezes, a mãe dos nossos sentimentos.”. Logo nesta primeira afirmação encontramos, pelo menos, dois temas para reflexão. Por um lado, fica claro que cada época tem de encontrar a sua forma de expressão, porque a imitação de fórmulas ou modelos anteriores torna-se vazia, “sem alma”. A obra é filha do seu tempo porque a Vida exige uma plasticidade própria em cada época histórica – porque é a Vida que se manifesta na obra de arte. Por outro lado, a obra de arte não pode ser apenas um resultado, um mero espelho do “espírito do tempo”, porque ela é a raiz, a origem, “a mãe dos nossos sentimentos” e do ambiente dessa mesma época. Neste sentido, Oscar Wilde tinha razão: não é a arte que imita a vida, é a vida que imita a arte. A obra antecipa, ou melhor, cria o seu próprio contexto, o seu e o nosso mundo.

Dois novos livros de José Tolentino Mendonça em outubro e novembro
Outubro e novembro são os meses previstos para o lançamento de dois novos livros do padre José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. “Os rostos de Jesus”, em coautoria com Duarte Belo (Lisboa, 1968), é o primeiro volume a sair, editado pela “Temas & Debates” chancela do grupo Bertrand Círculo, revela o jornal “Público”. Paralelamente à atividade inicial em Arquitetura, especialidade em que se licenciou, Duarte Belo, filho do poeta Ruy Belo, desenvolve projetos em fotografia. Está representado em diversas coleções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro, foi professor e participa regularmente em seminários, congressos e mesas redondas.

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