É novo » 18.9.2013

Universidade de Coimbra recebe Padre António Vieira
A Capelania da Universidade de Coimbra vai organizar a 25 de novembro três eventos centrados no Padre António Vieira (1608-1697): lançamento literário, sermão e projeção de um filme. Pelas 17h00 o auditório da reitoria da Universidade recebe a apresentação da “Obra Completa do Padre António Vieira, editada pelo Círculo de Leitores. O programa, que conta com a adesão do bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, prossegue na Capela da Universidade com o “Sermão de Santa Catarina”, do orador jesuíta. A iniciativa termina com a exibição de “Palavra e Utopia”, realizado no ano 2000 por Manoel de Oliveira, às 21h30, no Teatro Académico Gil Vicente.

Leitura: Paraíso e Inferno | IMAGENS |
“Poema brevis” este romance intenso e cheio de imaginação de Jón Kalman Stefánsson, recentemente traduzido para português pela editora Cavalo de Ferro. A parábola exerce ainda um poder notável sobre a imaginação humana. O discurso parabólico pode ajudar à trans-figuração do que vemos, sentimos e pensamos. Nesse sentido enganam-se aqueles que esperam aqui encontrar definições ou estereótipos sobre o inferno ou o paraíso. O tecido das relações humanas e o espaço metafórico do mundo é demasiadamente rico e complexo para ser cristalizado ou estatizado em conceitos rígidos. A intuição desarma o nosso arsenal linguístico pré-concebido, inovando-o: “o inferno é ter braços mas ninguém a quem abraçar”; “café e pão são o próprio paraíso […] A felicidade é ter algo para comer, ter escapado à tempestade” (pp. 34.66). Inesperada esta intuição? Talvez. Mas tudo menos definição. Paraíso e Inferno não se alarga em reflexões filosóficas complexas que, verdade seja dita, quando mal pensadas, quebram o ritmo dos romances e exalam pretensiosismos inúteis. Stefánsson, invés, colhe muito da sabedoria prática judeo-cristã presente nos livros sapienciais e nos evangelhos.

Vila Franca de Xira evoca centenário do nascimento do padre Vasco Moniz
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira vai homenagear com uma exposição o padre Vasco Moniz, por ocasião do centenário do seu nascimento, evocando a obra que legou à cidade durante os 33 anos em que foi pároco, de 1941 a 1974. Vasco Moniz a 22 de outubro de 1913 em Goa, onde foi ordenado sacerdote em 1937. Quatro anos depois recebeu a nomeação para pároco de Vila Franca. Instituiu o Centro de Assistência Social Infantil, apoiou os movimentos juvenis e distinguiu-se pela ação junto das classes operárias, alertando para a melhoria das condições de vida da população. A exposição, que será inaugurada pela presidente da autarquia, Maria da Luz Rosinha, compreende os seguintes temas: Biografia, Pedagogo/Educador, Intervenção social, Intervenção cultural e ideológica, Posição Teológica / homílias, Intervenção política, Associativismo, Homenagens póstumas.

Voyager chega ao espaço interestelar: como uma garrafa cósmica lançada ao oceano sideral | IMAGENS |
A primeira página do jornal “The New York Times” de 13 de setembro apresentava uma imagem da Voyager 1, a sonda espacial da Nasa, agência espacial dos EUA, lançada em 1977. O aparelho chegara à periferia extrema do sistema solar, depois de ter percorrido 19 mil milhões de quilómetros, o equivalente a 125 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Nada mal para uma máquina modelo ’77 que viaja a 45 km por segundo! A Voyager continuar a ser familiar no imaginário coletivo porque, como uma garrafa com uma mensagem cósmica, leva a bordo uma cópia do disco Voyager Golden Record. É menos recordada pelas imagens de Júpiter e Saturno que enviou para a Terra nos seus dias de máximo esplendor. Os computadores a bordo do Voyager têm uma capacidade de cálculo inferior à de um smartphone. Pergunto: como é possível que o progresso da tecnologia tenha sido tão persistente e, no entanto, não tenhamos sido capazes de manter o mesmo passo na exploração do espaço? Paramos de sonhar e contentámo-nos em desenvolver o poder de cálculo para termos jogos eletrónicos mais sofisticados? Ou pior ainda, para ter bombas mais «inteligentes»?

Conhece bem a Bíblia? Livros proféticos
Terceiro questionário sobre a Bíblia, que incide desta vez sobre os livros proféticos.

Cinema: “Blue Jasmine”, de Woody Allen | VÍDEO + IMAGENS |
Com o seu sentido de humor bem próprio, aliando sarcasmo e inteligência, Woody Allen há muito que nos habituou também a olhar de forma crítica, por vezes pouco caridosa, para os alicerces da relação entre o real e o imaginado na sociedade: os conceitos de felicidade que a sustentam ou destroem, o peso da aparência, a legitimidade do sonho ou da ambição. Dois significativos retratos psicológicos de uma sociedade contemporânea real, não limitada ao contexto americano em que formalmente se inscreve, dolorosamente real no caso de Jasmine, magnificamente interpretada por Cate Blanchett, põem a cru diferentes modos e perspetivas de vida. Mas sobretudo a condição humana no limite da sua força e debilidade. Um filme bem realizado, sólido e nada leve, com uma história do nosso tempo que mesmo «mascarada» por um aparente simples caso de debilidade psicológica versus saúde mental, encarnado na oposição entre as duas irmãs, nos dá algo de substancial a pensar sobre o livre arbítrio…

Suportar com paciência as fraquezas do nosso próximo
Hoje, a paciência perdeu grande parte do seu fascínio: os tempos acelerados suscitam a impaciência, o não adiamento, o «agora e já», a posse que não dá lugar à espera. A autoafirmação individualista torna-se falta de vontade de espera e de compreensão do outro que, com demasiada rapidez, corre o risco de se tornar incómodo ou aborrecido, um verdadeiro empecilho. Eis, então, que a paciência, que outrora constituía uma modalidade sábia e humana de habitar o mundo, é votada ao esquecimento. A paciência é uma arte que não tem nada a ver com o suportar passivamente o sofrimento. Pelo contrário, quem não tem paciência sofre com muito maior frequência. A atitude paciente – mas livre e amorosa – de suportar quem é incómodo, antipático, aborrecido, lento, carenciado, equipara-se ao amor ao inimigo. E requer que trabalhemos sobre nós mesmos para aprendermos a conhecer e a amar o inimigo que existe em nós, aquilo que em nós é incómodo, aquilo que nos é insuportável e que Deus, em Cristo, suportou pacientemente, amando-nos de modo incondicional.

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