É novo » 11.9.2013

Por vezes luto com Deus, por vezes danço (II) | VÍDEO |
O Batismo não é a entrada num estado de isenção, de neutralidade. O viver crente está a fazer-se, é sempre inacabado, é sempre o lugar da turbulência, da agitação. Lutando com Deus, também dançamos com ele. A fé uma dança, e Abraão mostra-nos isso. Quando já não tinha grandes expectativas acerca da vida, Deus convoca-o para uma forma de nomadismo singular que é a fé. Abraão vai viver na viagem, e essa é a dimensão da própria fé. Com o movimento da fé, sabemos de onde partimos mas, ao contrário dos caminhos que habitualmente percorremos, tantas vezes estreitos e utilitários, desconhecemos para onde vamos. Com a fé, viajamos sem mapas para lá de tudo o que se pode prever. Segunda parte da conferência “Por vezes luto com Deus, por vezes danço”, pelo P. José Tolentino Mendonça.

As-sentir Con-sentindo (II) | VÍDEO |
A focalização moderna na consciência delimitada do indivíduo resulta no auto-fechamento do indivíduo à realidade exterior, dado que nada mais existe de verdadeiramente significativo fora dos significados e símbolos previamente concebidos e construídos mentalmente (a linguagem é aqui um constructo exclusivamente mental). Em última instância, Deus não entra nesta possibilidade mentalista, e se entra é uma idealização projetada emotivamente que visa salvaguardar a conservação/sobrevivência do indivíduo no seu meio-ambiente. Neste sentido torna-se inevitável colocarmos a questão: por que razão continuamos a procurar o sentido da existência numa realidade exterior (o outro, pai, mãe, arte, cultura, sexo, religião, Deus…) se a posso construir mentalmente? Como posso eu decidir livre e responsavelmente se tudo está apriori determinado e previsto neuronalmene? Qual o espaço para o aparecer do imprevisível, do não-tocável e do ainda-não-totalmente-conhecido?

Jesuítas na China: cultura e ciência
Os pedidos para Roma eram persistentes: João Rodrigues, de Cantão, pede: «Mandem-nos livros de matemática em grande quantidade». Ricci solicita apoio a Galileu e o Padre Longobardo insiste: «Mandem-nos matemáticos». E a verdade é que os pedidos foram atendidos, e vários matemáticos e astrónomos europeus foram para o Império – estabelecendo-se em Pequim, penetrando na Cidade Proibida e convivendo com os mandarins e dignitários da corte. Mesmo depois do édito de 1724, que expulsou os cristãos, os jesuítas foram autorizados a residir em Pequim e continuaram a ocupar lugares de relevo na hierarquia científica da corte – integrando o Tribunal Astronómico (Observatório) e o Tribunal das Matemáticas (organismo encarregado da matemática, geografia e cartografia). Em 1724, o Padre André Pereira (1689-1743), natural do Porto, tornou-se astrónomo e matemático da corte e foi promovido pelo Imperador a vice-presidente do Tribunal Astronómico. Também o Padre José de Espinha (1722-1788), natural de Lamego, foi elevado à dignidade de Mandarim, como presidente da mesma instituição.

Acolhimento, fraternidade, serviço: papa Francisco visitou centro de proteção de refugiados
O papa Francisco visitou esta terça-feira um centro de acolhimento de refugiados, em Roma, tendo sublinhado a importância do serviço, da fraternidade e da defesa dos últimos. «Inclino-me sobre quem está em dificuldade ou tenho medo de sujar as mãos? Estou fechado em mim mesmo, nas minhas coisas, ou reparo de quem precisa de ajuda? Sirvo só a mim mesmo ou sei servir os outros, como Cristo que veio para servir até dar a sua vida? Olho nos olhos daqueles que pedem justiça ou volto o olhar para o outro lado?», questionou Francisco, que vincou a necessidade de a Igreja ter «comunidades solidárias que vivam o amor de maneira concreta». Excertos do discurso do papa.

Eleições autárquicas: Bispos pedem «honestidade» aos candidatos e lembram que cristãos não devem «lavar as mãos» da política
O Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa divulgou esta terça-feira um comunicado sobre as eleições autárquicas de 29 de setembro, em que apela à retidão dos candidatos e pede aos eleitores para não se absterem. «Mais do que fazer prevalecer uma determinada cor política e partidária, está em jogo a capacidade dos candidatos servirem com honestidade e competência o povo da sua zona», refere a nota distribuída no final da reunião do Conselho, realizada em Fátima. O documento sublinha que «a abstenção acaba sempre no beco sem saída da desistência de contribuir para melhorar a vida da comunidade», e lembra as palavras que o papa pronunciou quanto ao envolvimento dos fiéis na política.

Conhece bem a Bíblia? (1)
Dez perguntas sobre a Bíblia… Quantas consegue responder corretamente?

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