É novo » 9.9.2013

Para que serve uma Igreja à distância?
A atitude de se retirar de um mundo julgado decadente ou corrupto, aliás de condenação de uma sociedade da qual o cristão se deve afastar, tem expressões muito diferentes. Evidenciam, contudo, o que eu chamaria uma tentação forte, ou uma reativação de um comportamento intelectual e prático que favorece a construção e o reforço de uma Igreja à distância, essencialmente crítica, que vive numa margem contestadora, como uma contrassociedade que tem em si mesma os próprios recursos. Tentação que, na minha opinião, como tal, se pode e se deve compreender, mas exatamente para dela se afastar. De facto, há o temor de que esta atitude leve só à esterilidade e ao desprezo da mensagem evangélica.

Em busca de uma pátria distante
Martin Heidegger, falando sobre a «noite do mundo» na qual nos encontramos, diz que a doença do homem moderno é a ausência de pátria, e que o drama da nossa época não é a falta de Deus, mas o facto de que os homens já não sofrem esta falta, e por conseguinte já não sentem a necessidade de superar a dor infinita da morte, considerando o presente como exílio e não pátria. A ilusão de se sentir realizado, a pretensão de estar saciado, completo na própria vicissitude, esta é a doença mortal. Seremos prisioneiros dela quando o coração já não viver a inquietação e a paixão de se questionar, o desejo de encontrar para poder, ainda e novamente, questionar e buscar. Isto é válido inclusive para o caminho de Deus.

Universidade Católica debate dívida e perdão
A Área Científica de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (UCP), promove esta quarta-feira, 11 de setembro, em Lisboa, uma mesa redonda dedicada ao tema “Dívida e perdão”. O debate sobre «um dos temas mais candentes da atualidade, que perpassa diferentes dimensões da vida humana», conta com a intervenção de especialistas na área da economia, direito, filosofia e teologia.

Igreja de S. Vicente de Fora recebe ciclo de órgão
Compositores dos séculos XVII e XVIII vão ser interpretados no ciclo de concertos de órgão que se inicia este sábado, 14 de setembro, na igreja de S. Vicente de Fora, em Lisboa, e que termina em dezembro. O concerto de abertura está a cargo de Robert Descombes, que interpretará peças de Louis Couperin, Louis Marchand, Frei Diogo da Conceição e Johann Sebastian Bach, entre outros. Até dezembro haverá mais três concertos.

Luís Miguel Cintra lê a Carta de S. Paulo a Filémon (23.º Domingo do Tempo Comum) | VÍDEO |
Peço-te pelo meu filho, que gerei na prisão: Onésimo, que outrora te era inútil, mas agora é, para ti e para mim, bem útil. É ele que eu te envio: ele, isto é, o meu próprio coração. Eu bem desejava mantê-lo junto de mim, para, em vez de ti, se colocar ao meu serviço nas prisões que sofro por causa do evangelho. Porém, nada quero fazer sem o teu consentimento, para que o bem que fazes não seja por obrigação, mas de livre vontade.

O santuário e a festa de Nossa Senhora dos Remédios de Lamego | IMAGENS |
As Festas de Lamego giram em torno da homenagem que os lamecenses prestam todos os anos à Senhora dos Remédios. A 6 de Setembro o andor de Nossa Senhora dos Remédios, em procissão, desce pela segunda vez até à cidade, para no dia 8 de Setembro, dia em que se assinala a Festa da Natividade de Nossa Senhora, atravessar toda a cidade, numa majestosa Procissão de Triunfo, cujos andores, pelo seu elevado peso, são puxados por juntas de bois, atraindo todos os anos a Lamego milhares de forasteiros.

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