É novo » 5.9.2013

Madre Teresa de Calcutá por João Paulo II | IMAGENS |
Onde foi que Madre Teresa encontrou a força para se dedicar completamente ao serviço do próximo? Encontrou-a na oração e na contemplação silenciosa de Jesus Cristo, do seu Santo Rosto, do seu Sagrado Coração. Ela mesma o disse: “O fruto do silêncio é a oração; o fruto da oração é a fé; o fruto da fé é o amor; o fruto do amor é o serviço, o fruto do serviço é a paz”. Missionária da caridade, missionária da paz, missionária da vida. Madre Teresa era tudo isto. Teresa era todas estas coisas. Pronunciava-se sempre em defesa da vida humana, mesmo quando a sua mensagem não agradava. Toda a existência de Madre Teresa foi um hino à vida. Os seus encontros quotidianos com a morte, a lepra, a Sida e todos os géneros de sofrimento humano fizeram com que ela fosse uma testemunha válida do Evangelho da Vida. Até o seu sorriso era um “sim” à vida, um “sim” jubiloso, que surgia da fé e do amor profundos, um “sim” todas as manhãs, em união com Maria, aos pés da Cruz de Cristo. A “sede” de Jesus crucificado tornou-se a própria sede de Madre Teresa e a inspiração do seu caminho de santidade.

Madre Teresa de Calcutá: Entregai as vossas mãos para servir e os vossos corações para amar
Uma jovem chegou de um país estrangeiro para fazer parte das Missionárias da Caridade. Uma das nossas regras exige que um recém-chegado vá para o lar onde estão os moribundos no dia a seguir à sua chegada. Disse então à jovem: «Viste o padre durante a missa, com que amor, com que cuidado ele tocou no corpo de Jesus na hóstia? Faz o mesmo quando estiveres junto dos moribundos, porque é o mesmo Jesus que vais encontrar nos corpos destroçados dos nossos pobres.

Madre Teresa: Vêm, sê a minha luz. Os escritos privados da “Santa de Calcutá” | IMAGENS |
Nesta que é, porventura, uma das mais ardentes autobiografias da alma de todo o século XX, reencontramos, com grande escândalo ou desconcerto de quem do cristianismo faz apenas uma abordagem sociológica e histórica, o essencial da mística cristã. Aos Escritos Privados de Madre Teresa não interessa reconhecer a insuficiência do dizer humano, mas afirmar a profundidade devastadora e indizível, o nomadismo infatigável, a Fé como afundamento numa realidade radicalmente outra. E é daí que brota o intransigente, desconcertante, ardente oximoro, que é a figura por excelência da Fé: a sede que dessedenta, a fome que sacia, o vazio que enche de plenitude, a escuridão que brilha. Quem tem ouvidos para escutar oiça. Quem tem coração para ler, leia.

Madre Teresa de Calcutá: A maior doença é não ser amado
Sabemos quem são os nossos pobres? Conhecemos os nossos vizinhos, os pobres da nossa área de residência? É fácil falarmos sem cessar sobre os pobres de outros locais. Muitas vezes, temos os que sofrem, temos os que estão sozinhos, temos as pessoas velhas, indesejadas, sentindo-se profundamente infelizes – que estão perto de nós e nós nem sequer as conhecemos. Nem sequer temos tempo para lhes sorrir. A tuberculose e o cancro não [são] grandes doenças. A meu ver, doença muito maior é não ser querido, não ser amado. A dor que estas pessoas sofrem é muito difícil de compreender, de penetrar. Parece-me que é por essa dor que a nossa gente está a passar em todo o mundo, em todas as famílias, em todas as casas.

“Da parte dos pobres – Teologia da libertação, teologia da Igreja”: superar preconceitos, lançar novas reflexões
Gutiérrez (n. 1928), que entrou na ordem dos Dominicanos em 2001, escreveu, juntamente com o arcebispo alemão Gerhard Ludwig Müller (n. 1947), prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o livro “Da parte dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja”. «Cada teologia regional deve (…) ter já em si mesma uma vocação eclesial universal» e as questões apresentadas pela teologia da libertação são «um aspeto imprescindível de cada teologia, seja qual for o quadro socioeconómico que circunscreve o seu espaço», sustenta Müller. A teologia da libertação foi «posta de lado por um duplo preconceito: o que ainda não metabolizou a fase conflitual de meados dos anos Oitenta, aliás enfatizada pelos média, e faz dela uma vítima do Magistério romano; e o que persiste na rejeição de uma teologia considerada demasiado de esquerda», lê-se na recensão do volume, publicada na mais recente edição do jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”.

Faculdade de Teologia da Universidade Católica (Porto) apresenta cursos para 2013/14
Licenciatura, mestrado e doutoramento compõem o programa formativo da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Porto) para o ano letivo de 2013/14. Os cursos podem ser frequentados na sua totalidade ou por disciplinas, além de os estudantes os poderem frequentar em regime de avaliação ou na qualidade de ouvinte.

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