É novo » 4.9.2013

A espiritualidade beneditina e o prazer em viver
Para as muitas promessas de qualidade de vida e de abundância, que hoje encontramos por todo o lado, São Bento podia mostrar-nos um caminho realizável para preenchermos o nosso desejo de viver. Não é um caminho rápido e barato, mas um caminho que no início custa algum esforço. Pois, neste caminho, temos de abandonar muitas ilusões. Temos de aprender aquilo que é realmente vida. A vida é a capacidade de estar totalmente em cada momento, é viver intensivamente. E viver está na grandeza do coração e na doçura do amor. A vida tem sabor. Com um coração grande posso experimentar a grandeza e a liberdade da vida. Mas o caminho para esta grandeza do coração atravessa a estreiteza da ordem e da renúncia. Para poder saborear, tenho de aprender a renunciar. Para me tornar grande, tenho de atravessar a estreiteza. Só em alguém que está preparado para se ligar a uma comunidade concreta – seja uma comunidade monástica limitada, seja o casamento e a família – é que o coração se torna grande.

Robert Schuman, «Pai da Europa»
Há 50 anos, a 4 de setembro de 1963, morria na sua casa perto de Metz, em França, Robert Schuman, cristão e político, um dos “pais da Europa”. A sua longa carreira política teve o ponto alto a 9 de maio de 1950, data em que se comemora o nascimento da União Europeia. Nesse dia, leu, na qualidade de ministro dos Negócios Estrangeiros de França, aquela que viria a ser conhecida como “Declaração Schuman”, redigida com a colaboração de Jean Monnet. Foi o bispo de Metz, D. Benzier, um alemão, que a seguir à Primeira Guerra Mundial (1914-1918) convenceu Robert a entrar na política, para defender os interesses dos católicos da Lorena no seio de uma república considerada anticlerical. Schuman foi ministro dos Negócios Estrangeiros e das Finanças, bem como chefe de governo. «O que mais me tocou nele foi a irradiação da sua vida interior: estávamos diante de um homem consagrado… de uma total sinceridade e humildade intelectual, que apenas queria servir», recordava André Philip (1902-1970), deputado socialista e ministro francês.

Realizador israelita Amos Gitai recebeu Prémio Bresson das mãos do presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais
A “Fundação Ente dello Spettacolo” e a “Revista do Cinematógrafo”, italianas, atribuíram o Prémio Bresson ao cineasta israelita Amos Gitai, no âmbito do Festival de Cinema de Veneza. O realizador participa no Festival com “Ana Arábia”, filme que num único plano de 81 minutos aborda a violência da guerra e a necessidade do diálogo entre israelitas e palestinos. O presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, o arcebispo italiano Claudio Maria Celli, que esta segunda-feira entregou o galardão ao cineasta, referiu-se à violência e aos sinais positivos que o cinema pode inspirar, e elogiou a obra de Amos Gitai.

Eduardo Lourenço e José Tolentino Mendonça debatem “Luz da Fé e os Desafios das Periferias”
O pensador Eduardo Lourenço e o padre José Tolentino Mendonça, diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, debatem a 17 de setembro, em Lisboa, o tema “Luz da Fé e os Desafios das Periferias”. “Luz da Fé” é o título da primeira encíclica do atual papa, redigida em parceria com o seu antecessor, Bento XVI, enquanto que a palavra «periferia» passou a ser sistematicamente usada no vocabulário católico após a eleição de Francisco, para sublinhar a necessidade de a Igreja se dirigir às pessoas que dela estão mais distantes.

Marcelo Rebelo de Sousa apresenta livro “Porque devemos charmar-nos cristãos”
Marcelo Rebelo de Sousa apresenta na próxima terça-feira, 10 de setembro, o livro “Porque devemos chamar-nos cristãos – As Raízes Religiosas das Sociedades Livres”, de Marcello Pera, político e antigo presidente do Senado italiano. Na obra, prefaciada pelo papa emérito, Bento XVI, o autor sustenta que «os liberais», se pretendem «vencer as debilidades do liberalismo atual e enfrentar com vigor renovado os desafios postos, hoje, às sociedades livres», têm de se «reconhecer culturalmente cristãos – o que não implica ser cristão crente nem renunciar à laicidade do Estado». «A “apostasia do Cristianismo”» é «a doença das sociedades livres», que se manifesta por sintomas como «a incapacidade de unir a Europa, devido à recusa em reconhecer a alma que a anima; o esgotamento do Estado social; a debilidade cultural do Ocidente face a culturas alheias à sua tradição, sobretudo a islâmica; o relativismo e o multiculturalismo; a falência ética do Ocidente».

A Igreja em Portugal e no mundo: síntese (3.9.2013)
Colocação dos professores de Educação Moral e Religiosa Católica vai ser feita pelas dioceses, e não pelo Governo | Cáritas de Braga recolhe alimentos | A luz de Cristo e a luz do mundo nas palavras do papa | Papa recebe mensagens de crianças da periferia da Europa.

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