É novo » 28.8.2013

“A grande recusa”: evocação de Bento XVI nos seis meses de renúncia ao pontificado | IMAGENS |
«A 11 de fevereiro de 2013, o mundo católico preparava-se para celebrar a festa litúrgica da Bem-aventurada Virgem Maria de Lurdes, no aniversário da sua aparição de 1858 a Bernadette Soubirous. Este ano, coincidia ainda com o XXI Dia Mundial do Doente. Ao mesmo tempo, no Vaticano, reunia-se o consistório convocado para proclamar oficialmente a santidade dos oitocentos habitantes de Otranto, massacrados pelos turcos muçulmanos em 1480, e, por conseguinte, considerados mártires. Três ocasiões que, por si só, eram mais do que suficientes para carregar esse dia de símbolos. No entanto, perante uma assembleia de cardeais atónitos, pois eram certamente muito poucos os que tinham conhecimento do anúncio que estava prestes a ser feito, no fim do consistório, Bento XVI, o antigo cardeal Joseph Ratzinger, comunicava a sua decisão de renunciar ao Papado.» Apresentamos o prólogo da obra “A grande recusa”.

Poesia de Daniel Faria no congresso de teologia católica europeia sobre «linguagem religiosa e linguagens do mundo»
“A experiência mística da ausência. Uma reflexão teológica sobre a poesia de Daniel Faria” é o tema que José Pedro Angélico vai abordar no congresso da Associação Europeia de Teologia Católica, que começa esta quinta-feira em Itália. A intervenção do professor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Porto), marcada para sexta-feira, integra um dos painéis do encontro internacional, que até domingo debate em Bressanone o tema “Deus em questão: A linguagem religiosa e as linguagens do mundo”. O congresso, que reúne teólogos provenientes de mais de 20 países do Velho Continente, abre com a conferência “A fé e o diálogo com os não crentes”, proferida pelo arcebispo italiano Bruno Forte.

O essencial sobre Santo Agostinho, por Bento XVI
«Gostaria de falar do maior Padre da Igreja latina, Santo Agostinho: homem de paixão e de fé, de grande inteligência e incansável solicitude pastoral, este grande santo e doutor da Igreja é muito conhecido, pelo menos de fama, também por quem ignora o cristianismo ou não tem familiaridade com ele, porque deixou uma marca muito profunda na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo. Pelo seu singular relevo, Santo Agostinho teve uma influência vastíssima, e poder-se-ia afirmar, por um lado, que todas as estradas da literatura latina cristã levam a Hipona (hoje Annaba, à beira-mar da Argélia), o lugar onde era Bispo e, por outro, que desta cidade da África romana, da qual Agostinho foi Bispo de 395 até à morte em 430, se ramificam muitas outras estradas do cristianismo sucessivo e da própria cultura ocidental.» A Igreja católica evoca a 28 de agosto a memória de Santo Agostinho (354-430), e neste mesmo dia do ano de 2013 completam-se seis meses da resignação de Bento XVI, cujo pensamento teológico foi substancialmente influenciado pelo bispo de Hipona. Recordamos as cinco catequeses que Bento XVI dedicou ao doutor da Igreja, que, além do testemunho de proximidade, constituem uma síntese da vida, fé e obra agostiniana.

Santarém, a cidade dos órgãos
Com a exceção do órgão da catedral escalabitana, de construção inglesa, e do pequeno órgão da igreja de Nossa Senhora de Jesus do Sítio, cujo autor se desconhece, os outros instrumentos das igrejas da cidade foram concebidos, há aproximadamente dois séculos, por Machado e Cerveira ou por Joaquim António Peres Fontanes (a quem foi encomendado o conjunto de Mafra) e são representativos da escola de organaria portuguesa, que a partir do século XVIII elaborou especificidades que a distinguiriam do tipo de construção ibérica. A sua recuperação deveu-se a iniciativa da diocese e da Santa Casa da Misericórdia de Santarém (proprietárias dos instrumentos), da Câmara Municipal e do Igespar, tendo subsequentemente sido criado uma estrutura de gestão com vista à manutenção e utilização dos órgãos na liturgia e em recitais – prática que, embora sem a regularidade de apresentações de Mafra, colheu, desde o primeiro ciclo de concertos, na temporada de 2010-2011, o crescente interesse do público.

Santo Agostinho: Prece pela compreensão das Escrituras
Há muito que desejo ardentemente meditar na tua Lei, e nela confessar-te a minha ciência e a minha ignorância, os primeiros vislumbres da tua iluminação e os vestígios das minhas trevas, até que a fraqueza seja devorada pela fortaleza. E não quero que se percam em outra coisa as horas que me ficam livres das necessidades do alimento do corpo, e da aplicação do espírito, e do serviço que devemos aos homens, e que não devemos, e todavia, lhes prestamos.

Dar sem medo
O que não presta para nós, não presta, decerto, para ninguém. Por isso, a dádiva tem de ser incondicional, tem de ser uma partilha genuína. Tem de ser uma atitude de continuidade, adotada por cada um como uma forma de estar na vida. Não damos tudo, mas damos do que é bom, do que é útil, do que faz bem, ainda que nos possa vir a fazer falta. Damos sem medo. Damos sem esperar nada em troca, sabendo, contudo, que quanto mais dermos, mais viremos a receber.

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