É novo » 6.8.2013

Transfigurações
Os discípulos descobrem que a oração de Jesus é transfigurante. Eis aqui uma boa nova para o nosso mundo tão desfigurado pelo ódio, a violência, o rancor, as guerras, a corrida aos interesses pessoais. O primeiro testemunho que podemos dar-lhe é o da atenção ao que nos afeta. Todos conhecemos momentos de graça e de iluminação na nossa vida. É a partir dessa iluminação que retomamos as forças para nos levantarmos e continuarmos. Santo Inácio diz-nos que a alegria é um dos frutos do Espírito, enquanto a tristeza e o desencorajamento denunciam a presença de Satã, o adversário. A ação mais profunda de Deus em nós é aquela em que ele se gera pelo Espírito, através da oração. Ora, só o desejo reza. Não como tendência, nem pulsão, nem gozo mas como esperança. O desejo visa o real que não conhecemos e que só podemos esperar, como algo que nos é dado. Visa sempre um além do prazer, o que é impossível imaginar, a Vida.

Teatro, arquitetura, Bíblia, cante alentejano, liturgia e história na nova edição da revista “Communio”
A mais recente edição portuguesa da revista “Communio – Revista Internacional Católica” – reúne teatro, arquitetura, Bíblia, cante alentejano, história e liturgia num número dedicado ao tema “Rito e ritualidade”. O volume abre com o estudo “Rito e símbolo. O jogo das transcrições”, de Ângelo Cardita, seguido de “Vocabulário e gestos rituais no NT. Pequeno guia para viajar no aberto”, de José Tolentino Mendonça. João M. Eleutério apresenta o artigo “Ritos e iniciação cristã. A emergência do sujeito crente”, e Joaquim Félix de Carvalho reflete sobre a «arte e a arquitetura” na Capela Árvore da Vida. “Adão é deitado de sua alegria. A propósito de ritos, rituais e teatro” é a proposta de Luís Miguel Cintra, e Alexandre Branco Weffort escreve sobre “O cante alentejano. A hipótese ritual”. Leia a apresentação deste número.

Paulo VI: evocação em palavras e imagens | IMAGENS |
«O pontificado de Paulo VI não foi porventura um tempo de profunda transformação, promovida pelo Espírito Santo através de toda a atividade do Concílio, convocado pelo seu Predecessor? Paulo VI, que herdara de João XXIII a obra do Concílio logo após a primeira sessão de 1963, porventura não se encontrou no próprio centro desta transformação, primeiro como Papa do Vaticano II e depois como Papa da realização do Vaticano II, no período mais difícil, imediatamente após o encerramento do Concílio?». Evocação de Giovanni Montini, no dia em que passam 35 anos da morte do primeiro papa a visitar Portugal.

João Paulo II, Hiroshima e a paz
«Inclino a cabeça quando recordo os milhares de homens, mulheres e crianças que perderam a vida num momento terrível, e aqueles que por longos anos trouxeram no corpo e na mente os germes de morte que inexoravelmente continuaram o seu processo de destruição. O balanço definitivo do sofrimento humano iniciado aqui, ainda não foi completamente redigido, nem ainda calculado o completo custo humano pago, sobretudo se considerarmos o que a guerra nuclear provocou — e poderá ainda provocar — nas nossas ideias, nas nossas atitudes e na nossa civilização.» «Recordar Hiroxima é assumir um compromisso pela paz. Recordar tudo aquilo que sofreram os habitantes desta cidade é renovar a nossa confiança no homem, na sua capacidade de fazer o que é bem, na sua liberdade de escolher o que é justo, na sua vontade decidida para transformar uma situação trágica num começar de novo.» A 25 de fevereiro de 1981, o papa João Paulo II visitava a cidade japonesa de Hiroshima, que a 6 de agosto de 1945 tinha sido atingida pela primeira bomba atómica lançada pelos EUA contra o Japão.

A Igreja em Portugal e no mundo: síntese (5.8.2013)
Curso de Arquitetura da Universidade Católica recupera aldeia isolada | Oposição síria pede libertação de padre jesuíta | Representante do Vaticano evoca vítimas da bomba atómica em Hiroshima e Nagasáqui | Jovens são sensíveis ao vazio de valores e pagam por isso, diz papa.

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