É novo » 1.8.2013

Salvar a beleza do mundo
A feliz expressão de Fédor Dostoievski, «a beleza salvará o mundo», faz com que cada um chegue à perceção de que o mundo pode ser resgatado com a beleza, a beleza do gesto, da inocência, do sacrifício, do ideal, da gratuitidade. Hoje, porém, num mundo que relegou a beleza para o campo do fútil ou do ornamental, é legítimo interrogar-se: quem salvará a beleza do risco de se tornar vazia? Na nossa modernidade, a beleza rebaixa-se, permanece uma palavra que todos pronunciam, de que não conseguem privar-se, mas está confinada a um ângulo banal e sem valor: o efémero. Foi reduzida a pouca coisa, frente às questões económicas, financeiras e científicas que agitam a nossa sociedade. Foi-lhe reservado um lugar entre as mil coisas inúteis da vida, ficou confinada ao decorativo, àquilo que é máscara da realidade. Marginalizada também pela teologia.

Leitura: “Pinharanda Gomes – A obra e o pensamento: estudos e testemunhos”
A obra “Pinharanda Gomes – A obra e o pensamento: estudos e testemunhos” (Zéfiro) foi apresentada a 23 e 24 de julho, respetivamente na Biblioteca Nacional, em Lisboa, e na mostra de livros “Letras na Avenida”, no Porto. Na Cidade Invicta, a sessão foi organizado pelo Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras do Porto, em colaboração com o Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa (Porto) e da revista “Nova Águia”. José Acácio da Aguiar e Castro, do Centro de Estudos do Pensamento Português, salientou a importância da chamada “Escola do Porto”, recordando nomes como Pascoaes e Leonardo Coimbra, cuja influência considerou determinante na estrutura mental de Pinharanda Gomes, evidenciando depois a dimensão humanística e cristã do seu pensamento.

“Viagens com Alma” partem à descoberta da herança de Cluny em Portugal | IMAGENS |
A aproximação do ano 1000 acendeu os medos na população medieval: medo do fim do mundo, medo dos muçulmanos que ocupavam a Península Ibérica, medo da epidemias, medo das invasões dos normandos… Os mosteiros, que à época são o centro da Igreja, atravessam também uma crise: tendo caído sob o domínio dos bispos ou dos senhores feudais, muitos perderam a sua autonomia e influência. Uma comunidade instalada a partir de 910 em Cluny, França, vai ser o motor do renovamento monástico durante dois séculos. A vida monástica contemplativa não impedia uma participação decisiva nas questões políticas. A própria fundação de Portugal pode ser lida em função das relações privilegiadas entre Henrique de Borgonha – pai de Afonso Henriques – e o seu parente, Hugo, o Grande – abade de Cluny.

A Igreja em Portugal e no mundo: síntese (31.7.2013) | IMAGENS + VÍDEO |
Igreja deve ter maior «empenho» e «esforço material» no apoio aos emigrantes portugueses | «Fraternidade» e «cultura do encontro» são os temas da primeira mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz | Universidade Católica tem de mostrar «qualidade máxima» e fortalecer «cultura católica», diz reitora | Milícia islâmica ataca cristãos na República Centro-Africana | Presidente da República visitou centro social da paróquia de Campeã | Papa doa 20 mil euros à comunidade da Varginha | Twitter: Papa chega aos oito milhões de seguidores.

Visita guiada: percorrer os passos dos Jesuítas em Lisboa
A iniciativa “Os Edifícios Históricos da Companhia de Jesus”, com participação gratuita, vai dar a conhecer a ação da ordem em Lisboa, desde a sua vinda para Portugal em 1540, até à expulsão do território nacional pelo Marquês de Pombal, em 1759.

Quem nos rouba o tempo?
Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos. «Despacha-te para quê?». Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos dizer. E também disso, desse vazio de respostas, preferimos fugir.

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