É novo » 31.7.2013

Elogio do tempo livre
Pensar o que se faz do tempo é refletir como se define o homem. Fica assim indicada uma possibilidade de entendimento do tempo livre. Ele não é apenas um tempo «entre» tempos, já ocupados, mas interroga-nos, antes de mais, sobre a realização pessoal e social que projetamos, sobre o projeto que pessoal e socialmente desejamos para as nossas vidas. Mesmo o descanso autêntico pede para ser enquadrado nesta dinâmica maior da responsabilidade pela realização pessoal e social. O tempo livre é tempo de integração. De enriquecimento cultural, pessoal, afetivo. De exercitação do músculo da imaginação e da criatividade. De explicitação da vida interior.

As perguntas do papa Francisco
Procuramos que o nosso trabalho e o de nossos presbíteros seja mais pastoral que administrativo? Superamos a tentação de tratar de forma reativa os problemas complexos que surgem? Criamos um hábito proativo? Na prática, fazemos os fiéis leigos participantes da Missão? Temos como critério habitual o discernimento pastoral, servindo-nos dos Conselhos Diocesanos? Nós, Pastores Bispos e Presbíteros, temos consciência e convicção da missão dos fiéis e damos-lhe a liberdade para irem discernindo, de acordo com o seu caminho de discípulos, a missão que o Senhor lhes confia? Os agentes de pastoral e os fiéis em geral sentem-se parte da Igreja, identificam-se com ela e aproximam-na dos batizados indiferentes e afastados? A Conversão Pastoral diz respeito, principalmente, às atitudes e a uma reforma de vida.

Pro Pacem: música, textos, arte e espiritualidade pela paz | ÁUDIO |
Cremos firmemente que os principais inimigos do homem que são a ignorância, o ódio e o egoísmo só se podem combater mediante o amor, o saber, a empatia e o entendimento: não é essa a função última da arte e do pensamento? Por isso pensámos que todas estas músicas, estas obras de arte, estas reflexões filosóficas e espirituais, estas análises acerca do mundo globalizado em que vivemos, e também estes conhecimentos oferecidos pelas estatísticas que apresentamos, serão susceptíveis de nos dar um pouco mais de luz e uma perspetiva um pouco mais objetiva sobre o mundo atual, tão sombrio e complexo.

A caixa dos brinquedos
Acontece, por vezes, que, à medida que os filhos crescem, desaparece das famílias a caixa dos brinquedos. As casas tornam-se (um pouco) mais ordenadas, aderem a uma rotina perfeita que durante anos não tiveram, numa respeitabilidade estável segura de si. Principia-se então uma estação de tréguas, sem as surpresas que desesperavam: a chuva de peças órfãs dos seus jogos, os bonecos a ressurgirem onde absolutamente não deviam, o inofensivo módulo encontrado pelo canalizador como única explicação para a monumental avaria. Primeiro respira-se de alívio, portanto. Mas depois, estranhamente, nem tanto. Pois há uma hora em que se percebe a falta que nos faz a caixa dos brinquedos.

“A velha”: um conto escrito e narrado por Teolinda Gersão | VÍDEO |
Escrevia de vez em quando aos filhos e aos netos, mas poucas vezes, porque percebera que eles não tinham tempo de ler as cartas, o que era natural – a vida de hoje era tão a correr e as pessoas sofriam muito, sobretudo as crianças, de um lado para o outro. Saíam de casa de noite e entravam de noite. Mas ela estava livre dessa correria: tinha todo o tempo por sua conta. É verdade que, em alguns dias, ele era mais difícil de passar, mesmo vendo a televisão até ao fim, porque já não tinha olhos para fazer malha. Claro que muitas coisas ela tinha perdido com os anos: em parte os olhos, e muita da saúde, mas sobretudo pessoas.

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