É novo » 15.7.2013

Lumen fidei: A novidade de uma encíclica
Comecemos por sacudir equívocos. O primeiro é o de pensar que uma encíclica sobre a fé destina-se a ser acolhida dentro da cerca eclesial, e aí só, como se ela não constituísse um texto de enorme importância para a cultura ou para a sociedade no seu conjunto. O segundo é a consideração de que a relevância do discurso cristão se esgota nos pronunciamentos ditos sociais: o Papa Francisco ir ao desembarcadouro de Lampedusa, reclamar corajosamente por políticas mais humanas, colhe o interesse geral, mas propor, com igual desassombro, uma reflexão sobre o sentido da fé, isso já é olhado como minudência descartável. Ora, a discussão sobre a fé, e sobre a irreverente singularidade da fé cristã, é um assunto de cidade, como já amplamente o provou o apóstolo Paulo, que deslocou esse debate do interior das sinagogas para areópagos, escolas de filosofia, teatros e cantos de estrada o debate sobre a essência do cristianismo precisa urgentemente de reencontrar a sua natureza pública.

Papa lembra que Deus prefere a «misericórdia» à «condenação», e pede orações pela Jornada Mundial da Juventude
«Deus quer sempre isto, a misericórdia, e não andar a condenar todos», frisou o papa este domingo, na recitação da oração mariana do Angelus, em Castel Gandolfo. As palavras de Francisco foram proferidas a propósito da parábola bíblica do Bom Samaritano, lida no evangelho proclamado nas missas deste dia: «Deus é misericordioso, sabe compreender todas as nossas misérias e também os nossos pecados», vincou. O papa confiou à Virgem Maria a sua viagem ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude. Antes do Angelus, Francisco recordou João Paulo II e Bento XVI, que gostavam de passar parte do verão nesta residência pontifícia: «O seu testemunho vos sirva sempre de encorajamento na fidelidade diária a Cristo e no esforço contínuo para conduzir uma vida coerente com a exigência do Evangelho e os ensinamentos da Igreja», apelou. O papa também pediu as orações dos colaboradores: «Rezai por mim. Bem preciso… Não vos esqueçais de mim. Rezai também vós por mim e pelo meu serviço».

“A Batalha de Tabatô”: entre guerra e paz, amor e cultura, passado e futuro | VÍDEOS + IMAGENS |
“A Batalha de Tabatô”, obra entre o documental e a ficção, fortemente enraizada na essência identitária de uma aldeia de músicos que cumpre a arte musical como vivência e garante da harmonia entre as pessoas – cada qual com seu lugar, todas juntas numa sintonia possível –, é uma incrível metáfora da atual situação da Guiné: inclui o peso e o horror da guerra, explicitado no trauma de uma personagem que não se consegue libertar dessa memória, e aponta o amor e a arte como claros caminhos de resgate, se não de cada personagem, da alma de um povo. Pelo pulsar de uma cinematografia bem viva e atenta ao mundo que somos, “A Batalha de Tabatô” vem, mais uma vez, provar a qualidade do cinema português, para o qual urge divulgação, reflexão, mobilização e investimento.

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