É novo » 2.7.2013

Pré-publicação: “Uma casa aberta a todos – O novo patriarca fala dos grandes temas”
«Deveria ter 8 ou 9 anos, estava a ajudar à missa (nessa altura chamava-se «menino de coro», não acólito), presidida pelo padre da minha paróquia, o padre Joaquim Maria de Sousa, de quem tenho tão boa recordação! E lembro-me como se fosse hoje. Até me lembro do sítio na sacristia, de estar a vê-lo a tirar as vestes sacerdotais e dizer: eu quero ser como o padre Joaquim! Lembro-me perfeitamente desse momento. Ficou essa recordação que, de vez em quando, voltava. Lá em casa, sobretudo a minha mãe, sempre dizia: “Primeiro, forma-te; depois, vês!” E foi o que acabou por acontecer!» O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura oferece a pré-publicação de alguns excertos de uma obra composta de entrevistas conduzidas pelo diretor da Agência Ecclesia, Paulo Rocha, um “dicionário” com as posições de D. Manuel Clemente sobre várias questões relacionadas com a Igreja e a sociedade, bem como fotografias do prelado, desde a infância à atualidade.

Invocar a memória, provocar os afetos!
As emoções e os sentimentos no seu nível primário não são de ordem arbitrária e irracional mas contêm uma racionalidade, um logos intrínseco, uma intencionalidade que se cristaliza linguisticamente e culturalmente, na decisão e no comportamento (importância dos marcadores sinápticos/neurões-espelho como processo cumulativo das diversas experiências e da alargar os afetos ao nível da interação social e empática entre os atores sociais). Doutro modo, o diz o poeta dinamarquês prémio Nobel da Literatura Tomas Tranströmer: «Trago em mim os meus rostos anteriores, / como a árvore tem os anéis da sua idade. / O que eu sou é a soma de todos esses rostos. / O espelho só vê o meu rosto mais recente, / mas eu conheço todos os anteriores». O drama da existência do homem contemporâneo não é o de ver/desejar Deus mas de já não O sentir como espírito incarnado e presente na história.

Editoras Paulus e Paulinas lançam livros sobre D. Manuel Clemente, novo patriarca de Lisboa
“D. Manuel Clemente – Patriarca de Lisboa”, publicado esta segunda-feira pela Paulus, apresenta uma biografia do prelado «e um elenco dos principais desafios que o aguardam na condução do patriarcado, bem como uma seleção de pensamentos sobre os temas mais pertinentes para a Igreja e a sociedade atual». A obra (128 páginas, 10,00 €), assinada por José Carlos Nunes, Ricardo Perna e Sílvia Júlia, jornalistas da revista “Família Cristã”, pretende dar a conhecer melhor uma «figura reconhecida tanto no meio eclesial quanto no meio cultural, social e político». No dia em que decorre a entrada solene em Lisboa, este domingo, as Paulinas lançam “Uma casa aberta a todos”, composto por entrevistas a D. Manuel Clemente conduzidas por Paulo Rocha, diretor da Agência Ecclesia. O volume (264 páginas, 15,50 €) «contém um núcleo extenso de entrevista, onde o novo Patriarca aceita falar abertamente de todos os grandes temas em debate e das expectativas desta hora», seguido de «uma espécie de “dicionário” de A a Z, com as entradas fundamentais do seu pensamento.

Monjas Dominicanas abrem a porta à teologia, arte e economia nas “Conferências no Mosteiro” 2013/14
Teologia, arte, economia e sociologia são algumas das áreas que vão estar em debate nas “Conferências do Mosteiro” de 2013/14, organizadas pelas Monjas Dominicanas do Lumiar, em Lisboa. “A relação: um modo quotidiano e profético de viver o Evangelho” é o tema dos nove encontros, compostos pela intervenção do orador convidado, seguida de debate, convívio e missa, refere o desdobrável da iniciativa. «A Fé não é um conjunto de conteúdos abstratos, nem um somatório de vivências despersonalizadas. A fé funda-se. colhe-se e reinventa-se na relação. Na relação nós somos e o outro é, mutuamente nos descobrimos e interrogamos, vivemos presenças e silêncios, saboreamos a transparência e o segredo. Não há melhor lugar para tactear o nome de Deus… ou o nosso próprio nome», acrescenta. Conheça o programa.

História da diocese de Lisboa contada pelo novo patriarca (II): da reconquista cristã à separação de Compostela
Quando se pede a rendição dos mouros, aparece nas muralhas, juntamente com o seu alcaide, um «bispo», que pode bem ser o chefe da comunidade cristã moçárabe de Lisboa: este bispo é dito muito idoso, o que já levou a admitir-se ter sido eleito por 1094 ou 1095, quando Afonso VI de Leão manteve a cidade por algum tempo em seu domínio; mas poderia também ser, simples e normalmente, mais um elo da desconhecida cadeia de prelados moçárabes; o certo é que foi morto por alguns dos cruzados nórdicos, que, pouco ou nada cientes da realidade do moçarabismo peninsular, o terão tomado por mais um mouro apenas. E esta teria sido a sorte de outros cristãos da Lisboa mourisca.

Prémio Terras Sem Sombra distingue cantor lírico italiano, investigador angolano e Associação dos Arqueólogos Portugueses
A edição de 2013 do Prémio Internacional Terras sem Sombra, instituído pelo Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja, distingue este sábado o cantor lírico italiano Enzo Dara, a Associação dos Arqueólogos Portugueses e o investigador angolano Pedro Vaz Pinto.Os galardões, que vão ser entregues na Casa da Cultura da Comporta, em cerimónia presidida pela infanta Pilar de Borbón, irmã do rei Juan Carlos, de Espanha, premeiam, respetivamente, a “Promoção da Música”, a “Salvaguarda do Património Cultural” e a “Conservação da Natureza”. «Os laureados são o expoente máximo daquilo que o Festival pretende alcançar. A valorização da música como uma das expressões mais belas do espírito humano, a defesa do património cultural em risco e a salvaguarda dos tesouros da biodiversidade são os seus eixos dinamizadores. Tomar como exemplo referências cimeiras destas três realidades faz-nos desejar ir cada vez mais longe.»

Cinema: “Imperador” | VÍDEO + IMAGENS |
Japão, pós Segunda Guerra Mundial. Consumada a rendição aos Estados Unidos, dois generais americanos – Douglas MacArthur e Bonner Fellers – estão em território japonês com a incumbência de julgar o papel do imperador Hirohito na guerra. Em causa está a consideração, ou não, da sua culpa como criminoso de guerra. O clima é de extrema tensão e os generais têm apenas dez dias para deliberar, sabendo de antemão que, seja qual for a decisão, influenciará o curso da História. Um processo extraordinariamente difícil e delicado que se torna mais complexo à medida que conhecem o imperador e a sua cultura fortemente enraizada em valores como a honra, a lealdade e a obediência. Mas acima de tudo, sob o princípio de que o poder e a responsabilidade do imperador, acima da pessoa, é de ordem divina.

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