É novo » 27.6.2013

Cardeal Bergoglio (Papa Francisco): O desafio de ir ao encontro das pessoas
João XXIII também era um pastor que saía para a rua. Quando era patriarca de Veneza, às onze horas, costumava descer até à praça de São Marcos para cumprir o chamado «ritual da sombra», que consiste em pôr-se à sombra de uma árvore ou à porta dos bares e beber um copinho de vinho branco e conversar uns minutos com os paroquianos. Fazia-o como qualquer veneziano e, depois, continuava o seu trabalho. Isso para mim é um pastor: alguém que sai ao encontro das pessoas. (…) As pessoas afastam-se quando não são recebidas, quando não são reconhecidas nas pequenas coisas, quando não as vamos buscar. Mas também quando não as fazemos participar da alegria da mensagem evangélica, da felicidade de viver cristãmente. Não é um problema só dos padres, mas também dos leigos. Não é de bom católico estar à procura só do negativo, do que nos separa. Não é isso o que Jesus quer.

Manuel Fúria cantou em Fátima, na Jornada Nacional da Pastoral da Cultura | VÍDEO |
“À minha alma”, da banda “Os Velhos”, e a comemoração do primeiro mês de casamento com “Canção para casar contigo”, do álbum “Manuel Fúria contempla os lírios do campo” (2013), foram dois dos três temas que o cantautor, acompanhado por Tomás Wallenstein, interpretou na 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, e que apresentamos agora em vídeo. O encontro, que decorreu a 21 de junho em Fátima, reuniu mais de 150 pessoas para debater o tema “Culturas Juvenis Emergentes”. Antes da apresentação, Manuel Fúria participou numa mesa redonda onde vincou que «ser jovem é dizer que viver não é inútil»

Igreja que se assume como «fortaleza» dá «sinal de fraqueza» e remete-se para a «margem» da sociedade
A atitude, explicitamente abraçada, ou apenas implicitamente condicionadora, de Igreja-fortaleza diminui a sua missão no mundo. Porque faz dela um espaço mais fechado sobre si, medrosamente a remeter-se para a margem. Seja a «fortaleza» mais defensiva, para preservação e retaguarda de ataque, ou mais refúgio confortável de fuga e desistência de engajamento com o mundo, é sempre sinal de fraqueza da Igreja. A Igreja é para ser espaço que arrisca o encontro, ponte de diálogo, porque existe não para condenar o mundo, nem para o ignorar, mas para ser sinal, fermento, sacramento da sua salvação. A Igreja é meio, não fim em si mesma, e é na vulnerabilidade de se dar ao mundo sem medo que encontra a sua própria fortaleza, porque mais se aproxima do modo de ser de Jesus.

Papa Francisco: «Ninguém é inútil na Igreja. Somos todos irmãos» | IMAGENS |
«Ninguém é inútil na Igreja. (…) Ninguém é secundário, todos somos iguais aos olhos de Deus», afirmou esta quarta-feira o papa, na audiência geral semanal realizada na Praça de S. Pedro, no Vaticano, perante cerca de 70 mil pessoas. «Eu sou como vós, somos irmãos, ninguém é anónimo. O Papa é como os outros, não é o mais importante», vincou Francisco. «Somos todos iguais, todos irmãos. Estamos todos na Igreja, contribuímos para a construir, e isto deve fazer-nos reflectir, porque se falta um tijolo, falta alguma coisa nessa casa», sublinhou.

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