É novo » 21.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

«Os jovens já não são os de antigamente»: Jornada da Pastoral da Cultura debate “Culturas Juvenis Emergentes”
Como explicar a extraordinária lentidão com que a comunidade eclesial se vê a si própria – e aqui não estamos a falar da invenção de novas formas e de novos movimentos, pois já os há em número suficiente – em relação à incredulidade que enforma a geração juvenil? Ou como justificar a surpreendente repetitividade de liturgias e de eventos que marca o ano pastoral das paróquias e dos oratórios, das associações e dos movimentos? Parece-nos estar a assistir a uma viragem de época de alcance singular: o Cristianismo, que graças à sua origem judaica rompera o conceito cíclico do tempo, típico da cultura grega, em favor de um futuro que apela sempre a coisas novas, está hoje cada vez mais dominado por aquilo que, com fina ironia, Nietzsche definia como o seu monótono-teísmo!

Universidade Católica propõe cursos breves de Teologia e Artes durante o verão
A Universidade Católica Portuguesa volta a propor nos meses de verão um conjunto de cursos breves em áreas como a Teologia e Artes, lecionadas pelos seus docentes e por especialistas convidados. Os cursos, «novos, ousados, irreverentes, abertos a públicos não especializados nos vários temas», são gratuitos, como acontece com os de Teologia, ou têm preços que começam nos 5 euros. Economia e Gestão, Voluntariado, Educação, Psicologia, Direito, Ciências da Saúde e Biotecnologia são as áreas abrangidas pelas dezenas de formações.

Papa Francisco: os primeiros 100 dias de “Che Bergoglio”
É o cardeal italiano Camilo Ruini quem se ri quando lhe dizem que os críticos do Papa Francisco na Cúria Romana lhe chamam “Che Bergoglio”.O epíteto pode ser verrinoso, se nos lembrarmos do argentino Che Guevara, guerrilheiro idolatrado, mas com pés de chumbo para esmagar os rivais. Outros críticos limitam-se ao azedume para o acusar de «populista» e «demagogo sul-americano». O Papa Francisco é um mero epifenómeno ou obedece a uma sólida teologia de quem sabe o que quer e para onde vai? A sua eleição não foi por acaso. Revelou credenciais para ser eleito e, não sendo à primeira, em 2005, foi à segunda contrariando a maioria das apostas. Cultivou em Buenos Aires uma “teologia do povo”, concretizando-a na praxis pastoral a partir da cultura, religiosidade e mística populares. Terá sido por isso que anunciou uma Igreja pobre e ao serviço dos pobres. O seu pontificado está a ser cativante.

Cinema: “Paulo VI, o papa na tempestade” | VÍDEO + IMAGENS |
Eleito precisamente há 50 anos, a 21 de junho de 1963, é a Paulo VI que cabe consolidar a principal demanda do seu antecessor, João XXIII, reabrindo o Concílio Vaticano II (1962-1965) e assumindo a árdua tarefa da interpretação e implementação dos seus pressupostos. Um processo que exige uma delicada gestão de sensibilidades e expetativas dentro e fora da Igreja, ante reformas que iriam afetar praticamente todas as áreas da vida religiosa, social, política e económica mundial. Esta minissérie não esgota a reflexão sobre as questões relacionadas com Paulo VI, e por se tratar de uma obra de ficção, e não de um documentário, não dispensa uma aferição de alguns dos episódios narrados que deixem clara a componente ficcional e real. Mas, mesmo com as suas deficiências de tradução e legendagem, pode fornecer um bom enquadramento e ponto de partida para o conhecimento do papa Montini. Veja aqui, integralmente.

Os caminhos do verão
Vem o sol, avança sobre os dias uma claridade que já quase ignorávamos, o calor estende-se longamente como um gato preguiçoso, é julho, quase agosto, e mesmo de gravata e afazeres ainda apertados ao pescoço sabemos isso: que somos feitos para outros modos, que pertencemos a outros lugares. Não tem de ser necessariamente uma deslocação para outro país ou uma cidade diferente da nossa. Às vezes tudo o que nos falta é simplesmente caminhar com outro passo. O verão começa na madrugada desta sexta, 21 de junho.

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