É novo » 20.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Por que razão os jovens já não vão à missa: Jornada da Pastoral da Cultura sobre “Culturas Juvenis Emergentes”:
Tentando formular uma primeira resposta ao porquê do afastamento dos jovens da Igreja, devemos tomar consciência do facto de que as paróquias (e, em parte, as associações e os movimentos) são essencialmente lugares de exercício da fé: lugares que ressupõem, naqueles que os frequentam, uma fé no Evangelho já presente e um certo domínio da práxis da oração. Se uma qualquer pessoa, que não saiba o que é a fé, entrar, hoje, numa das inúmeras paróquias (…), não encontrará espaço algum onde possa esclarecer a sua ignorância e, na melhor das hipóteses, ultrapassá-la. Se nela entrar uma qualquer pessoa que não saiba o que é rezar, dificilmente encontrará alguém disposto a ensinar-lhe como se reza. E como é importante a oração, sobretudo no nosso tempo… Uma Igreja assim, que não ensina a crer, que não ensina a rezar, não pode suscitar muito interesse à primeira geração incrédula do Ocidente, a qual, de facto, nada faz para ocultar o seu tão pouco interesse por ela.

“A vida de Maria”: ator Miguel Loureiro apresenta poemas de Rilke que vão ser lidos na Jornada da Pastoral da Cultura | VÍDEO |
«Não tivesses tu simplicidade, como poderia / acontecer-te o que agora a noite enche de luz? / Vê, o Deus que sobre os povos em ira ardia / torna-se manso e em ti ao mundo vem Jesus. // Terias imaginado maior esse Menino?» O programa da 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que esta sexta-feira, 21 de junho, debate em Fátima o tema das “Culturas Juvenis Emergentes” (inscrições ainda abertas), inclui a leitura de poemas de “A Vida de Maria”, de Rainer Maria Rilke (1875-1926). A apresentação, que integra um dos momentos artísticos do encontro – o outro será com o cantautor Manuel Fúria – é protagonizada pelos atores Flávia Gusmão, Pedro Lacerda e Miguel Loureiro, que em dezembro de 2011 levou um recital baseado nos mesmos poemas ao Teatro Municipal S. Luiz, em Lisboa. Na ocasião o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura entrevistou Miguel Loureiro, que começou por sublinhar o seu encantamento pela obra poética de Rilke.

D. Manuel Clemente é o novo presidente da Conferência Episcopal Portuguesa
D. Manuel Clemente, até agora vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, vai ocupar a presidência deste organismo, sucedendo no cargo a D. José Policarpo. A eleição foi realizada esta quarta-feira, em Fátima, onde os bispos estiveram reunidos em assembleia plenária extraordinária para decidir o sucessor de D. José Policarpo, que após a nomeação do papa Francisco também já tinha dado o lugar a D. Manuel Clemente enquanto patriarca de Lisboa. O prelado preside à Conferência Episcopal até às próximas eleições, previstas para o fim de abril de 2014. D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, membro do Conselho Permanente do episcopado no triénio de 2011 a 2014, foi eleito vice-presidente.

Os primeiros dias do papa Francisco: realidades e expectativas
«Ver o papa fazer escolhas sóbrias, não viajar demasiado enclausurado pela escolta, não usar o topo de gama do parque automóvel do Vaticano e, sobretudo, passar horas entre as pessoas, com os doentes e as crianças, mostrando como isso é fundamental, faz com que pareçam a anos luz e decididamente datados um certo modo de ser bispo e o sempre ressurgente clericalismo. Antes ainda de decidir nomeações ou decidir o aligeiramento da Cúria – necessária e pedida nas reuniões anteriores ao conclave pela maioria dos cardeais, Bergoglio já enviou sinais inequívocos de renovação, que só quem faz questão de não ver ou tem o problema de manter o statu quo pode ignorar.» A análise do vaticanista Andrea Tornielli, que recentemente esteve em Portugal para apresentar o seu livro “Francisco, o Papa de todos nós” (A Esfera dos Livros).

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