É novo » 18.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Jornada da Pastoral da Cultura sobre “Culturas Juvenis Emergentes”: saber ouvir antes de falar
«O envolvimento comunicativo [entre a Igreja os jovens] supõe que haja um conhecimento profundo do que são hoje as culturas juvenis. São muito ricas, têm criatividade e exprimem valores profundamente evangélicos, mesmo que traduzidos de outra forma. Mas ao mesmo tempo exprimem um sofrimento muito grande. A juventude é hoje o lugar de solidão, de incerteza, de onde se olha o futuro com apreensão e medo enormes. Por isso há uma espécie de contração da esperança com a qual é necessário a Igreja dialogar.» Em entrevista transmitida esta segunda-feira no programa Ecclesia (RTP-2), o responsável apresentou a 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que esta sexta-feira, 21 de junho, analisa em Fátima o tema “Culturas Juvenis Emergentes”. Nestas declarações, de que apresentamos alguns excertos, o responsável frisa a importância de compreender a diversidade das culturas juvenis, sublinha que é essencial saber ouvir antes de falar, menciona as dificuldades de compreensão entre Igreja e juventude, e apresenta a Jornada da Pastoral da Cultura, que continua com as inscrições abertas.

Pré-publicação: “A primeira geração incrédula”
Estamos hoje perante aquela que pode ser definida como a «primeira geração incrédula» do Ocidente: uma geração que não se põe contra Deus nem contra a Igreja, mas uma geração que está a aprender a viver sem Deus e sem a Igreja. Entre os muitos «sem» que (…) marcam a geração dos nossos jovens de vinte-trinta anos («sem pressa de crescer, sem trabalho estável e perspetivas seguras, sem uma intenção próxima de constituir família, sem as prerrogativas sociais possuídas pelos seus coetâneos do passado, sem espaços nem papéis de relevo capazes de oferecer segurança e de fazer sentir o seu cunho geracional»), há outro «sem» que se impõe aqui: uma geração pura e simplesmente «sem» Deus e «sem» Igreja. Como é óbvio, estes rapazes e estas raparigas, estes jovens da «primeira geração incrédula», não surgem do nada. Trata-se, com efeito, de uma geração à qual ninguém narrou nem testemunhou a força, a beleza, a importância humana da fé; de uma geração que ninguém ajudou a desenvolver o sentido da transcendência, da invocação, do desejo, da criaturalidade, da oração, da comunidade.

«Os cristãos devem ser revolucionários», diz papa
«Devemos preparar-nos para uma luta espiritual sem medo: os cristãos devem ser revolucionários», afirmou esta segunda-feira o papa aos participantes no congresso diocesano de Roma. «Nós somos revolucionários desta revolução porque caminhamos por esta estrada da maior mutação da história da humanidade. Um cristão, se não é revolucionário, não é cristão», acrescentou. O papa lembrou a narrativa evangélica que fala da necessidade de abandonar 99 ovelhas para ir à procura daquela que se perdeu: «Somos minoria. Sentimos o zelo apostólico de procurar as outras 99?», questionou. «Não podemos mais dar como certo que entre nós e em torno a nós, num crescente pluralismo cultural e religioso, seja conhecido o Evangelho de Cristo», assinalou.

D. Manuel Clemente: Novo patriarca de Lisboa deu última aula na Universidade Católica, após 40 anos de ensino
D. Manuel Clemente, novo patriarca de Lisboa, despediu-se de 40 anos de docência na Universidade Católica com uma intervenção sobre as prioridades que seguiu, sobretudo na disciplina de História da Igreja em Portugal, lecionada na Faculdade de Teologia. «O que mais sublinho, pessoalmente falando, é o facto deste percurso docente se entrelaçar com a preocupação profunda de compreender o catolicismo português contemporâneo, para o poder protagonizar adequadamente no serviço eclesial que me tem sido cometido», afirmou a 11 de junho, no Porto. Depois de frisar que a sua ação sempre lhe exigiu «estudo», o prelado vincou que «a realidade da Igreja e do mundo» lhe pedem «respeito pela respetiva verdade» e exigem «verdade na resposta».

A perda de sentido, significado e transcendência das festas religiosas
Por esta altura, um pouco por todo o país, surgem, com toda a pujança, as festas patronais. São manifestações cheias de valores: dos artísticos aos conviviais, dos económicos aos espirituais. Mas nem tudo é ouro de lei. Cristãmente, a festa é a experiência dos acontecimentos nos quais Deus realiza e manifesta a salvação. Se lhe retirarmos esta dimensão, ficamos com um monstro nos braços. O que está largamente a acontecer. Em grande parte porque autarquias e comissões autonomeadas, a quem só interessa o folguedo, operaram uma tal metamorfose que da festa cristã ficou apenas… o nome do santo. Na melhor das hipóteses! E são hoje as “festas do Concelho” ou a “Romaria de qualquer coisa”.

João XXIII, a encíclica “Mater et Magistra” e a agricultura
«O homem encontra no trabalho agrícola mil incentivos para se afirmar, progredir e enriquecer, mesmo na esfera dos valores do espírito. É, portanto, um trabalho que se deve considerar e viver como vocação e missão.» João XXIII foi o primeiro a escrever uma Encíclica sobre a questão rural e a necessidade da promoção das comunidades rurais. Nos 50 anos da sua morte, e por ocasião da 50.ª edição da Feira Nacional da Agricultura, propomos uma revisão sobre a encíclica “Mater et Magistra” e o setor primário da economia.

Basílica de Castro Verde acolhe Haydn, Ligeti e Schoenberg em novo concerto do Festival Terras Sem Sombra
Monumento ímpar do Barroco joanino, a Basílica Real de Castro Verde oferece o cenário para mais um concerto do Festival Terras sem Sombra, o quinto da edição de 2013, a 22 de Junho, às 21h30. Serão interpretadas, pelo mais internacional dos ensembles espanhóis de cordas, o Cuarteto Casals, três obras culminantes dos compositores Gyorgy Ligeti, Franz Joseph Haydn e Arnold Schoenberg. «As obras escolhidas por Pinamonti representam uma síntese do impacto da espiritualidade na criação contemporânea e elevam a um nível surpreendente o legado romântico; isto torna-as uma experiência estética, mas também existencial, muito especial.»

Mulheres, Mística e Teologia: Movimento Graal organiza encontro internacional sobre «a transgressão na solicitude»
O Movimento Graal organiza nos dias 22 a 26 de julho o quarto encontro internacional “Mulheres Teologia e Mística”, dedicado ao tema “As parteiras de Israel: ou a transgressão na solicitude”. “Joana de Jesus e mulheres místicas portuguesas”, “Mulheres que combateram por Deus”, “Outros partos novas transgressões: no ensino social da Igreja?” são alguns dos temas do seminário.

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