É novo » 12.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Três prioridades para a Igreja: recuperar o essencial da vida humana, dar testemunho, ser pobre
«Recuperar o contacto com a densidade elementar e biográfica da existência humana, com todas as suas limitações, ambiguidades e tensões, deveria ser uma das preocupações centrais do testemunho cristão: das formas de vida e de celebração, de organização, de criação artística e de pensamento. Para tal, precisaríamos de abandonar chavões grandiloquentes, moralismos fáceis, paternalismos irrelevantes, falsos consensos, boas intenções que, no fundo, nem acolhem a força transformadora do Evangelho, nem recolhem a riqueza da Tradição eclesial, nem enfrentam o concreto da realidade, com as suas ambiguidades e promessas.» A perspetiva do teologo jesuíta José Frazão Correia, um dos conferencistas da próxima Jornada da Pastoral da Cultura, que a 21 de junho debate em Fátima o tema “Culturas Juvenis Emergentes”.

Igreja deve abraçar pobreza e recusar poder da riqueza, diz papa Francisco
Depois de há semanas ter criticado o predomínio do lucro na sociedade, o papa sublinhou esta terça-feira a importância que a gratuidade e a pobreza devem ter na identidade da Igreja Católica e no anúncio da mensagem cristã. Francisco lembrou um episódio narrado no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos: «Filipe, quando encontrou o ministro da economia da rainha Candace, não pensou: “Bom, criemos uma organização para sustentar o Evangelho…” Não! Não fez um “negócio” com ele: anunciou, batizou e foi-se embora». Na homilia da missa a que presidiu, o papa salientou que desde as origens da comunidade cristã se manifestou «a tentação de procurar força» para além do gratuito, esquecendo que a «força» da Igreja reside na «gratuidade do Evangelho». O anúncio da mensagem cristã «deve caminhar pela estrada da pobreza»: «O testemunho desta pobreza: não tenho riqueza, a minha riqueza é apenas o dom que recebi, Deus. Esta gratuidade: esta é a nossa riqueza», apontou.

A verdade é como o diamante, ou sobre a necessidade do diálogo para a Igreja católica
Todos nós vivemos sob o mesmo céu, mas nem todos temos o mesmo horizonte. Por isso, o dia-lògos é necessário, ou seja, o entrecruzar-se (dià) dos percursos e dos discursos do lògos [racionalidade], para assim realizar aquela dupla de verbos que Pascal entretecia de modo original, precisamente num dos seus pensamentos mais “teológicos”, ritmado sobre chercher-trouver [procurar-encontrar]. Como ensinava a antiga sabedoria oriental, a verdade é semelhante ao diamante: é uma só mas tem várias faces. A riqueza dos horizontes que se abrem diante de nós impede qualquer forma de fundamentalismo e exclusivismo; a luz límpida da verdade convida, contudo, a superar também todas as formas de um vago acordo minimalista e sincretista.

Papa pede a crentes e não crentes para darem as mãos no combate à injustiça
O papa acentuou este sábado a urgência de «crentes e não crentes colaborarem em conjunto na promoção de uma sociedade onde as injustiças possam ser superadas e cada pessoa seja acolhida e possa contribuir para o bem comum». As palavras de Francisco foram proferidas durante o encontro que teve no Vaticano com o presidente da República de Itália. «O momento histórico que estamos a viver é marcado também em Itália, como em muitos outros países, por uma crise global profunda e persistente, que acentua os problemas económicos e sociais», sentidos sobretudo pela parte «mais frágil da sociedade», disse. O diálogo com os não crentes deve também estender-se ao plano do pensamento: o presidente do Pontifício Conselho da Cultura declarou este domingo que a Igreja Católica quer «encontrar vozes variadas» que se «interrogam» sobre inquietações que nunca deixaram de habitar o «coração» de todos os seres humanos.

Projeto de intervenção cultural e social exibe nova obra artística contemporânea em igreja de Ponta Delgada
A igreja de S. José, em Ponta Delgada, recebe esta sexta-feira, 14 de junho, a obra “Motherless child”, de Nina Medeiros, prosseguindo o projeto de intervenção cultural e social denominado “Indigências”. «Através de diferentes linguagens e técnicas procuro abordar o tema da marginalidade e exclusão social de modo direto e realista mas confrontando-o com espírito positivo da nunca impossível regeneração, aculturação e integração do indivíduo indigente», explica a criadora. A «purificação pelo Batismo, o valor da palavra Cristo e a salvação» constituem as dimensões que Nina Medeiros acentua através de uma faixa que cobre o púlpito esquerdo da igreja com fotografias impressas, enquanto que no púlpito direito será instalada uma pintura inspirada nos painéis de azulejos do templo.

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