É novo » 6.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: juventude, redes sociais e espiritualidade
Um grande desafio diz respeito à experiência da interioridade que o homem de hoje, especialmente se jovem, pode realizar. O homem que tem alguma habituação à experiência da internet parece, com efeito, estar mais pronto para a interação do que para a interiorização. E, geralmente, «interioridade» é sinónimo de profundidade, enquanto «interatividade» é muitas vezes sinónimo de superficialidade. Estaremos condenados à superficialidade? É possível conjugar profundidade e interatividade? O desafio é de grande alcance. A superfície está no lugar da profundidade, a velocidade no lugar da reflexão, a sequência no lugar da análise, o surf no lugar do aprofundamento, a comunicação no lugar da expressão, as tarefas múltiplas no lugar da especialização.

“O Evangelho da alegria”: livro recém-editado inclui textos do novo patriarca de Lisboa e do bispo de Lamego
«Da alegria todos sabemos alguma coisa e sobretudo esperamos muito. Com a palavra queremos dizer felicidade, harmonia, entusiasmo até. A vida, porém, enuncia-a com algum receio. Receio de que não chegue, ou de a perdemos depressa demais.» Estas são as primeiras palavras do texto redigido por D. Manuel Clemente, novo patriarca de Lisboa, para o livro “O Evangelho da Alegria”, coordenado por Eugénio Perregil, que a editora Paulus apresenta este domingo, na Feira do Livro de Lisboa. «O tempo soma-se ao tempo, mas nem sempre a alegria à alegria, muito pelo contrário pode ser. Por isso, alguns nos tornamos desconfiados, mais ou menos como o pessimista que dizia da saúde: “É um estado transitório que não augura nada de bom…” Outros, pelo contrário, querem alegrias tão rápidas que acabam por esgotá-las antes de poderem acontecer. É como se apertássemos tanto a água que ela nos escorresse toda entre os dedos.»

Quem sabe usar o silêncio, sabe usar o tempo
Desde os horários dilatados de trabalho às solicitações para uma comunicação praticamente ininterrupta, entramos num ciclo sôfrego de atenção, atividade e consumo. «Despacha-te, despacha-te» é o comando de uma voz que nos aprisiona e cujo rosto não vemos. «Despacha-te para quê?» Talvez, se tivéssemos de explicar as razões profundas dos nossos tráficos em vertigem, nem saberíamos dizer. E também disso, desse vazio de respostas, preferimos fugir.

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