É novo » 4.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

O vazio que persiste à minha beira: sobre o lugar de Deus na poesia contemporânea (1)
Basta alguma honestidade intelectual para percebermos que em Portugal o número de batizados [ou mesmo o número de pessoas com o mínimo de implicação eclesial] não é determinante para revalorizar a questão de Deus nas suas implicações e expressões éticas ou estéticas. Quero com isto relativizar o argumento espácio-temporal, ou seja: creio que a questão de Deus não é necessariamente mais considerada num contexto medieval ou rural [em que a Igreja tem uma presença institucional, sociológica e tradicional mais evidente], do que nos labirintos desta indefinida pós-modernidade, nas encruzilhadas das nossas grandes cidades. Do mesmo modo, uma literatura em que o substantivo Deus é recorrente não considera necessariamente mais a questão de Deus do que numa literatura em que esse substantivo é fundamentalmente omisso.

Editora da Universidade Católica faz 15 anos
A Universidade Católica Editora (UCEditora) assinalou este sábado, 1 de junho, 15 anos de existência, tendo editado até hoje mais de 350 obras de 250 autores que ligam a investigação académica, a sociedade e a Igreja. «Através dos livros, a UCEditora é, simultaneamente, um ponto de encontro das pessoas com a Universidade Católica e uma busca de futuro», sublinha a reitora da Universidade Católica, Maria da Glória Garcia. A oferta da editora abrange temas como “Ciências da Educação e Humanidades”, “Ciências Sociais”, “Direito”, “Economia, Gestão e Contabilidade”, “Engenharia e Tecnologia”, “Saúde” e “Teologia”, além de teses, estudos, monografias e revistas.

Teatro e música marcam “Noites no Claustro” do Centro de Espiritualidade e Cultura de Soutelo
Teatro e música vão marcar as noites do Centro de Espiritualidade e Cultura de Soutelo (Casa da Torre), em Vila Verde, nos meses de junho a agosto. «Combinámos a beleza do claustro da casa com as noites amenas do verão para oferecer um programa cultural variado: da música ao teatro, do clássico ao contemporâneo». Os encontros, ao ar livre, terminam a 28 de agosto com o “Sermão do bom ladrão”, do Padre António Vieira, lido pelo ator e encenador Luís Miguel Cintra.

Beato João XXIII: biografia e fotografias | IMAGENS |
«Do papa João permanece na memória de todos a imagem de um rosto sorridente e de dois braços abertos num abraço ao mundo inteiro. Quantas pessoas foram conquistadas pela simplicidade do seu ânimo, conjugada com uma ampla experiência de homens e de coisas! A rajada de novidade dada por ele não se referia decerto à doutrina, mas ao modo de a expor; era novo o estilo de falar e de agir, era nova a carga de simpatia com que se dirigia às pessoas comuns e aos poderosos da terra. Foi com este espírito que proclamou o Concílio Vaticano II, com o qual iniciou uma nova página na história da Igreja: os cristãos sentiram-se chamados a anunciar o Evangelho com renovada coragem e com uma atenção mais vigilante aos “sinais” dos tempos. O Concílio foi deveras uma intuição profética deste idoso Pontífice que inaugurou, no meio de não poucas dificuldades, uma nova era de esperança para os cristãos e para a humanidade». Evocação no dia em que passam 50 anos da morte do “Papa bom”.

Em memória de João XXIII nos 50 anos da sua morte (3.6.1963): João XXIII e os artistas
Não se trata apenas, na vossa profissão, de promover a aquisição de riquezas materiais nem de favorecer a sagacidade dos grupos humanos em matéria económica. O que os interessa – e esta é a honra da vossa vocação – é valorizar o sopro espiritual que anima cada povo. Com efeito, é pela voz dos seus poetas e dos seus artistas que um povo, mesmo antes de ter conseguido o seu desenvolvimento económico, pode revelar o encanto e o mistério da sua fecundidade interior. Esta voz do poeta e do artista instrui, educa, consola: é fonte da alegria mais pura e santa. A mensagem de que é portadora passa por cima das barreiras artificiais que separam os homens uns dos outros. Nas horas de tristeza e de humilhação, no auge das guerras fratricidas, a voz do poeta e as harmonias musicais do artista levaram os homens a refletir e sugeriram-lhes as ideais mais pacíficas.

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