É novo » 29.6.2013

S. Pedro e S. Paulo: heróis não nascem – fazem-se
Quando celebramos o triunfo da graça de Deus em Pedro e Paulo, celebramos igualmente o facto de também nós podermos ser grandes, cada um de acordo com a sua realidade. A festa é também uma oportunidade para afastar todos os falsos medos que nos segredam que nunca sairemos do que somos hoje, todos aqueles medos que nos dizem que nem Deus nos pode fazer crescer interiormente, que nem Deus nos pode tornar grandes.

Papa apela à confiança de quem desespera pela ação de Deus, que não está sujeita ao «protocolo»
O papa afirmou esta sexta-feira que «não há um protocolo de ação de Deus» na vida humana, pelo que o seu agir no mundo e na existência pessoal «nem sempre» se concretiza da «mesma maneira». Deus «escolhe sempre o seu modo de entrar na nossa vida. Muitas vezes fá-lo tão lentamente, que nós nos arriscamos a perder um pouco a paciência: “Mas Senhor, quando?” E rezamos, rezamos… E não ocorre a sua intervenção na nossa vida», disse. «Outras vezes, quando pensamos no que o Senhor nos prometeu, é tão grande que somos algo incrédulos, algo céticos», acrescentou Francisco na homilia da missa a que presidiu na Casa de Santa Marta. «A noite é mais escura quando a aurora está próxima. E sempre que nós descemos da cruz, fazemo-lo cinco minutos antes que venha a libertação, no maior momento de impaciência», disse.

Papa Francisco recebeu tenor Andrea Bocelli
O tenor Andrea Bocelli e a família, acompanhados pelos diretores da Fundação tem o seu nome, foram recebidos pelo papa Francisco esta quarta-feira, no Vaticano, revela o portal de notícias da Santa Sé. «Foi para mim foi um grande privilégio conhecer pessoalmente o papa Francisco, inclinar-me diante de uma pessoa como ele, ponte entre a existência terrena e o céu», declarou o cantor, compositor e produtor musical italiano.

É novo » 28.6.2013

História da diocese de Lisboa contada pelo seu novo patriarca, D. Manuel Clemente (I): das origens ao fim da permanência islâmica
Potâmio é, de facto, o primeiro bispo inquestionável da cidade; mas a sua própria existência e admissível proveniência autóctone – nomes gregos como o seu eram vulgares no Império e a escolha de um bispo pressupunha geralmente o seu conhecimento prévio por parte dos crentes locais – induz a preexistência de uma comunidade cristã relativamente consolidada. A situação da cristandade local a seguir à conquista islâmica, por volta de 714, não se distinguiria muito do que geralmente aconteceu pela Península Ibérica: os cristãos que quiseram continuar a sê-lo – os moçárabes – puderam manter a sua fé e praticar o seu culto, embora sujeitos a tributos específicos e proibidos de qualquer proselitismo.

Rezar com o coração em Deus e no mundo
As pessoas mais contemplativas – Teresa de Ávila, João da Cruz, Catarina de Sena, Inácio de Loiola, Tomás Merton, Dorothy Day – foram as que procuraram, de modo mais ativo, a vinda do Reino de Deus sobre a Terra. Nós rezamos para nos tornarmos como elas. Para termos a certeza de viver uma vida de oração autêntica, temos de examinar continuamente e sempre os seus frutos em nós. Estamos realmente mais preocupados com os outros em virtude de nos termos aproximado do Deus que os ama? Ou transformamos a oração num refúgio que nos mantém longe do que a nossa plena humanidade nos pede?

Papa critica «cristãos de palavra» por andarem com Deus nos lábios mas estarem longe dele
«Na história da Igreja há duas classes de cristãos: os cristãos de palavra – os que dizem “Senhor, Senhor, Senhor” – e os cristãos de ação, em verdade», afirmou esta quinta-feira o papa. Na missa a que presidiu na Casa de Santa Marta, no Vaticano, Francisco sublinhou que «houve sempre a tentação de viver o nosso cristianismo fora da rocha que é Cristo», refere o portal de notícias da Santa Sé. A «tentação» dos «cristãos de palavra» é aderirem a um «cristianismo sem Cristo», fenómeno que «aconteceu e acontece hoje na Igreja», alertou o papa, numa homilia em que chamou a atenção para as consequências de uma pertença cristã sem vínculo espiritual sólido a Deus.Um dos subtipos dos «cristãos de palavra» é o «gnóstico», que «em vez de amar a rocha, ama as palavras belas», pelo que não vai além da superfície da vida cristã, enquanto outros se distinguem por uma existência séria e hirta, a «olhar para o chão».

Novo patriarca de Lisboa diz que «o melhor de Portugal são os portugueses»
D. Manuel Clemente, que a 6 de julho toma posse como patriarca de Lisboa, afirmou esta quarta-feira no Porto que «o melhor de Portugal são os portugueses, e entre os melhores estão os portuenses». «Levo para Lisboa o Porto, porque Portugal precisa de ser um grande Porto em todos os sentidos», vincou o prelado, citado pelo jornal “Público”, na sessão de homenagem que a Santa Casa da Misericórdia portuense organizou no Palácio da Bolsa. Perante centenas de pessoas, entre as quais figuras públicas da cidade e o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, o Prémio Pessoa 2009 disse, com voz embargada: «Vai tudo cá dentro, no coração, porque o coração não tem distância, só profundidade».

Papa defende que imagens televisivas ajudam a fazer «pontes» e a alimentar «comunhão» | VÍDEOS |
O papa considera que as imagens televisivas contribuem para estabelecer diálogos e aproximar os católicos provenientes dos vários cantos do globo. «O uso das imagens ajuda a construir pontes e a conhecer modalidades de ser Igreja nas várias latitudes do mundo. Ajudam, de alguma maneira, a tornarmo-nos menos estranhos e a alimentar a comunhão», afirmou. As declarações de Francisco foram proferidas a propósito do acordo entre o Centro Televisivo do Vaticano (CTV) e o Canal 21, estação emissora da arquidiocese de Buenos Aires. Nos primeiro vídeo que apresentamos, o cardeal Bergoglio apresenta a sua mensagem para a Páscoa de 2013, gravada antes do conclave. Os dois registos seguintes referem-se às conversas sobre a “felicidade” e a “alegria” mantidas com o rabino Abraham Skorka, com quem escreveu o livro “Sobre o céu e a terra” (Clube do Autor). O quarto vídeo é uma reportagem sobre a última missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, com o gesto do lava-pés, que o cardeal Bergoglio celebrou na arquidiocese argentina.

“Instituto de Antropologia”: poesia de Jorge Reis-Sá
A noite impõe as suas palavras. Resta-nos / apontá-las, copistas medievais mediando / as estrelas. Dia virá em que // Deus escreverá sem a ajuda de ninguém / a metáfora final e definitiva. Cumprir-se-ão / as profecias, ajoelhar-me-ei ateu. // Os caules interromperão tropismos, bordarão / na terra as letras que Ele imprimiu na sua pele.

É novo » 27.6.2013

Cardeal Bergoglio (Papa Francisco): O desafio de ir ao encontro das pessoas
João XXIII também era um pastor que saía para a rua. Quando era patriarca de Veneza, às onze horas, costumava descer até à praça de São Marcos para cumprir o chamado «ritual da sombra», que consiste em pôr-se à sombra de uma árvore ou à porta dos bares e beber um copinho de vinho branco e conversar uns minutos com os paroquianos. Fazia-o como qualquer veneziano e, depois, continuava o seu trabalho. Isso para mim é um pastor: alguém que sai ao encontro das pessoas. (…) As pessoas afastam-se quando não são recebidas, quando não são reconhecidas nas pequenas coisas, quando não as vamos buscar. Mas também quando não as fazemos participar da alegria da mensagem evangélica, da felicidade de viver cristãmente. Não é um problema só dos padres, mas também dos leigos. Não é de bom católico estar à procura só do negativo, do que nos separa. Não é isso o que Jesus quer.

Manuel Fúria cantou em Fátima, na Jornada Nacional da Pastoral da Cultura | VÍDEO |
“À minha alma”, da banda “Os Velhos”, e a comemoração do primeiro mês de casamento com “Canção para casar contigo”, do álbum “Manuel Fúria contempla os lírios do campo” (2013), foram dois dos três temas que o cantautor, acompanhado por Tomás Wallenstein, interpretou na 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, e que apresentamos agora em vídeo. O encontro, que decorreu a 21 de junho em Fátima, reuniu mais de 150 pessoas para debater o tema “Culturas Juvenis Emergentes”. Antes da apresentação, Manuel Fúria participou numa mesa redonda onde vincou que «ser jovem é dizer que viver não é inútil»

Igreja que se assume como «fortaleza» dá «sinal de fraqueza» e remete-se para a «margem» da sociedade
A atitude, explicitamente abraçada, ou apenas implicitamente condicionadora, de Igreja-fortaleza diminui a sua missão no mundo. Porque faz dela um espaço mais fechado sobre si, medrosamente a remeter-se para a margem. Seja a «fortaleza» mais defensiva, para preservação e retaguarda de ataque, ou mais refúgio confortável de fuga e desistência de engajamento com o mundo, é sempre sinal de fraqueza da Igreja. A Igreja é para ser espaço que arrisca o encontro, ponte de diálogo, porque existe não para condenar o mundo, nem para o ignorar, mas para ser sinal, fermento, sacramento da sua salvação. A Igreja é meio, não fim em si mesma, e é na vulnerabilidade de se dar ao mundo sem medo que encontra a sua própria fortaleza, porque mais se aproxima do modo de ser de Jesus.

Papa Francisco: «Ninguém é inútil na Igreja. Somos todos irmãos» | IMAGENS |
«Ninguém é inútil na Igreja. (…) Ninguém é secundário, todos somos iguais aos olhos de Deus», afirmou esta quarta-feira o papa, na audiência geral semanal realizada na Praça de S. Pedro, no Vaticano, perante cerca de 70 mil pessoas. «Eu sou como vós, somos irmãos, ninguém é anónimo. O Papa é como os outros, não é o mais importante», vincou Francisco. «Somos todos iguais, todos irmãos. Estamos todos na Igreja, contribuímos para a construir, e isto deve fazer-nos reflectir, porque se falta um tijolo, falta alguma coisa nessa casa», sublinhou.

É novo » 26.6.2013

Ser pobre é ser livre, disponível e cheio de compaixão
Um Pobre de Deus é um homem livre. Quem não tem nada, nem quer ter nada, não pode temer nada, porque o temor é um feixe de energias desencadeadas para a defesa das propriedades e apropriações, quando o proprietário as sente ameaçadas. Mas o que é que vai perturbar um Pobre como Jesus, que não fez outra coisa senão varrer os próprios vestígios da sua sombra, e que se dedicou a extirpar afãs de protagonismo, sonhos de grandeza, subtis apropriações? Por isso, vemos Jesus como um profeta incorruptível, como uma testemunha insubornável, absolutamente livre diante dos poderes políticos e autoridades religiosas, diante dos amigos, seguidores e familiares, diante dos resultados do seu próprio ministério, inclusive diante da lei e da religião oficial.

“Francisco”, por Pedro Mexia
Quando um homem chamado Jorge se apresentou ao mundo como “Francisco”, muitíssima gente pareceu esperançada com aquela escolha onomástica. Francisco era decerto voluntarista, impetuoso, abrupto, seguia os impulsos de cada instante, com fé e sem grandes angústias. Era um homem prático, mas não era um “pragmático”: Chesterton diz mesmo que ele não seguia o “praticável”, ou seja, o que é fácil, mas o exigente: «Era tão prático que não conseguia ser prudente.» O homem de Assis acreditava que somos todos iguais, fraternidade que é teológica e antropológica, antes de ser política. O ideal de “irmandade” que Francisco praticou nasceu de encontros com pedintes, com leprosos, com outros-eus, irmãos que ele abordava com uma igualdade não-sentimental, feita de cortesia, de simplicidade, num gesto que, tantos séculos depois, ainda nos toca.

O (ab)uso da imagem: aprender a ver com os olhos do coração | IMAGENS |
Uma exposição como a do World Press Photo exalta a força que uma imagem pode ter. Mas ao mesmo tempo, ela denuncia que algo está doente na nossa comunicação visual. Ao ver aquele retrato de 2012 fiquei com a impressão que ali me estava a ser mostrado um ano diferente daquele que quotidianamente me foi dado a ver através dos media. O modo acelerado e inquieto com que hoje os media tendem a fazer passar diante de nós as imagens deste nosso tempo em vez de gerar proximidade, parece criar indiferença. De tanto estimulados, os nossos olhos como que se defendem não levando muito a sério o que vêem. A multiplicação nervosa de imagens não é pois garantia de um olhar mais atento e sensível ao real.

Hans Urs von Balthasar: um dos maiores teólogos do século XX morreu há 25 anos
Hans Urs von Balthasar é sem dúvida um teólogo colossal do século XX, que também escreveu sobre música, literatura e filosofia. Em 26 de julho de 1936 é ordenado sacerdote. Em 1939 é enviado para Basileia, na Suiça, e no ano de 1940 conhece a mística Adrienne von Speyr, bem como Karl Barth, com o qual estabelece amizade e frequenta a casa, onde vai ouvir Mozart, pois une os dois teólogos este amor comum. Hans Urs von Balthasar, o teólogo helvético, que disse que «ser cristão até ao fundo, significa ser também ser humano até ao fundo», morre em Basileia a 26 de junho de 1988, deixando uma obra teológica colossal: a trilogia Glória (7 vols.), Teodramática (5 vols), Teológica (2 vols.), e ainda mais de 80 obras.

Hans Urs von Balthasar: Córdula, ou o momento decisivo
Que é que o cristão deve ser? Alguém que empenha a sua vida pelos irmãos, porque ele próprio deve a sua ao crucificado. Mas que pode ele, seriamente, dar aos irmãos? Não apenas coisas visíveis; a sua dádiva – o que a ele próprio foi dado – mergulha nas realidades invisíveis de Deus. «Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus» (Colossenses 3,3). Se pensasse poder tornar visível e dar tudo o que ele é, o cristão ter-se-ia feito mera superfície e nada mais de profundo teria para dar. Há coisas que pode dar e mostrar; mas não se encontram no campo em que é habitual delinear a Igreja visível: culto, festas, sacramentos, ofícios sagrados. São antes sementes da vida divina que, transportadas por estes canais, deverão florescer nos cristãos.

Hans Urs von Balthasar: Só o amor é digno de fé
O amor cristão não é a palavra – nem sequer a última palavra – do mundo sobre si mesmo, mas a palavra definitiva de Deus sobre si próprio e, portanto, também sobre o mundo. Na cruz, a palavra do mundo é, antes de mais, atravessada por uma palavra de todo diferente, que o mundo de nenhum modo quer ouvir. O mundo quer viver e ressuscitar antes de morrer, o amor de Cristo, porém, quer morrer para ressuscitar além da morte, na morte, na forma de Deus. Esta ressurreição na morte não se deixa anexar, utilizar, levar a reboque, pela vida intramundana, efémera. Mas a vida do mundo, que quer viver antes de morrer, não encontra em si nenhuma esperança (excepto em construções sem esperança) de eternizar o temporal. A esta vontade de viver, peculiar ao mundo, a palavra de Deus em Jesus Cristo traz a única esperança, imprevisível, para lá de todas as possíveis construções do mundo.

Igreja evoca S. Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei
Quando está a fazer um retiro espiritual, de repente vê (é a palavra que sempre utilizará para descrever a experiência fundacional) a missão que Nosso Senhor lhe quer confiar: abrir na Igreja um novo caminho vocacional, orientado a difundir a procura da santidade e a realização do apostolado mediante a santificação do trabalho quotidiano no meio do mundo. Em 1933, promove a abertura de uma Academia universitária, porque percebe que o mundo da ciência e da cultura é um ponto nevrálgico para a evangelização de toda a sociedade.

Responsáveis da autarquia, academia, cultura e comércio do Porto “despedem-se” de D. Manuel Clemente
Os responsáveis da autarquia, academia e comércio portuenses intervêm na “Sessão de Homenagem do Porto” ao anterior bispo diocesano e atual administrador apostólico, D. Manuel Clemente, que a 6 de julho toma posse do Patriarcado de Lisboa. O programa inclui «4 Testemunhos sobre um Bispo do Porto», nos quais se inclui “Uma visão da Sociedade e da Cultura”, por Luís Braga da Cruz, presidente da Fundação de Serralves, e “A Res publica”, por Rui Rio, que dirige a Câmara Municipal do Porto.

É novo » 25.6.2013

Bispo auxiliar do Porto recusa «gritaria» para resolver «tremenda realidade do desemprego» juvenil e denuncia facilitismo na família e educação
D. Pio Alves, um dos bispos auxiliares do Porto, considera que «entrar na gritaria pela gritaria, na acusação pela acusação» para resolver a «tremenda realidade do desemprego» juvenil não contribui «para uma verdadeira reconstrução da esperança». «O acesso à realidade do trabalho, mormente para os jovens, é, nas atuais circunstâncias, uma tarefa de tal modo árdua e sempre tão imprescindível que não se compadece com a fuga para o mundo das acusações», sustentou esta sexta-feira, em Fátima. O prelado referiu-se também à «educação familiar onde, com a melhor das intenções, estiveram ausentes os nãos» e onde «foram aplanadas as montanhas das dificuldades», «sistematicamente satisfeitas as vontades» e «os recursos financeiros não foram geridos com parcimónia. Acresce a este panorama, no mundo da escola, uma pedagogia que afinou, demasiadas vezes, por idêntico diapasão.»

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura 2013 sobre “Culturas Juvenis Emergentes”: intervenção de abertura de D. Pio Alves
«Nós, mais adultos – família e escola –, demos o nosso contributo às marcas de uma formação que não é, certamente, a mais adequada para enfrentar os tremendos desafios de uma sociedade que, entretanto, se desregulou, baralhou, faliu. Podemos e devemos, certamente, corrigir a mão e não abandonar os jovens à sua sorte. Mas não podemos substitui-los no imprescindível protagonismo que só eles podem assumir. Caso contrário, não faríamos mais que prolongar uma infantilização que os diminuiria na sua dignidade e não os tornaria atores da sociedade nova que, entre todos, teremos que reinventar.» Intervenção de D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

Intervenção de D. Pio Alves na entrega do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes 2013 a Roberto Carneiro
D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais: «Por um lado, o Engº Roberto Carneiro é um académico reputado e um perito com créditos internacionais firmados no domínio da educação. A ele devemos uma importante reflexão sobre métodos e políticas educativas. A ele devemos um conjunto notável de intervenções e projetos que têm contribuído para a qualificação humana do nosso viver coletivo. (…) Durante a tarde de hoje a Universidade Aberta concederá ao Engº Roberto Carneiro um doutoramento “honoris causa” assinalando assim uma intensa atividade como professor, ao longo de gerações. O que prova que o Engº Roberto Carneiro não é apenas um destacado teórico da educação, mas está também envolvido no campo da prática. (…) Há (…) uma terceira vertente que nos apraz muito sublinhar nesta hora. A presença da sua família nesta sala.»

Evocação de Bernardo Sassetti | VÍDEO |

É novo » 24.6.2013

Intervenção de Roberto Carneiro na receção do Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes 2013
O nosso sistema de promoção e de consagração de saberes, desde o 1.º ciclo de estudos primários ao 3.º ciclo universitário, conducente ao doutoramento, assenta num cânone de conhecimentos codificados, fragmentário, disciplinar, e analítico. Na academia replicamos sistematicamente a ideia de que só é válido aquilo que tem evidência empírica e é explicável por relações de causalidade, apuráveis pela observação de “regularidades”. São estas as verdades ditas canónicas que elevamos à categoria de leis, teoremas, axiomas, paradigmas e modelos interpretativos da realidade. Revelação, intuição, emoção, afecto, paixão, são assim elementos perturbadores do bom raciocínio devendo ser liminarmente afastados da postura cientifica pura.

Igreja deve ir ao encontro dos jovens «como quem vai aprender»
O diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura considera que «a Igreja tem de ir ao encontro de jovens de coração desarmado, como quem vai ouvir e, de certa forma, como quem vai aprender». No final da 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que esta sexta-feira reuniu em Fátima mais de 150 pessoas para debater o tema “Culturas Juvenis Emergentes”, o padre José Tolentino Mendonça afirmou que o principal desafio inspirado pelas intervenções é o da «escuta». «Os jovens, com o seu modo de pensar e de estar, contribuem para qualificar, também em termos evangélicos o presente», pelo que é necessário ouvir os seus «apelos profundos», ao mesmo tempo que se acolhe e integram as culturas juvenis «na sua diversidade».

São João: quem é, e o que nos pede
«Começando pelo aspeto externo, João é apresentado como uma figura muito ascética: vestido de pele de camelo, alimenta-se de gafanhotos e mel selvagem, que encontra no deserto da Judeia. O próprio Jesus, certa vez, o contrapôs àqueles que se «encontram nos palácios dos reis» e que «usam roupas delicadas». O estilo de João Batista deveria chamar todos os cristãos a escolher a sobriedade como modelo de vida.» Os católicos assinalam esta segunda-feira, 24 de junho, a solenidade de S. João Batista, cujo nome é associado a festas populares em vários pontos de Portugal que movimentam centenas de milhares de pessoas. Alguns dados sobre o “Precursor” de Cristo, acompanhados por excertos de intervenções dos papas João Paulo II e Bento XVI.

Papa foi à estação de caminhos de ferro do Vaticano receber 250 crianças | IMAGENS |
O papa dirigiu-se este domingo à estação de caminhos de ferro situada dentro do Estado do Vaticano para receber cerca de 250 crianças com problemas psicossociais, que partiram de Milão, completando um trajeto de 600 km. Os passageiros deste comboio, crianças que na maior parte dos casos têm de 6 a 10 anos, residem em Itália e são de 12 nacionalidades, encontraram-se durante meia hora com Francisco, revela a Rádio Vaticano. As crianças ofereceram ao papa os desenhos e outros trabalhos realizados durante a primeira fase do projeto “O comboio das crianças – Viagem através da beleza”, que incluiu a visita às catedrais das suas cidades, para conhecerem a sua arte e história.

É novo » 22.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: Jovens em Portugal, da frustração à crença
«Frustração» foi uma das palavras mais ouvidas durante as primeiras intervenções na 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorre hoje em Fátima, a par de uma atitude de crença e esperança. Perante as mais de 120 pessoas presentes no encontro, Manuel Fúria frisou que «ser jovem é difícil e frustrante» e falou do «risco de Portugal começar a ser construído fora de Portugal» devido à emigração. «Ser jovem é dizer que viver não é inútil», salientou o cantautor, enquanto que João Rafael Brites vincou o seu propósito de vida: «Na medida em que depender de mim, vou lutar pelas causas e convicções em que acredito». Por seu lado o sociólogo José Machado Pais afirmou que as recentes manifestações dos jovens querem dizer uma «palavra denunciadora de um presente para esquecer e anunciadora de um futuro para conquistar».