É novo » 27.5.2013

Vitorino Nemésio: poesia e espiritualidade
«Nemésio compôs em todos os tipos de métrica, desde o da literatura oral e tradicional, aos consagrados literariamente, até ao verso livre. Dir-se-ia, para quem não conhece bem os textos rigorosamente metrificados, que o domínio do metro lhe era difícil. A desmenti-lo estão os versos lapidares, que se gravam na memória facilmente porque a aliança entre a forma da expressão e a do conteúdo são totais: cito apenas alguns que ao longo deste estudo fui anotando: “E o sangue e o pus lavei na fé”; “Tão fácil cremos o que queremos”; “A boa paz nunca se pede: dá-se”». Assinalam-se em 2013 os 35 anos da morte de Vitorino Nemésio (1901-1978). Maria Vitalina Leal de Matos, professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, recorda o poeta e escritor açoriano.

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