É novo » 14.3.2013

A linguagem simbólica do Espírito Santo | IMAGENS |
A Igreja assinala no próximo domingo o Pentecostes, solenidade em que se evoca a descida do Espírito Santo sobre a primeira comunidade cristã, reunida em Jerusalém, de acordo com a narrativa do livro bíblico dos Atos dos Apóstolos. As palavras gregas “Pentekoste hemera”, que significam “dia quinquagésimo”, foram adotadas na Igreja para designar o Pentecostes, festa que decorre 50 dias após a Páscoa, encerrando o denominado Tempo Pascal. Os sete dons do Espírito Santo (Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus) estão na origem do impulso missionário da Igreja desde o seu início e relacionam-se com o sacramento da Confirmação (Crisma), que no domingo encontra uma data muito apropriada para ser recebido. Neste artigo são apresentados alguns símbolos associados ao Espírito Santo.

Para uma espiritualidade inscrita no quotidiano
É tão limitativo, tão empobrecedor, remeter a experiência espiritual para momentos e lugares específicos. A vida no Espírito não pode ser emoldurada. É como um campo aberto que convida a ampliar o espaço interior. Quanto mais escavamos no nosso interior – espaço infinito de investigação – tanto mais crescemos em sensibilidade no olhar sobre as coisas mais simples e mais rotineiras do nosso quotidiano. Do homem novo nasce um olhar novo. Aquele que descobre a alegria de ser habitado, a alegria da comunhão no seu próprio corpo, abre-se ao exterior com renovada capacidade de assombro.

Papa aconselha humildade a quem se julga merecedor do «Prémio Nobel da Santidade» e diz que um cristão sem «memória» é «idólatra»
O papa destacou esta segunda-feira o papel da «memória» na vida cristã, ligando a recordação de Deus ao Espírito Santo, que a Igreja Católica evoca de maneira particular no próximo domingo de Pentecostes. «A memória também faz bem quando alguém sente um pouco de vaidade e se julga um pouco um Prémio Nobel da Santidade: “[Diz Deus]: Recorda-te de onde te fui buscar: dos confins do rebanho”», disse Francisco na missa a que presidiu no Vaticano, refere o portal de notícias da Santa Sé. A consciência de Deus na vida do crente é essencial para ele se compreender quem é e de quem depende: «A memória é uma graça grande, e quando um cristão não tem memória – é duro, isto, mas é a verdade – não é cristão: é idólatra».

Igreja Católica prossegue diálogo com não crentes e rejeita culto da “Santa Morte”
«Devo dizer que crentes e não crentes de diferentes disciplinas tiveram um confronto extremamente cerrado, inclusivamente tenso em alguns pontos, até apaixonado», referiu Gianfranco Ravasi. O presidente do Pontifício Consleho para a Cultura justificou a posição da Igreja quanto ao culto da “Santa Morte”: «Como acontece em Itália, onde frequentemente o chefe da Máfia tem a sua capela privada com a presença de um crucifixo, de uma Bíblia, de uma Nossa Senhora, de um Padre Pio e por aí diante – ou quando a criminalidade organizada participa em certas procissões colocando o seu selo sobre elas – também no México existe esse problema». «Por este motivo a minha intervenção foi muito dura, distinguindo a autêntica fé – que, ao contrário, é uma fé na vida, já que em todas as religiões o Deus é o vivente por excelência, o princípio da Criação; isto [culto da “Santa Morte”] é exatamente o oposto, ainda que seja revestido por um manto religioso», referiu.

“Editorial Frente e Verso” é a nova chancela pertencente aos Jesuítas
A “Editorial Frente e Verso” é a nova chancela que os Jesuítas iniciam esta quarta-feira, 15 de maio, por intermédio do Secretariado Nacional do Apostolado da Oração. O primeiro volume da editora intitula-se “Porque devemos chamar-nos cristãos – As raízes religiosas das sociedades livres”, assinada por Marcello Pera, político e antigo presidente do Senado italiano, e com prefácio do papa emérito Bento XVI. A criação da marca «insere-se na missão específica da Companhia de Jesus, que pretende criar espaços de enriquecimento cultural através do confronto dialogante com as várias sensibilidades culturais, políticas, sociais e religiosas da sociedade portuguesa». A nova editorial vai privilegiar obras «que ajudem a enriquecer o debate no espaço público e a entender o papel do Cristianismo na configuração cultural do Ocidente», ao mesmo tempo que favorecem «a inteligência da fé cristã».

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