É novo » 10.5.2013

Eduardo Lourenço: Concílio Vaticano II fez Igreja «reatar-se com o mundo»
Sou natural de uma província das mais arcaicas do nosso país, pertencente a uma família católica, educado catolicamente, e essa educação em relação a mim próprio é de caráter indelével. Por mais que eu faça, por mais heterodoxo que eu seja (e não o faço para me distinguir do comum dos mortais), estou inscrito em algo que é anterior a qualquer opção de ordem mais refletida, aceite, uma opção – escolha, já com caráter mais sério e mais profundo, uma espécie de conversão. Ora eu não preciso de ser convertido, porque nasci cristão, fui batizado (…). São os homens que têm de invocar Deus e de se lhe dirigir na sua própria língua, na sua própria cultura. E essa foi certamente uma das coisas mais importantes que deixou o Vaticano II.

Papa Francisco: «Foi assim que aprendemos a cozinhar» | IMAGENS |
«Passei dos 70 anos e o fio que resta no carreto não é muito. Não vou viver outros 70 e começo a considerar que tenho de deixar tudo. Mas vivo isso como uma coisa normal. Não estou triste. Uma pessoa fica com vontade de ser justo com todos em todas as situações, de, no final, fazer – digamos – caligrafia inglesa. Nunca me ocorreu fazer um testamento. Mas a morte está todos os dias no meu pensamento.» Da infância à vocação religiosa, da alegria ao celibato, da culpa à morte: excertos de uma entrevista que o cardeal Jorge Bergoglio, então arcebispo de Buenos Aires, concedeu a dois jornalistas antes do conclave que o viria a tornar o sucessor de Bento XVI.

Dalila Pereira da Costa: uma mística no meio dos supermercados
O que vejo, é que tudo depende desta força, a graça. É ela que tudo dá e mesmo que tudo condiciona, tudo permite. Age como força que vai penetrando, ultrapassando todas as nossas camadas, anulando-as, até chegar àquela primeira, o nosso último ponto, o mais interior […]. Ela é uma força e nos seus primeiros instantes como um fogo que vem desapossar-nos, libertar-nos do nosso ser terrestre, realizando essa morte na vida. Por ela é uma força de identidade. Anula em nós tudo o que em nós é diferente, outro que Ele. Para que seja possível a identificação última, a iluminação, que é uma divinização. Deus é sempre o nosso fim e o caminho para Ele mesmo. Unicamente por Ele se chega a Ele.

O Estado não é pessoa de bem
Hoje estamos a amargar e muito uma tristeza de vida em que alguns direitos fundamentais, sobretudo os direitos sociais, se estão afirmados em boa teoria, na prática são desrespeitados e incumpridos. Dá pena que a prática da política não se prestigie a nível de todos os membros da sociedade – quem quiser manter as mãos limpas é porque não tem mãos -, com especiais responsabilidades para a classe governante, a nível dos órgãos de soberania, para os partidos políticos, indispensáveis para a consolidação da democracia, e para a opinião pública e publicada. Cito duas questões graves: perdemos a dignidade e o valor do trabalho, negando-o aos desempregados em números assustadores; deixamos de ser refratários aos impostos, mas não terá valido a pena se, agora, impõem a diminuição das contrapartidas das reformas a que os contribuintes cumpridores têm direito.

Ricardo Araújo Pereira vai à Católica falar da “Educação para a Alegria”
O humorista Ricardo Araújo Pereira vai estar a 20 de maio na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, para falar sobre a «Educação para a Alegria». A instituição também acolhe nos dias 14 e 15 do mesmo mês o colóquio internacional “António Quadros. Obra, Pensamentos, Contextos”, nos 90 anos do nascimento e 20 da morte. Conheça estas e outras iniciativas no âmbito da teologia, cultura e economia.

Universidade Católica homenageia padre e compositor Manuel Faria
A Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa (Braga), em colaboração com o Seminário Maior da mesma cidade, vai organizar uma homenagem ao sacerdote e compositor Manuel Faria (1916-1983). O cónego Manuel Ferreira de Faria era natural de S. Miguel de Seide, concelho de Vila Nova de Famalicão. Compôs várias Missas e deixou composições para piano e música sinfónica. Foi também autor do programa “Ao encontro da grande música”, que a Rádio Renascença transmitiu entre 1976 e 1981.

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