É novo » 1.6.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Não se pode transmitir a fé com cara de enterro, diz papa
O papa afirmou esta sexta-feira que a transmissão da fé não pode ser feita com cara de enterro, mas com um contentamento genuíno e profundo. «Nós, cristãos, não estamos muito habituados a falar de alegria», disse Francisco na missa a que presidiu no Vaticano. Depois de apontar que «muitas vezes» os cristãos têm mais gosto no lamento do que no contentamento, o papa salientou que «sem alegria» os crentes em Deus não podem ser «livres» e tornam-se «escravos» da «tristeza». «Muitas vezes os cristãos têm mais cara de que estão num cortejo fúnebre do que estão a louvar a Deus», assinalou.

Dia Mundial da Criança: «Todas as crianças são importantes, todas!»  | IMAGENS |
Se ser criança é tão importante, então todas as crianças são importantes, todas as crianças são importantes, todas! Não pode nem deve haver crianças abandonadas. Nem crianças sem lar. Nem meninos e meninas de rua. Não pode nem deve haver crianças usadas pelos adultos para a imoralidade, para o tráfico de drogas, para as pequenas e grandes infrações, para a prática do vício.

Átrio dos Gentios regressa às origens com viagem a Marselha, Capital Europeia da Cultura
Marselha, uma das duas capitais europeias da cultura em 2013, é a próxima paragem do Átrio dos Gentios, plataforma da Igreja Católica para o diálogo entre crentes e não crentes. Esta segunda-feira, 3 de junho, a plataforma viaja para França, quase um regresso às origens dado que o primeiro encontro do Átrio dos Gentios decorreu a 24 e 25 de março de 2011 em Paris. O programa do encontro dedicado ao tema “Humanismos e Religiões” inclui uma conversa, por interpostas pessoas, entre os filósofos franceses Albert Camus (1913-1960) e Paul Ricoeur (1913-2005), por ocasião do centenário dos seus nascimentos.

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É novo » 31.5.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Aprender linguagens dos jovens é essencial para a transmissão da fé, considera bispo D. João Lavrador
«A Igreja está obrigada a aprender a linguagem da juventude para poder estar com ela e sintonizar com os seus anseios», considera o bispo D. João Lavrador, membro da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. Em declarações ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, o bispo auxiliar do Porto vincou a necessidade de a Igreja saber transmitir aos jovens, «em linguagem compreensível», os «valores perenes de que é portadora». «É uma tarefa que requer acompanhamento permanente, especialmente agora, que estamos num período importantíssimo de grandes transições e propostas», vincou. O prelado também se pronunciou sobre a 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que se realiza em Fátima a 21 de junho para debater o tema “Culturas Juvenis Emergentes”.

Bienal de Veneza: encontro radioso entre Bíblia e arte contemporânea promovido pela Santa Sé | VÍDEO + IMAGENS |
A arte contemporânea é frequentemente enigmática, renegoceia, não raro, as relações entre o belo e o feio, mas não deixa de constituir uma procura, mesmo que situada, pela revelação de uma certa transcendência. Ainda que esta transcendência não se manifeste no impulso da fé, há justamente um espaço de abertura que trespassa a gestualidade moderna, da música de Stockhausen às coreografias de Pina Bausch ou às telas rasgadas de Lucio Fontana. Ao invés de uma funcionalização litúrgica da arte, as obras apresentadas no pavilhão da Santa Sé na Bienal de Veneza, do fotógrafo checo Josef Koudelka, do pintor americano Lawrence Carrol e do coletivo multimédia italiano Studio Azzurro, configuram o círculo da criação, apresentando a arte contemporânea em diálogo com o mais antigo manifesto de estética, o Livro de Génesis e a sua representação mais perfeita, a humanidade. Veja imagens e um vídeo com algumas das peças em exposição.

Não devemos ter medo da solidariedade, diz papa, que pede comunhão e partilha
«De onde nasce a multiplicação dos pães? A resposta está no convite de Jesus aos discípulos: «Dai vós mesmos…», “dar”, partilhar. O que é que os discípulos partilham? O pouco que têm: cinco pães e dois peixes. Mas são precisamente aqueles pães e aqueles peixes que nas mãos do Senhor tiram a fome a toda a multidão. E são os próprios discípulos, perplexos diante da incapacidade dos seus meios, na pobreza do que podem colocar à disposição, a fazer acomodar as pessoas e a distribuir – confiando-se na palavra de Jesus – os pães e peixes que alimentam a multidão. E isto diz-nos que na igreja, mas também na sociedade, uma palavra chave de que não devemos ter medo é «solidariedade», saber colocar à disposição de Deus o que temos, as nossas humildes capacidades, porque só na partilha, no dom, a nossa vida será fecunda, dará fruto. Solidariedade: uma palavra malvista pelo espírito do mundo.» Homilia do papa Francisco na missa do Corpo de Deus.

Visitação de Maria a Isabel: um Magnificat pleno de alegria, fé e delicadeza | IMAGENS |
Pelo Magnificat podemos deduzir que, como nos grandes contemplativos, Deus desperta em Maria um júbilo indescritível. Esse é um dado válido para confirmar a nossa convicção de que a Mãe não só pertence à estirpe dos contemplativos, mas é a coroa e modelo de todos eles. Maria emerge como uma jovem delicada, com grande sentido de serviço fraterno. É fácil imaginar a situação. Isabel está em gravidez adiantada, com eventuais complicações biológicas devido à idade avançada, e tornou-se meio inútil para os trabalhos domésticos. Zacarias estava mudo, «ferido», psicologicamente. Certamente viviam os dois sozinhos. A Mãe foi, para eles, uma bênção caída do céu.

Papa Francisco: da evangelização à denúncia da Máfia, uma seleção das intervenções na última semana | VÍDEO |
A responsabilidade de todos os católicos numa evangelização que se faz com palavras mas, sobretudo, com o testemunho de vida, o papel dos bispos enquanto pastores que acompanham amorosamente o rebanho, a importância de olhar a missão da Igreja a partir da periferia e o elogio do padre italiano Giuseppe Puglisi, assassinado pela Máfia e que foi proclamado beato no último sábado constituem alguns dos destaques das intervenções do papa Francisco na semana de 20 a 26 de maio.

Onde queres que te preparemos a Eucaristia? Última homilia do Corpo de Deus do cardeal Bergoglio (papa Francisco) em Buenos Aires
O lugar em que o Senhor quer que preparemos a sua Eucaristia é todo o solo da nossa pátria e da nossa cidade, simbolizada nesta praça. Por isso preparamos a Eucaristia caminhando, como sinal de inclusão, abrindo lugar para que entremos todos, desde todas as margens existenciais. Nesta sociedade de tantos lugares fechados, de tantos coutos de poder, de sítios exclusivos e excludentes, queremos preparar para o Senhor uma “sala grande” como esta praça, grande como a nossa cidade, como a nossa pátria e como o mundo inteiro, na qual haja lugar para todos. Porque são assim os banquetes do Senhor. Festa que muitos convidados desprezaram, enche-se de convidados humildes que querem participar com alegria da Ação de Graças do Senhor.

“Epic – O Reino Secreto”: um filme para crianças a refletir na família, escola e paróquia | VÍDEO + IMAGENS |
A presença do sobrenatural e da magia; a apresentação de um elemento perturbador da ordem natural, que constitui o obstáculo a ser vencido; uma motivação – no caso o imaginário, o fascínio pelo desconhecido e pela comprovação de uma lenda, para que a protagonista saia da sua área de conforto, primeiro à descoberta, depois numa missão de valor; a presença de valores, a ecologia, a amizade, a cooperação, a defesa do bem comum, a esperança, entre outros, como sustento do objetivo, fim e estratégias para superar as contrariedades, são alguns dos elementos clássicos aqui manifestados.

— Agenda para hoje —

Musical “Wojtyla”, sobre João Paulo II, estreia no Coliseu do Porto e em Braga, regressando depois a Lisboa
O musical multimédia “Wojtyla”, homenagem ao beato João Paulo II (1920-2005), vai ser apresentado pela primeira vez no Coliseu do Porto, estreando-se depois em Braga e regressando para nova exibição em Lisboa, num total de 15 sessões. O espetáculo de Matilde Trocado intitulado com o apelido do papa polaco foi criado na paróquia de Cascais e teve a estreia absoluta há três anos, a 18 de maio de 2010, data do aniversário do nascimento de João Paulo II. A peça com cerca de 40 intervenientes em palco, entre atores e membros da banda, não pretende ser um relato histórico nem uma biografia mas a evocação de testemunhos de quem se cruzou com João Paulo II, «de vidas que mudaram» e que conheceram «o lado mais divertido» do papa, refere a sinopse do espetáculo.

É novo » 30.5.2013

Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: inscrições abertas

Igreja e jovens: que diálogo?
Na Igreja, é comum os mais sensíveis à pastoral juvenil perguntarem-se: “O que pedem os jovens à Igreja?” É uma pergunta sem grande sentido. A esmagadora maioria dos jovens nada pede à Igreja. Cresceram num mundo onde tudo é comprado e onde o mérito das propostas de felicidade se mede pela rapidez e pelo baixo custo. Alguns setores eclesiais respondem a este estado de coisas tentando “jogar” segundo as regras da cultura dominante, sem coragem de pôr em causa este modelo consumista e relativista. E fazem uma pastoral juvenil que é mais uma mercadoria de consumo: consumo de socialização (grupos de jovens sem rumo que se resumem a ser umas meras sociedades recreativas), consumo de eventos, consumo de emoções e estética (ainda que mascarada de oração). É uma forma de fazer pastoral juvenil que, em nome duma mal-entendida inculturação, reduz o Evangelho a um produto descafeinado, que não tem coragem de falar das exigências do Evangelho (a nível sexual, económico ou político). É uma caricatura de pastoral juvenil com “tiques de seita”.

Viver na presença de Deus
Enquanto continuarmos a acreditar que a oração na igreja é melhor do que a oração na rua, ou no autocarro ou na praia ou no emprego, ainda não compreendemos a omnipresença de Deus. Ainda temos de nos aperceber que Deus está connosco, onde quer que estejamos, e o que quer que façamos. A oração, feita regular e repetitivamente, é uma ponte para o despertar da consciência. A oração da manhã e da tarde, a oração antes e depois das refeições, a oração ao começarmos uma viagem, as orações pessoais no início de cada grande tarefa, tudo isso nos faz lembrar o que nos mantém vivos.

Siza Vieira participa no 4.º Fórum de Arquitetura Religiosa
Siza Vieira, autor da igreja de Santa Maria, em Marco de Canaveses, é um dos intervenientes anunciados no programa provisório do 4.º Fórum de Arquitetura Religiosa, que decorre a 7 e 8 de junho em Vila Nova de Gaia. Os organizadores propõem-se analisar «as novas tendências e técnicas de construção, conservação e restauro do património arquitetónico» ligado à religião. «Debater estratégias para a construção de edifícios religiosos», «analisar casos práticos de construção, conservação e restauro», refletir sobre as «especificidades» deste tipo de imóveis e «apresentar um concurso de arquitetura religiosa entre universidades» são também questões a debater.

“A Sagração da Primavera” nasceu há 100 anos | VÍDEO |
Passaram esta quarta-feira 100 anos sobre a estreia de uma criação musical de Igor Stravinsky, Le Sacre du Printemps [A Sagração da Primavera], obra seminal, certamente um dos marcos singulares na biblioteca musical do Ocidente. Neste vídeo é apresentada uma reconstituição da coreografia original de Vaslav Nijinsky. Foi no dia 29 de maio de 1913, numa produção de Sergei Diaghilev para a companhia Ballets Russes.

É novo » 29.5.2013

Que fazemos nós do tempo?
Sabemos que o tempo é a argila da vida. Do incomensurável oceano ao sucinto regato, da minúscula pedra ao elevado rochedo, da planta solitária ao vastíssimo bosque, tudo tem no tempo uma chave indispensável. Também nós somos modelados e lavrados, instante a instante, pelos instrumentos do tempo.

Herberto Helder, “Servidões”: «tudo pronto para que a luz estremeça»

É novo » 28.5.2013

9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura: programa, perguntas e respostas, inscrições

Jornada da Pastoral da Cultura 2013: programa e inscrições

Leitura: “Uma nova oportunidade para o Evangelho”
«Embora todos os textos sagrados sejam inspirados, certos livros, entre os quais os Evangelhos e os livros sapienciais, abrem mais a porta a uma espiritualidade do quotidiano. Eles dizem mais respeito à vida, à criação e ao Deus criador que prodigaliza as suas bondades à humanidade. Eles valorizam uma nova arte de viver, uma dinâmica de libertação que brota das correntes mais próximas da modernidade.» Do volume, que «deseja suscitar, nas paróquias, nos movimentos e nas diversas equipas pastorais um acréscimo de criatividade», apresentamos um excerto centrado na espiritualidade “experiencial” e bíblica que o agente pastoral é convidado a assumir antes de anunciar o Evangelho.

A arte da lentidão
Talvez precisemos voltar a essa arte tão humana que é a lentidão. Os nossos estilos de vida parecem irremediavelmente contaminados por uma pressão que não dominamos; não há tempo a perder; queremos alcançar as metas o mais rapidamente que formos capazes; os processos desgastam-nos, as perguntas atrasam-nos, os sentimentos são um puro desperdício: dizem-nos que temos de valorizar resultados, apenas resultados. Passamos pelas coisas sem as habitar, falamos com os outros sem os ouvir, juntamos informação que nunca chegamos a aprofundar. Tudo transita num galope ruidoso, veemente e efémero. Na verdade, a velocidade com que vivemos impede-nos de viver. Uma alternativa será resgatar a nossa relação com o tempo. Por tentativas, por pequenos passos.

Viúva de Jorge Luis Borges oferece ao papa Francisco toda a obra do escritor argentino
A viúva de Jorge Luis Borges (1899-1986) ofereceu ao papa Francisco toda a obra do escritor argentino, que está entre os favoritos de Jorge Mario Bergoglio, anunciou o jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”. Os livros foram entregues ao papa este sábado pelo presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal italiano Gianfranco Ravasi. O prelado revelou que se encontrou com Maria Kodama, tendo combinado com ela, após um longo diálogo sobre a obra do autor, um encontro cultural que, com toda a probabilidade, decorrerá no próximo ano em Buenos Aires. Antes de ser eleito bispo de Roma, o prelado afirmou que Borges era um «agnóstico que rezava o Pai-nosso todas as noites, porque tinha prometido à sua mãe, e morreu assistido religiosamente».

É novo » 27.5.2013

Vitorino Nemésio: poesia e espiritualidade
«Nemésio compôs em todos os tipos de métrica, desde o da literatura oral e tradicional, aos consagrados literariamente, até ao verso livre. Dir-se-ia, para quem não conhece bem os textos rigorosamente metrificados, que o domínio do metro lhe era difícil. A desmenti-lo estão os versos lapidares, que se gravam na memória facilmente porque a aliança entre a forma da expressão e a do conteúdo são totais: cito apenas alguns que ao longo deste estudo fui anotando: “E o sangue e o pus lavei na fé”; “Tão fácil cremos o que queremos”; “A boa paz nunca se pede: dá-se”». Assinalam-se em 2013 os 35 anos da morte de Vitorino Nemésio (1901-1978). Maria Vitalina Leal de Matos, professora catedrática jubilada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, recorda o poeta e escritor açoriano.

É novo » 24.5.2013

Judoca Nuno Saraiva e ativista social João Rafael Brites na Jornada Nacional da Pastoral da Cultura
O judoca tetracampeão nacional Nuno Saraiva e o ativista social João Rafael Brites, criador do “Projeto Transformers”, fecham a lista de intervenientes na 9.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, que decorre a 21 de junho. O encontro, que se realiza em Fátima, é dedicado às “Culturas Juvenis Emergentes. Nuno Saraiva, nasceu há 19 anos na Marinha Grande, tendo conquistado em março o título de campeão nacional de juniores na categoria – 73 kg. Natural de Palmela, João Rafael Brites, de 22 anos, fundou um movimento de voluntariado que dá a oportunidade aos jovens de aprenderem gratuitamente o que mais gostam.

Amar a imperfeição
Ouvi aí umas duzentas vezes o poeta Tonino Guerra citar o verso de um monge medieval: «É preciso ir além da banal perfeição». É isso mesmo: a perfeição pode ainda ser um caminho que trilhamos pela superfície ou constituir uma ilusão que nos impede de aceder ao verdadeiro e paradoxal estado da vida. Levamos tanto tempo até perder a mania das coisas perfeitas, até nos curarmos do impulso que nos exila no aparente conforto das idealizações, ou finalmente vencermos o vício de sobrepor à realidade um cortejo de falsas imagens!